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Porto Velho,  sáb,   16/novembro/2019     
artigos

Marcos Rocha defende interesses da Energisa, diz Caetano

30/10/2019 19:16:09
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO - “A humildade é a parte mais bela do saber. Quem não cultiva a humildade se perde na arrogância”. Citação de autor desconhecido. 



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EDITORIALZIM
Jornalista aposentado após ultrapassar os 45 anos nessa profissão, fiquei horrorizado com a explícita manipulação da rede Globo com uma “informação” (sem pé nem cabeça), objetivando envolver o presidente Jair Bolsonaro no crime praticado contra a vereadora do Rio de Janeiro, assassinato usado politicamente até então pelos partidos de esquerda, destacando-se o PSOL, ao qual a tal vereadora estava vinculada.
O papel da maior rede de televisão do país é totalmente incompatível com a democracia e com os princípios basilares do jornalismo. E nisso ela é seguida pela mídia hegemônica, aquela que ainda imagina que pode dominar uma nação mesmo quando está claro que a população não aguenta mais ser manipulada.
Ainda bem que essa rede de comunicação não tem mais o poder de lobotomizar os brasileiros como tinha no passado. Hoje nem suas novelas são mais unanimidade. E em relação à sua produção de notícias a credibilidade necessária se foi.
Mesmo nesse cenário de decadência das poderosas redes de comunicação, não podemos desprezar o perigo da aliança mídia-judiciário no processo de desestabilização institucional do governo em andamento na (ainda) mais potente rede televisiva do Brasil. É preciso ampliar o boicote contra quem trabalha para derrubar ainda mais Brasil buscando malograr todo o esforço feito pelo governo legitimamente eleito para tirar o país do abismo onde foi colocado pelos longos anos da esquerda no Poder, após o maior festival de corrupção e roubo dos recursos da pátria.

ANTIGAMENTE
Antigamente os jornalistas tinham o costume (isso fazia parte da ética) de aprofundar as notícias, de procurar contar o que estava por trás desse e daquele assunto. Hoje se dá valor ao fakenews, aos textos sem fontes, objetivando apenas a desídia, apenas a criar suspeitas contra quem é seu alvo. Penso que isso é o que motivou dar tanto estardalhaço no “informe” de um porteiro de condomínio. O objetivo ficou claro: envolver o presidente da República no assassinato trágico da tal vereadora do PSOL.
Os jornalistas de hoje não são mais reféns da verdade. Estão se perdendo na militância política, nos interesses econômicos de seus veículos.
Agora mesmo tivemos um exemplo disso em Rondônia. Enquanto a população geme e grita contra os abusos praticados pela Energisa em reajustes inexplicáveis das contas de energia, em substituições de relógios sem o devido processo legal, uma rede de TV no estado, pertencente a um ex-deputado que chegou a ser condenado por prática de corrupção, passou a defender enfaticamente a empresa, com certeza buscando garantir óbolos da publicidade.

SEM SURPRESA
Daniel Pereira já foi deputado estadual pelo PT. Deixou o partido, mas não caiu no costumeiro ostracismo. Conseguiu carimbar o passaporte ao obter vitória como sindicalista e passou a liderar servidores públicos federais em Rondônia. Foi o bastante para voltar ao cenário eleitoral, tornando-se vice-governador. Assumiu o cargo no ano passado em substituição a Confúcio, em sua desincompatibilização.
Bem, com tudo isso não surpreende o anúncio de que Daniel Pereira (hoje o titular do Sebrae no estado) está decidido a disputar o cargo de prefeito de Porto Velho no próximo ano.

TRAMPOLIM
Certamente o Daniel está informado das dificuldades para encarar uma disputa desse nível. O agora morubixaba do Sebrae não é nenhum nome carismático no seio do eleitorado de Porto Velho. Não é um sujeito com simpatia contagiante, mesmo tendo o estilo do pavãozinho.
É claro que Daniel não pretende entrar nessa corrida para sair de mãos vazias. Deve acreditar ser esta a melhor catapulta para conquistar em 2022 uma indicação para disputar o governo. Se não der, certamente se contentaria em disputar uma cadeira na Câmara ou no Senado.

OMISSO
O governador Marcos Rocha foi desmentido pelo advogado Caetano Neto, presidente da Associação de Defesa dos Direitos da Cidadania em Rondônia. Segundo o advogado, o governador não poderia ter dito numa entrevista a uma emissora de rádio do interior, “que não pode fazer nada” em favor dos consumidores rondonienses para impedir os abusos contra os consumidores rondonienses.

APRENDA A LER
O advogado lamentou que o governo fale besteira como a de que a “Energisa” ganhou o domínio da distribuição de energia em Rondônia por “ter vencido uma licitação”. Se o governador Marcos Rocha – acrescentou Caetano Neto – soubesse ler direito veria que a Energisa assumiu o controle acionário da Ceron participando de um “leilão público”.
Continuando, Caetano Neto afirmou que se o governador quisesse ficar ao lado do povo poderia tomar atitudes corretas, como suspender imediatamente as relações espúrias de instituições do estado, como o IPEM, a Polícia Civil, entre outros órgãos, de prestar serviços à Energisa para intimidar os consumidores ou validar suas ações como substituição de relógios supostamente viciados.

NEGOCIAÇÕES
Outro alerta importante feito pelo advogado Caetano Neto fala do projeto de lei que o governador enviou a Assembleia Legislativa pedindo autorização da Casa para negociar dívidas com o fisco estadual no valor igual ou superior a 100 mil UPFs. Isso possibilitaria ao governo negociar a dívida da Energisa com o estado no valor de um bilhão e quinhentos milhões de reais.

R$ 50 MIL
A Energisa comprou a Ceron num leilão público por apenas 50 mil reais. Por ter acertado nesse negócio de pai para filho, a Energisa recebeu imediatamente um aporte financeiro de 253 milhões e 800 mil reais do BNDES. Do mesmo banco estatal, a Energisa recebeu quase o mesmo valor pela privatização da distribuição de energia no Acre.
A nova controladora da distribuição de energia em Rondonia está respondendo às investigações de uma CPI na Assembleia Legislativa. Segundo o presidente da Casa, Laerte Gomes, essa CPI não vai acabar em pizza. É questão de esperar.

ESSE É O BRASIL
Num momento em que o Brasil vivencia uma crescente invasão de competência do Poder Legislativo pelo Poder Judiciário, tem-se a nítida impressão que não estamos vivenciando um “Estado de Direito”, e sim um “Estado de Juízes”. Essa interessantíssima e oportuna reflexão foi feita, recentemente, pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Eros Roberto Grau.




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