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Porto Velho,  sex,   14/dezembro/2018     
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Temor de que a sina da corrupção fique no mastro mais alto de Rondônia

17/11/2018 13:37:26
Gessi Taborda
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MAIS OU MENOS... Vou essa semana (mais precisamente na terça-feira) visitar Eduardo Vansa, o médico que cuida (e muito bem) do controle do meu diabetes. Vou mais ou menos confiante de que o sinal vermelho não acendeu de vez. Mas a glicemia, de acordo com os exames, está um pouco alta. Reflexos da pouca disposição para os exercícios físicos e o distanciamento das caminhadas na esteira. E também, claro, do relaxamento da dieta, vencida que foi por guloseimas como sorvetes e chocolates. Mas há um consolo: o medo de engordar não foi justificado, afinal até emagreci mais meio quilo. 



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OBSESSÃO

Ao contrário da imensa maioria nunca tive obsessão com o peso corporal. Nem quando chegou ao peso extremo de 112 quilos para esse meu corpo longe do 1,70m. O medo de engordar só apareceu na minha vida após o diagnóstico de diabetes. E por isso deveria estar hoje feliz, muito feliz, de pesar (hoje) apenas 88 quilos.

Acontece que nem assim me sinto ajustado completamente ao “mens sana in corpore sano”. Ser magro (não exageradamente) é muito saudável. Mas para emagrecer não se deve empanturrar-se de coisas como doces e sorvetes ou tantas comidas deliciosas. Não basta só isso: há que se fazer exercícios, caminhadas e constantes queimas de calorias.

FRACA RESISTÊNCA

Não sou obeso e mesmo assim estou cada vez mais convencido de que minha pouca resistência às comidas mais saborosas será castigada. E assim vou ao médico responsável pelo meu tratamento esperando que não sejam tomadas medidas mais drásticas. Ainda não tenho a neura que cria sociedades distópicas pelas questões do peso. Mas já me assusto com o horror da sentença de ter fazer aplicações diárias de insulina.

Se você não é diabético, faça tudo para não ser pego em excessos de calorias. Atos insanos provocam a obesidade que acaba levando você à fila crescente dos diabéticos.

FRUTO DA ONDA

Na curta história política do estado de Rondônia nunca se viu uma eleição majoritária tão fácil como a do novo governador, o coronel Marcos Rocha. Ele foi puxado pela eleição presidencial. No caso rondoniense a onda que garantiu ampla vitória de Jair Bolsonaro no estado rondoniense só ficou visível em relação ao militar lançado pelo PSL no final do primeiro turno, quando a onda Bolsonaro colocou Marcos para disputar o segundo turno da campanha com o tucano Expedito Júnior. E no segundo turno o candidato de Bolsonaro nem precisou fazer espetáculo e nem mesmo essa coisa que virou moda, a live na internet.

VITÓRIA EFÊMERA

Política é assim mesmo: alguém surge do nada e, empurrado por uma onda, acaba na crista do sucesso. Isso aconteceu antes em Rondônia, beneficiando Fátima Cleide. Ela chegou ao Senado na “onda Lula”. Quem se beneficia disso precisa ter humildade para interpretar esse fenômeno. Não sei se o novo governador de Rondônia tem cabeça para ver isso. Assim como Fátima, seu sucesso na eleição passada pode ser algo efêmero. Passa rápido. Fátima, após 8 anos de Senado, como se viu, acabou-se em “béstia”. Não tem mais cacife para entrar nesse jogo. E se entrar, corre o risco de perder até para a Câmara Municipal.

Eleição – como sempre disse – tem onda, tem o momento da onda. Quando a onda se forma, a clareza do resultado surge de forma consolidada.

CENÁRIO DESANIMADOR

Rondônia não está na relação dos estados mais erodidos da federação. Não pode sequer ser comparado com a tragédia existente em estados como Rio, Minas ou Rio Grande do Sul. Mas também está longe da situação de tranquilidade de um Espírito Santo, onde o governo foi reeleito.

O cenário rondoniense não é nada alentador. A população desconfia dos rumos de Rondônia no curto e médio prazo. E a eleição de governador Marcos Rocha foi um balizamento de que a população se convenceu de que o MDB foi o grande cúmplice do desastre a que se chegou, praticamente zerando o crescimento econômico, a geração de oportunidades, ampliando o desemprego e a miserabilidade.

MODUS OPERANDI

E assim, os cardeais do MDB rondoniense viram seus projetos políticos ruírem. Foi uma resposta marcante do sentimento de indignação dos rondonienses e da sua desaprovação com o modus operandi dos últimos governantes do estado. As instituições comandadas por gente do MDB transformaram Rondônia num estado muito diferente daquele implantado pelo coronel Jorge Teixeira, quando as imensas riquezas naturais de Rondônia eram transformadas em oportunidades visíveis para todos.

ATRAPALHARAM

Hoje Rondônia é um estado complicado, caro, que não utiliza minimamente suas reservas minerais, a fartura das suas terras e nem mesmo a abundância de sua energia elétrica em favor da produção e da geração de empregos.

Nas mãos dos governantes do MDB o estado existiu para atrapalhar e não para fomentar a chamada economia sustentável. Hoje o exemplo é visível em todas as ruas importantes de Porto Velho, com grandes empreendimentos fechados (especialmente no ramo hoteleiro), inacabados e em franca deterioração.

PROPAGANDA

Fontes contam hoje à coluna que o candidato do MDB, o derrotado Maurão de Carvalho, chegou a acreditar numa vitória até tranquila na disputa eleitoral. Afinal era o ungido de Confúcio e Raupp, os grandes caciques do partido.

Possivelmente o deputado que tenta conseguir agora um cargo no próximo governo para não perecer de vez na vida pública, deve ter jogado suas fichas na prática da discricionariedade do empreguismo na Assembléia onde, consta, seu gabinete teria supostamente a lotação de mais de uma centena de servidores. Era sinecura atrás de sinecura custeada com o dinheiro público, dinheiro que sempre fez falta a melhoria e ampliação dos serviços públicos.

14 MILHÕES

E para mascarar o aniquilamento das boas iniciativas de combate ao desperdício de dinheiro, de falta de transparência e atos de corrupção no âmbito do legislativo, Maurão preferiu valer-se de excessos de propaganda (o último contrato assinado supera os 14 milhões de reais) como se o Legislativo precisasse desse absurdo.

A propaganda enganosa custeada pelo Legislativo comandado por Maurão não conseguiu manter quieta a indignação do eleitorado. O Legislativo viveu anos construindo inutilidades, gastando dinheiro a rodo com coisas do tipo “Assembleia Itinerante”; tão inúteis para o povo quanto úteis aos esquemas de corrupção, mesmo da arraia miúda.

DECRETO POPULAR

E assim como a coluna previu bem antes do início da campanha, Maurão perdeu. O decreto popular contra sua continuidade na vida pública não pode ser esquecido. Rondônia já perdeu décadas com seu péssimo legislativo estadual. O resultado eleitoral – que não foi dos melhores – mostra de forma irrefutável o desejo da população em apagar de suas instituições os medíocres, as nulidades. Maurão foi apenas um derrotado saído do ninho parlamentar. Nem a obra faraônica que tentou terminar (o novo prédio da Assembléia) serviu para dar-lhe votos. O povo sabe que ela é quase inútil para promover a qualidade de vida da população.

FINGIMENTO

O novo governador rondoniense nasceu na vida pública do estado em cargos de confiança no governo do MDB (foi secretário na gestão de Confúcio) e na gestão municipal de Nazif, ex-prefeito de Porto Velho e agora deputado federal eleito. Parece um paradoxo!

Ora, se serviu aos governos de Confúcio e ao de Mauro Nazif seria mais do que lógico colocar o coronel Marcos Rocha como gravemente culpado das misérias em que se debate o estado e a capital rondoniense. No entanto, o coronel teve êxito pelo simples fato de – durante a campanha – ter se comportado como inocente nos desmandos e práticas de corrupção nas gestões onde teve seu papel de bambambã. Nenhum concorrente – em qualquer momento – soube ligar o coronel ao rastro dos destroços indeléveis que ainda estão presentes no estado e nas ruas da capital de Porto Velho deixado por seus ex-gestores.

TERRA ARRASADA

No dia primeiro de Janeiro de 2019 o coronel Marcos Rocha vai desembarcar nessa terra rondoniense semiarrasada. Terá o desafio de transformar esse cenário. E para isso terá de apagar dos postos de comando as inutilidades de seus antigos pupilos. Terá de arquivar o estado tirano dando ao cidadão a presunção de boa-fé.

Normalmente os cidadãos estão propensos a olhar com menos rigor os novos governantes em seus primeiros seis meses. Nesse período o coronel terá de balizar como pretende fazer o desenvolvimento rondoniense, como pretende tirar de cena os representantes da velha política. E agora, nesse exato momento, já se fala nas coxias que o governante está sendo instado a jogar uma boia para personagens derrotados, como o Maurão. Se isso acontecer boa parte de seus eleitores poderão imaginar que a sina da corrupção vai acabar ficando no mastro mais alto.




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