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Porto Velho,  sáb,   24/fevereiro/2018     
artigos

Quando procuradores irão afastar a sensação de impunidade em RO?

03/02/2018 13:57:37
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Na política não existem amigos, apenas conspiradores que se unem. VICTOR LASKY (1918/1990), escritor e jornalista americano.

 

PAPO DE SÁBADO

Confesso estar meio cansado de repisar sempre nessas mal traçadas flashes da política no Brasil, dando destaque às coisas de Rondônia. É um cansativo exercício de repisar sempre os mesmos esquemas, pois – verdade seja dita – não há novidades nessa pobre novela dos costumes políticos. É claro que poderia falar hoje dos penduricalhos que engordam fortemente os salários do pessoal do andar de cima, já que esse é o assunto do dia, pelo menos em relação às benesses do Judiciário, como os “auxílios legais” (mas nada ético ou moral) de habitação para magistrados que são donos de suas próprias residências. Vou preferir trazer para a coluna um papo mais ameno, um papo de sábado, de final de semana, embora não menos importante.

 

DRAMA PURO

Você já ouviu isso (especialmente se for muito ligado à religião e assíduo frequentador de igrejas) ou até repete esse chavão sempre, desapercebidamente: viver é um fardo!

Existir, admito, é drama puro. Principalmente quando descobrimos a impossibilidade do sonho absoluto do “eu”… nessa caravana de vontades, pulsa a melancolia, a busca pela solidão…

Esse pensamento explica muito da minha escolha pessoal de ficar cada vez mais recluso, ocupando o tempo nas reflexões, na leitura e no tamborilar das teclas dessa coisa maravilhosa que é o computador. Recuso como nunca convites para coisas que no passado eram fundamentais para o meu viver.

 

A GENTE DESCOBRE

Difícil não atender mais aos chamados da doce boemia, na qual sempre tive cadeira cativa quando mais do que os vapores etílicos a gente tinha aquela auréola de papo inteligente, de conversa sobre temas ligados à arte, à política e até à filosofia.

Descobri ao longo do tempo – no clima de decadência da própria pátria – que existir está ligado ao agora e não ao ontem.  O agora é ambientado pela possibilidade de expor o que se quer a qualquer momento… ou seja, há mais chances de que você se configure como um idiota do passado, pois o futuro está logo aí… melhor não se comprometer com algo em evidência, melhor olhar por trás das evidências…

 

PERDA DE TEMPO

Depois de acompanhar postagens de velhos amigos (a quem atribuía inteligência acima da média) defendendo Lula e o PT sem reconhecer o mal, para não dizer os crimes, que ambos praticaram contra o povo brasileiro, me convenci de que existir é saber que o sonho absoluto da realização de si mesmo não terá resultado.

Embora dotado de razão, o humano pulsa, rasteja à força… ou seja, embora dê para pensar nas ações, é a realidade, com a sua libido disfarçada de resgate social, que lança o humano para o drama…

 

INSULTO

Não deveria ser assim, mas é. Todo ser é escravo da existência… Deve ser por aí que se encontram justificativas para entender como uma pessoa que consegue concluir uma formação universitária, que chega a praticar o dom da poesia, comporta-se como um passageiro defendendo ícones do fracasso em nome de uma ideologia política desgastada pelos anos de erros acumulados, quando não pela falta de caráter de seus líderes que por anos comandaram as chamadas Orcrim atuantes no país.

A defesa que esses antigos companheiros fazem publicamente dos petralhas que lotam as cortes da Justiça como acusados e condenados pelo esbulho do dinheiro público beira ao insulto pelo fato de mostrar que eles são meros servos, meras ovelhas.

 

TRAGÉDIA

A maior tragédia desses indivíduos é vê-los caminhando pela senda do imprevisível que deveria assombrá-los. Nessa sociedade em rede é fácil diagnosticar os fracassos coletivos... As pessoas dominadas por essa convicção doentia deveriam buscar o caminho mais adequado para ajudar o país a escapar do fracasso: começar a ler, antes que a ignorância se apodere da sua capacidade de pensar...

 

FECHAMENTO

Que pena não existir aqui em Porto Velho alguém do MP disposto a levar até o fim uma investigação séria sobre a farra que faz certas instituições publicas com o dinheiro do contribuinte pagando milhões em publicidade completamente desnecessária, com o claro objetivo de comprar proteção da mídia. Se isso vier a ocorrer certamente teremos a Justiça condenando o rombo aos cofres públicos praticados na Capital.

 

PUBLICIDADE CARA

Em Vilhena (sul rondoniense), o ex-prefeito daquela José Rover, acaba de ser condenado em 55 anos de cadeia. Os mesmos métodos utilizados em Vilhena no pagamento de “publicidade” acontecem em instituições sediadas na capital. São milhões que se evaporam nas “campanhas” (quáquáquáquáquá!) veiculadas maliciosamente em instituições do executivo e do legislativo. Está na hora do MPE estadual mostrar serviço dentro da linha defendida hoje pelo MP federal de combate a todo tipo de corrupção.

 

DISCURSO DURO

Se o discurso da procuradora Raquel Dodge servir de bússola para os membros do MPF e também do MPE em Rondônia, certamente as muitas denúncias sobre notórias figuras localizadas no pântano da corrupção não dormiram mais nos escaninhos dessas instituições. E não é só na questão da publicidade que precisam ocorrer as tais investigações.

No duro discurso da cerimônia do retorno das atividades do STF, Raquel Dodge disse que o país sofre com a “corrupção ainda disseminada” e o “sentimento de impunidade”. Ela cobrou (tomara que seja ouvida) a aplicação da lei aos poderosos: “Os culpados precisam pagar por seus erros. Só assim afasta-se a sensação de impunidade e se restabelece a confiança nas instituições”.



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