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Porto Velho,  sáb,   25/novembro/2017     
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Ruins e sem simancol: os deputados tentam censurar a livre opinião

07/10/2017 00:11:32
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Não é aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe. COCO CHANEL (1883/1971), estilista francesa cujo nome de batismo era Gabrielle Bonheur Chanel. Esteve na lista das cem pessoas mais importante do século XX.

 

MEU DEUS!

Fico assustado quando leio nas colunas dos  “colegas” apegados à análise da política no estado de Rondônia as especulações sobre quem tem chances de ser escalado, na linha competitiva, para o governo do estado, para o senado e até para cargos do legislativo no próximo ano.

Pelos nomes ventilados nessas colunas há uma enorme possibilidade de que o espetáculo seja comandado pela criminalidade. É grande o número de personagens ameaçados e assustados com operações de combate à corrupção que continuarão nesse roteiro de ida e volta que tanto beneficia clãs carimbados, como o dos Donadons, só para citar um exemplo.

 

REDUÇÃO

A Reforma Política concluída pela Câmara dos Deputados não foi só cosmética. E nem por isso vai alterar muito a disputa do próximo ano. O pior de tudo foi expor mais uma vez a canalhice e mediocridade daqueles que dizem nos representar em Brasília. A tentativa de implantar censura nas redes sociais contra críticas aos políticos é quase uma depravação. Todavia, foi boa a aprovação que modifica o sistema partidário, com o retorno da cláusula de barreira.

 

É ESPERAR

Apesar da reforma eleitoral ter sido feita claramente para beneficiar os grandes partidos e claro, seus poderosos caciques, ela terá o mérito de liquidar com a mixórdia de siglas de aluguel. A longo prazo, talvez até consiga levar os partidões a terem um mínimo de coerência programática e ideológica. A conferir.

 

COMPOSTURA

Que os políticos brasileiros perderam a muito tempo a compostura é um fato. Nos estados é mais difícil para os cidadãos serem informados das práticas injustificáveis dos políticos que servem apenas para torrar dinheiro público. Agora mesmo Rondônia conviveu com a passagem do deputado Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia, pelo chefia do Executivo. É que o lamentável governador Confúcio Moura foi gazetear numa viagem ao exterior com as despesas pagas pelo contribuinte? Exatamente num período em que o vice-governador Daniel Pereira (o probo!) também foi viajar para fora dos limites do país. A desculpa é sempre a mesma: “missões oficiais”. É claro que o estado não levou nenhuma vantagem nisso.

 

DEPUTADOS

Essa é uma praxe nacional. Praticamente a totalidade dos deputados federais rondonienses – incluindo os menos letrados – fizeram viagens internacionais patrocinadas pelo legislativo. Com o dinheiro do povo brasileiro até o manjado casal da cúpula do PMDB rondoniense andou realizando roteiro de globe-trotter por países exóticos do planeta. Dai é fácil compreender porque eles fazem qualquer coisa para continuar no cargo que garante tantas sinecuras.

 

AINDA ACREDITO

Não há muitas evidências que levam a manter minha crença de que os escândalos cometidos constantemente por políticos no jovem estado de Rondônia ainda vão motivar o MP estadual a seguir exemplos de seus congêneres como o do MT, o das Alagoas e tantos outros que vêm se destacando no combate à corrupção.

É simples: eu praticamente não acreditava que figuras Carlos Nuzman (o poderoso do Comitê Olímpico Nacional) fosse um dia preso pela Polícia Federal. E isso aconteceu. Os “intocáveis” da política de Rondônia – especialmente aqueles que estão no mandato – não perdem por esperar.

 

VAI ACONTECER

Certamente ainda veremos alguns dos procuradores regiamente pagos pelo erário trabalhando contra a insensatez de dirigentes públicos em ações flagrantes de ilegalidade, como o inchaço da folha de pagamento pelas nomeações de comissionados e nos gastos milionários injustificados da fajuta “propaganda oficial”.

 

SEM PARTIDO

O STF adiou a decisão sobre a possibilidade de termos novamente os “candidatos sem partido”, ou seja, independentes. O assunto é de enorme interesse para os eleitores brasileiros que, em sua maioria, não creem mais na chusma dos partidos existentes no país.

Muita gente não sabe, mas o voto independente já foi praticado no Brasil. Então, com o intuito de refrescar a memoria dos mais jovens  vamos transcrever uma lição do experiente Hélio Fernandes, publicada na sua coluna de ontem.

 

SEM VENCEDOR

O Brasil teve esse tipo de voto de 1890 (constituinte), até 1945 (outra constituinte) com a primeira direta, com o fim do Estado Novo. E esse tipo de voto é uma prática comum na política americana.  Nos EUA, existe o voto independente na Constituição de 1788, a nunca que eles têm. Em toda eleição, concorrem vários independentes, nenhum vencedor.

 

ATÉ RUI

Rui Barbosa foi candidato a presidente, 4 vezes. Desistiu estrategicamente em duas, 1914 e 1918.  Disputou e perdeu em 1910 e 1919, sendo que nesta, para terminar o mandado de Rodrigues Alves, eleito em 1918, mas muito doente, não tomou posse,  só morreria em janeiro de 1919.

Da proclamação (na verdade implantação) da Republica, até á imposição do voto partidário, só existia um partido, o Republicano. Nenhum independente ganhou eleição. O ultimo a ser derrotado nesse tipo de escolha, foi Vargas. Em 1930, disputou e perdeu para o governador de  SP, Julio Prestes, de nenhum parentesco com o próprio. Mas ficou 15 anos no poder, sem eleição.




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