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Porto Velho,  qui,   17/agosto/2017     
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Novo homem forte do prefeito não tem experiência de articulação

27/06/2017 09:42:17
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem. ANTONIO GRAMSCI (1891/1937), filósofo, jornalista, crítico literário e político italiano. Descreveu como o Estado usa as instituições culturais para conservar o poder.

 

SINTOMÁTICA

Não dá para dizer que a notícia surpreendeu. A mudança das peças do tabuleiro de comando da prefeitura anunciada ontem pelo prefeito Hildon Chaves começou a ser prevista há tempos pelos mais importantes observadores da política local através de suas colunas. A próprio ELG previu que havia um certo grau de insatisfação com atitudes do advogado Breno Mendes. Seu deslocamento para a Emdur foi uma decisão sintomática.

 

TROCA DE LÂMPADAS

Em se tratando de “desenvolvimento urbano” a Emdur praticamente não tem nenhum papel preponderante. Sua ação nos últimos anos reduziu-se à mera responsabilidade de trocar lâmpadas queimadas nas vias públicas. Nem nessa rotina a Emdur tornou-se satisfatória, a ponto do prefeito atual estar prestes a passar esse serviço para a iniciativa privada.

 

HOMEM FORTE

O novo homem forte escolhido pelo prefeito para comandar seu gabinete é Luiz Fernando Martins. Pelo pouco que dele se sabe, não é nenhum político e nem conta com experiência em trabalhos de articulação política. Breno também era um nome com experiência mas no cargo desde o início da gestão do prefeito Hildon Chaves emergiu como um dos principais conselheiros do prefeito tucano. Sua transferência para uma empresa como a esvaziada Emdur é sinal de que sua sobrevivência no “staff” dessa gestão não é garantida.

 

SAÍDA ELEITORAL

A não ser que Breno Mendes consiga repetir a façanha de um antigo advogado que dirigiu a Emdur e tinha mandato. Será que o ex-chefe de gabinete do prefeito pretende usar a alternativa eleitoral para conseguir um mandato? No caso do advogado antecessor que presidiu a Emdur, sabe-se que terminou sua carreira pública denunciado numa investigação das praticas de corrupção dos tempos petralha.

 

QUEM VAI APURAR

Políticos rondonienses que receberam dinheiro de caixa dois e propinas originárias das empreiteiras responsáveis pela usina Santo Antônio, assim como jornalistas (donos de sites) e sindicalistas que se beneficiaram dos esquemas ilegais, também na usina de Jirau não ficaram fora do alcance judiciário. Os casos serão apurados pelo Ministério Público Federal no Estado de Rondônia. Quem se “alimentou” do sistema de propinas não perde por esperar...

 

Ô RAÇA

Hoje, dos cinco ex-presidentes vivos, quatro estão sendo processados – o único contra quem nada consta é Fernando Henrique. O atual presidente está sendo processado (embora o Congresso possa determinar que a ação seja encerrada). Ministros e ex-ministros: há 30 com problemas judiciais. Governadores, dez; senadores, mais de 20; deputados federais, mais de 60. E dois figurões que estiveram na linha de sucessão presidencial, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves, estão presos.

 

ALTERNATIVA

O senador Acir Gurgacz foi o grande personagem do jornalismo de seu Diário da Amazônia do último domingo. Como entrevistado, o parlamentar apresentou sua receita para o país sair da crise. Quem sabe possa ser chamado para substituir o ministro Meirelles que pouca coisa conseguiu ao longo dos anos de comando da economia brasileira. O senador fez um importante reconhecimento. Reconheceu que o país está parado e deu uma explicação com a qual a coluna concorda integralmente.

 

CULPADOS

Acir admitiu na entrevista que tudo isso é “culpa dos políticos”, que só “pensam em si”, em “manter seus privilégios”. Uma pena que o senador não disse se fez alguma coisa, durante o seu mandato, para mudar essa situação.

Algumas das afirmações do senador do PDT rondoniense merecem toda a concordância da Coluna, como sempre nos colocamos ao longo de sua existência. Entre outras afirmações, Gurgacz diz que temos de passar o país a limpo e o combate à corrupção (e sonegação, vale?) tem de continuar. E assim como pensa a maioria, Acir também mostrou que “os corruptos” e não só os já condenados, precisam ser expulsos da vida pública.

 

É POLÍTICA

Acir parece ter assimilado alguns discursos do momento, como o de FHC, e defende também a “antecipação das eleições gerais de 2018”. Essa medida na opinião do senador pedetista é uma saída para a crise do país.

O principal comandante do PDT rondoniense não tem dúvidas – segundo disse – que é política e só através da “boa” política o país vai sair do buraco. Ao final da entrevista o político – que pretende disputar o governo rondoniense – fecha a entrevista com uma frase que é um tipo de compromisso: “Chegou a hora de mostrarmos que somos homens públicos, que honramos nossos cargos” (sic), interessado em tirar o país “do mar de lama” para fazer a economia “voltar a funcionar”.

 

TRES PARTES

Nossa principal fonte de Brasília disse ontem que a PGR deverá oferecer pelo menos três denúncias contra o presidente Michel Temer. Uma para cada crime ou acusação. Para piorar a situação de Temer, o procurador geral pretende denunciá-lo em fatias. Em vez de um golpe, pauladas repetidas. E o governo que se vire para mobilizar sua base aliada para defender o presidente não uma e sim várias vezes.

A Câmara Federal não poderia colocar as denúncias num único processo para barrá-las de uma vez só; os deputados aliados teriam que passar pelo desgaste de barrar o processo contra Temer ao menos três vezes. A salvação do presidente implicaria em repetidos golpes na imagem parlamentar. Queimação ao triplo: esse é o plano.



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