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Porto Velho,  qui,   17/agosto/2017     
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Não há favas contadas mas Expedito está na pole-position

23/06/2017 10:25:40
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Todos os homens morrem, mas nem todos vivem.WILLIAM WALLACE (1270/1305), foi um guerreiro escocês que vencer o exército inglês de Eduardo I. Teve participação fundamental na Guerra da Independência Escocesa. Wallace tinha cultura exemplar, dominando os idiomas francês e latim.

 

É CLARO QUE NÃO

Aos poucos começam surgir as opiniões sobre quem tem ou não tem chances de se tornar governador de Rondônia. São opiniões – como dizem – lastreadas em resultados de pesquisas feitas no momento para consumo interno de políticos ou partidos, e até mesmo de instituições de caráter privado.

Para a coluna tudo não passa nesse momento de meras especulações. Não dá para apontar favorito incontornável a 15 meses das eleições — um ano e cinco meses. É preciso esperar várias coisas — uma delas o lançamento dos candidatos, que ainda não estão 100% definidos. Depois, com a apresentação dos postulantes, é preciso verificar as campanhas e como os eleitores, que estão desconsolados com os políticos — todos eles —, vão se posicionar.

 

NÃO HÁ FAVAS CONTADAS

O colunista viu uma dessas “pesquisas” internas onde o provável postulante Expedito Júnior aparece em primeiro lugar. Está eleito? Pergunta um militante. Claro que não. O próprio Expedito, que é um político astuto, pode até ficar alegre com o resultado, mas sabe que as favas não estão contadas. O jogo político-eleitoral está abertíssimo.

Quem tem experiência política no estado sabe que por aqui os eleitores costumam surpreender os institutos de pesquisas de opinião. Nossos eleitores costumam demorar a discutir eleições e, sobretudo, a definir seu voto.

 

VAI COMEÇAR

Porto Velho terá o início da elaboração de uma nova versão do Plano Diretor nos próximos meses, com sua revisão, estabelecida pela legislação municipal. Diante disso, prevê-se disputas intensas na Câmara, levando-se em conta os interesses envolvidos e a já conhecida pressão do setor imobiliário.

Até agora a prefeitura ainda não anunciou a abertura dos debates (audiências públicas) sobre o assunto. No âmbito geral, a revisão do Plano Diretor visa dar um direcionamento para que o município elabore seu futuro com uma orientação mais voltada às políticas públicas do que ao simples cumprimento de uma etapa burocrática cuja não execução inviabilizaria obtenção de verbas e convênios.

 

CRISE FEIA

A especulação em torno de um acordo político entre o PDT de Acir Gurgacz e o PMDB de Valdir Raupp é um sinal claro das previsíveis dificuldades que o barbudo senador, um dos políticos mais conhecidos de Rondônia, terá para se reeleger no próximo ano. A citação de Valdir Raupp nas delações da Lava Jato e aceitação das denúncias contra ele (por recebimento de propinas) pelo Supremo Tribunal Federal representou uma pedrada em seu projeto político. Raupp já tinha desistido de concorrer ao governo. Sabe da importância de deter o mandato de senador para garantir maiores chances de enfrentar os processos em tramitação no Supremo.

 

ABALOS ELEITORAIS

Valdir Raupp o cacique maior do PMDB rondoniense sempre foi arquirival dos Gurgacz com quem pode se aliar agora, numa composição estranha em que seria candidato à reeleição tendo no mesmo espaço a candidatura ao Senado de Confúcio Moura (ainda no governo) e também a do prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires.

Todos compromissados com a suposta candidatura de Acir Gurgacz ao governo rondoniense. Com a perseguição desse tipo de arranjo está evidenciado os abalos eleitorais que o PMDB pode ter no pleito do próximo ano.

 

ULTIMO FOLEGO

O acordo até agora admitido só pelo próprio Acir Gurgacz é um claro aviso que o derradeiro fôlego que mantinha viva a pretensão de Maurão de Carvalho de chegar ao governo do estado vai receber, outra vez, uma pá de cal, repetindo aquilo que viveu quando engrossava as hostes de Ivo Cassol.

 

LADO HUMANO

Não deixa de merecer aplausos a capacidade do prefeito Hildon Chaves de revelar seu lado mais humano, capaz de se condoer com as dificuldades alheias. Deve ser por isso que o prefeito acabou recuando na sua determinação de desocupar os espaços públicos de Porto Velho, tomados pelos camelôs e vendedores de tudo.

 

CRISE

Não há dúvidas de que a crise econômica está atingindo com mais força as camadas mais pobres da população e que estas têm de se virar como podem para garantir sua sobrevivência. Nessas circunstâncias, a cidade representa a salvação para essas pessoas.

Desde que a crise se acirrou, o hipercentro de Porto Velho e outras áreas da cidade vêm sendo tomados, gradativamente, por pessoas que tentam vender algum produto. Aos poucos, em determinadas regiões, a cidade virou um “mercado persa”.

 

OS ABATIDOS

Até hoje ninguém sabe o número de pessoas diretamente ligadas às vendas clandestinas dos camelôs em nossos logradouros públicos. Muitos estão nessas atividades por tempo demais, mais do que suficiente para terem tido oportunidade de se legalizar, de montar negócios verdadeiros, etc, etc.

Entretanto, parte dos vendedores informais é formada por gente que tinha, até há pouco tempo, carteira de trabalho assinada, mas que agora foi abatida pelo desemprego em crescimento.

 

É DE TODOS

Vivemos hoje uma situação de anormalidade social. Mas isso não pode ser desculpa para esquecer-se de outro ponto fundamental: A cidade pertence aos cidadãos, que têm direito a ela para fins de se proteger, conviver, usufruir, manifestar-se, de andar por suas ruas, por suas praças e calçadas.

Então não dá para continuar por muito mais tempo com a ditadura dos camelôs, ampliada após o fracasso do antigo shopping popular.

 

DESORGANIZAÇÃO

É o que temos na capital. Tal desorganização urbana contribui para deteriorar o patrimônio público. Em várias áreas da cidade, o equipamento arquitetônico vem sendo vandalizado. Quando mais este se degrada, mais essa população se sente à vontade para tomar posse dele e destruí-lo. Provas existem às carradas mas fiquemos apenas num só exemplo, a Praça dos Engraxates, tal e qual a Jonathas Pedrosa.

Não se trata de reprimir esses cidadãos, mas fazê-los perceber que a cidade tem regras. O caos não prospera num ambiente de limpeza e organização, onde haja iluminação pública, os bens públicos sejam conservados e os cidadãos se sintam em segurança.



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