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Porto Velho,  sex,   23/junho/2017     
artigos

Num ambiente contaminado pela corrupção, a política vira caso de polícia

20/05/2017 13:39:35
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Pode-se dizer que três qualidades proeminentes são decisivas para o político: paixão, sentimento de responsabilidade e um senso de proporção. MAX WEBER (1864/1920), intelectual, jurista e economista alemão considerado um dos fundadores do estudo moderno da Sociologia.

 

TEM INSETOS

A resolução da Anvisa, publicada no DOU, comprova uma informação bizarra: os consumidores de molhos de tomate estão consumindo insetos e pelos de ratos em excesso. E assim, a resolução manda retirar dos pontos de venda molho de tomate de marcas conhecidas, como Heinz, Pomarola, Elefante e Predilecta. Ontem a coluna foi a supermercados e conferiu que, pelo menos em Porto Velho, as marcas citadas estavam sendo vendidas livremente. Cadê a vigilância sanitária local?

 

CATACLISMO

Não dá para negar nem em pronunciamento oficial. O país atravessa mais um cataclismo político derivado do modo de fazer política que se consolidou após a redemocratização. Para financiar as campanhas, cada vez mais disputadas e caras, os políticos venderam a alma ao diabo, ou seja, aos empresários.

Há tempos nossos políticos vêm perdendo prestígio. Temer não escapava a esse mau conceito. Sua assunção ao poder deu-se por um acidente, no cumprimento de uma disposição constitucional determinada pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Nunca foi bom de voto, mas sempre foi bom de sorte: e assim ocupou os cargos mais importantes. Virou presidente com os votos de quem preferia o PT.

 

PARA O ESPAÇO

Talvez tentando uma reabilitação histórica, o presidente elegeu, no entanto, uma agenda de reformas. Agora, tudo irá para o espaço. Alguns de seus ministros já estão deixando o governo. O crescimento será fatalmente adiado, com perda para toda a sociedade.

 

REFLEXO

Os exemplos do péssimo comportamento das lideranças politicas mais importantes do Brasil acabou estimulando desvios de condutas dos mandatários e caciques partidários nos estados. Rondônia não fugiu à regra. Por aqui a política se transformou num caso de polícia. Temos ai ex-presidentes da Assembleia cumprindo pena ou como foragidos da Justiça.

O ambiente político como um todo – até no Executivo do estado – se deixou contaminar pela corrupção. E essa contaminação continua, não foi extirpada nem depois da prisão de destacados integrantes das quadrilhas.

 

MINISTÉRIO PÚBLICO

A desfaçatez com que instituições públicas queimam dinheiro do contribuinte em nebulosas (e desnecessárias) campanhas de publicidade é um sintoma de que os dirigentes máximos dessas instituições continuam apostando na impunidade. Mais do que nunca fica claro como os estados – caso de Rondônia – precisam de promotores de Justiça com coragem para desconstruir os ralos, como o da publicidade oficial, por onde se esvai o erário. Uma espécie de Lava-Jato estadual capaz de levar à Justiça aqueles que confundem o público com o privado.

 

INCERTEZAS

Que o governador Confúcio Moura mantém no seu séquito uma pequena legião de puxas-sacos todo mundo sabe. Alguns prontos a defender o chefe do Executivo a qualquer custo. Isso não afasta as incertezas sobre o futuro político de Confúcio, que não se livrou ainda das acusações da PF e do MPF, onde foi apontado como comandante do principal esquema de corrupção investigado pelos dois órgãos, dando origem ao inquérito 784/DF.

 

ESFACELADA

A quadrilha acabou esfacelada pela ação da PF, mas o governador não foi inocentado. Segundo conclusões da PF, graças à articulação dos corruptos, constituiu-se um fundo milionário que bancou campanhas eleitorais de correligionários do governador e despejou dinheiro, também, na sua própria campanha de reeleição. Disso certamente a Telma Rodrigues, uma das escaladas para funcionar como aríete do governo confuciano, não vai falar.

 

SÍTIO ENCANTADO

O que esse povo agarrado ao cordão deveria saber é que não sobrará pedra sobre pedra nesse governo do balacobaco quando a ação que tramita STJ aprofundar-se mais. Agora não há mais necessidade de autorização parlamentar estadual para o processo avançar naquela corte. De repente, nem a dona Telma vai sobreviver nesse sítio encantado da confuciolândia.

 

ACREDITE SE QUISER

Ontem o deputado Luiz Cláudio aproximou-se do prefeito Hildon Chaves para se apresentar como (até parece vídeo-tape) o novo garantidor da retomada e conclusão (???) dos elefantes brancos, criados ainda na endiabrada gestão petista, quando a prefeitura de Porto Velho foi apelidada de “Caverna do Ali Babá”. A conversa foi outro batido vídeo-tape (emendas no orçamento da União) dos políticos rondonienses. Luiz Cláudio é mais um deputado de pouca expressão na Câmara. Acreditar na transformação dos elefantes brancos é direito de qualquer um. 

 

GUARDA-CHUVA

Para ele é uma vantagem enorme conseguir uma vaga no guarda-chuva de Hildon, prefeito com alto índice de aprovação junto ao eleitorado, para tentar renovar o mandato no próximo ano. Mas é melhor não ter tanto entusiasmo de que com a sua ajuda os elefantes brancos envelhecidos possam finalmente virar os viadutos prometidos. Certamente, esses viadutos (???) que não passam de meros elevados ainda poderão “ajudar” desgastados políticos diante da pouca consciência de parte expressiva do eleitorado.

 

SOBREVIDA

Isso é o óbvio ululante: a Caerd é uma das coisas ruins do governo estadual. E agora, governo e prefeito fazem a “grande descoberta”. Ela só continuará existindo se for privatizada. E o negócio teria de ser feito pelo BNDES. Quem teria coragem de comprar uma empresa que sempre deu errado? Ora, se uma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará. Tudo dá errado ao mesmo tempo. A suposta aliança firmada entre Hildon e Confúcio pode dar à Caerd mais expectativa de vida, mas no caso dessa estatal as expectativas negativas permanecerão. Com ela, mesmo que as expectativas fossem positivas, o resultado será negativo.




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