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Porto Velho,  ter,   10/dezembro/2019     
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O prefeito não pode perder o foco e nem deixar a peteca cair

15/05/2017 09:28:06
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“A verdade é que me acomodei de tal modo em minha infelicidade, que quase sou feliz.” J. G. DE ARAÚJO JORGE (1914/1987), poeta nascido em Tarauacá, no Acre, escolhido como “Príncipe dos Poetas” e dos prosadores brasileiros, com a homenagem de Coelho Neto. Foi deputado federal pela extinta Guanabara, cumprindo três mandatos legislativos. Por sua mensagem social e política recebeu o título de Poeta do Povo e da Mocidade.

 

ETERNIDADE

Tem dias na nossa vida que estarão marcados pela eternidade de nossa existência. O 13 de Maio é um desses dias. Isso mesmo: ele maraca o dia do aniversário do meu filho do meio, o Aldrin Willy Mesquita Taborda. Servidor do TCE (é auditor daquela corte), Aldrin é formado em jornalismo, engenharia de computação e direito. Sobre ele, tudo o que eu disser ainda é pouco para expressar nosso orgulho (meu, de sua mãe e irmãos) e amor eterno por ele.

Creio firmemente que ele é o anjo que Deus colocou para tomar conta de mim nesse minha velhice que avança. Por isso agradeço as muitas mensagens de congratulações recebidas por mais esta aniversário desse filho genial.

 

É O QUE FALTA

Expedito Júnior já quis ser governador rondoniense. Perfeitamente compreensível: falta-lhe na carreira um cargo Executivo. Seus principais adversários já tiveram essa experiência. Acir foi prefeito (não terminou o mandato) de Ji-Paraná. Já Valdir Raupp (que deve disputar a reeleição para o Senado) foi prefeito de Rolim e governador de Rondônia.

 

GRANDE FASE

Expedito Júnior vive a sua grande fase política: não tem mais a incompatibilidades do passado. Antes disputava (e sempre foi bom de voto), mas não chegava lá, como um “cavalo paraguaio”, por restrições na Justiça Eleitoral. Agora está livre, leve e solto. E, ao contrário dos nomes mais lustrosos da política rondoniense, não é hostilizado por todos os lados. Com boa estratégia, com o melhor time de “pensadores” para a disputa, Expedito – se saírem tantos candidatos como se imagina – vai correr muito pouco risco e poderá até vencer no primeiro turno.

 

POSSIBILIDADES

O presidente regional do PSDB, o ex-senador Expedito Júnior, tem todas as passibilidades de retornar ao Senado se disputar uma das duas cadeiras em jogo no próximo ano. Talvez possa até ter motivos de ordem pessoal para entrar nesse jogo. Afinal, por uma dessas coisas esdruxulas, chegou lá com uma votação história e acabou não concluindo o mandato que foi parar – no tapetão – nas mãos de Acir Gurgacz. Por ironia, o miliardário dono do império cascavel, sonha agora em abocanhar o governo rondoniense.

E terá – se Expedito decidir figurar na disputa – no ex-senador o seu grande tropeço na sonhada conquista do Executivo estadual.

 

UM ANO

É uma data totalmente histórica, embora rigorosamente negativa para Michel Temer. Contrariou todos os fatos similares, chegou ao poder sem voto, sem povo, sem urna. Chegou o poder com apoio apenas de Eduardo Cunha, general-civil e presidente da Câmara. Um dos maiores corruptos, e com apoio da maioria omissa, displicente, e acumpliciadamente silenciosa, a conspiração chegou ao tenebroso domingo, 17 de abril de 2016. Foi o apogeu da baixaria. Dali foi para o senado, que referendou e ratificou tudo. Mais discreta e cautelosamente.

 

BOCA FECHADA

Para comemorar um ano como presidente da República, Michel Temer falou na tarde de terça-feira num exercício de auto-lovação: "Estou satisfeito pelos progressos do país durante esse ano. Como já afirmei, não pretendo nenhuma espécie de popularidade, meu objetivo único é a salvação do país". Não deu uma palavra sobre os 14 milhões e 400 mil brasileiros desempregados. Mas martelou, como carma pessoal, que são indiscutíveis os sinais de recuperação econômica do país. Assim, a comunidade carente nem pode desconfiar dessa conversa de crescimento trombeteada pelo Planalto.

 

O NADA

Temer comemora o nada ou o vazio, sua única preocupação é obter os míseros 308 votos para aprovar a desnecessária e desfigurada reforma da Previdência. Seu parceiro, preso e condenado a 13 anos, e na iminência de outra condenação, mandou emissário conversar com Temer, não obteve nem resposta.

Dito isso, é preciso reconhecer que aquele que se disse um dia um “vice decorativo” hoje é, de certa forma, também uma autoridade que os brasileiros consideram apenas passageira e sem grande importância no futuro do país.

 

NÃO ANALISAM

De forma lamentável alguns formadores de opinião em Rondônia transmitem impressões sobre o futuro político longe da realidade, fazendo vaticínios sem lastro em nenhum tipo de análise. Apenas defendendo conclusões que atendam interesses pessoais.

E nesses “resultados” estabelecidos antecipadamente chegam a absurdos como “a vitória certa” para o governo de personagens conhecidos, como Maurão de Carvalho (presidente da Assembleia) ou de Acir Gurgacz, o dono do império “Cascavel”. Nenhum dos pretendentes galvanizou seus nomes na maioria do eleitorado. Apenas uma adesão forte no segmento evangélico não garante “vitória certa” para ninguém, nem para Maurão.

 

ARROGÂNCIA

Como não sou contra e nem a favor da (possível) candidatura dos dois, sou apenas jornalistas, numa análise ainda superficial vejo que ambos os políticos continuam subestimando não só o eleitorado como o peso da avaliação negativa dos segmentos maiores do eleitorado e da opinião pública. Imaginar que as denúncias de sonegação fiscal (bilionária) não terão efeito lancinante para a pretensão de governar o estado é tentar tapar o sol com a peneira. Ter o monopólio dos “amigos da Cascavel” não garante vitória de ninguém. Essa postura arrogante mata no ninho um projeto político meramente pessoal.

 

FUTURO DE HILDON

O prefeito Hildon Chaves numa entrevista do final da última semana voltou a afirmar que não será candidato em 2018. Ele já tinha dito isso em outras oportunidades, não com a ênfase de agora. Não chega a ser surpreendente essa declaração para alguém que foi eleito repetindo sempre: “Não sou político e sim gestor”.

Talvez essa “desconfiança” (até de políticos profissionais) de que no horizonte de Hildon 2018 poderia assinalar novos degraus “na carreira do gestor” tenha surgido pelas investidas midiáticas do novo prefeito repercutidas com intensidade nas mídias sociais.

 

ARRASADORA

Certamente o prefeito Hildon Chaves foi uma espécie de fenômeno eleitoral. Diante do ímpeto inicial de sua gestão dava para acreditar numa carreira política arrasadora, e até mistificadora, com uma consolidação no mapa da politica numa eventual participação em 2018 para um cargo majoritário, até mesmo visando o governo do estado.

Hildon não parece se encantar com o canto da sereia. É jovem e não tem percorrer de forma atrabiliária os caminhos da política. Então, até onde se pode ver, sua presença no comando do município de Porto Velho vai até último dia 2020. Mas não deixará de ter papel fundamental na decisão eleitoral de 2018.

 

PETECA NO AR

O prefeito dos tucanos, eleito de forma independente, não deve deixar a peteca cair se pretender ter mesmo a influência eleitoral que – como se imagina – terá na disputa do poder rondoniense. Tem de demonstrar pulso, independência, e tirocínio ao avaliar periodicamente seu principal staff procedendo as substituições necessárias. Se for o grande “gestor” (como prometeu na campanha) vai ser aplaudido nas ruas.

 

TODOS ESPERANDO

O prefeito não pode perder o foco. Todos os moradores de Porto Velho estão esperando a administração de verdade e a nova realidade prometida por Hildon Chaves. O desalento da população da capital rondoniense não vai durar sempre. A população continua esperando solução de longo prazo para o transporte coletivo. Alguns secretários (que não fazem nada, que estão sumidos e que não tem iniciativas inovadoras) já deveriam estar demitidos. O prefeito sabe, mas do que ninguém, que as cobranças vão aumentar (e muito) agora que o período de chuvas acabou.

 

COISAS DA HISTÓRIA

A Constituição de 1791 permitia duas coisas, que tiveram importância. 1- O cidadão ser candidato a presidente da Republica, mesmo estando no exterior. Em 1919, Epitácio Pessoa se elegeu estando em Paris, derrotou Rui Barbosa. 2 - O candidato a qualquer cargo, podia disputar estando na cadeia. 1916, Mauricio de Lacerda, pai do Carlos, preso político, foi candidato a deputado Federal, se elegeu.



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