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Porto Velho,  sáb,   7/dezembro/2019     
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Cenário sucessório cada vez mais embolado

08/05/2017 09:31:44
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades - é a isto que eu chamo respirar.ANAÏS NIN (1903/1977), nasceu na França e teve como pai o músico cubano Joaquin Nin; foi amante do escritor Henry Miller e seus romances, impregnados de erotismo, se tornaram clássicos da literatura americana. “Delta de Vênus”, de 1977, foi seu principal romance, traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e europeia.

 

EMBOLADA

Com o anúncio de que também o petebista Hernandes Amorim, atual vereador em Ariquemes, também está decidido a entrar na fila dos prováveis candidatos ao governo rondoniense pode se afirmar – sem erro – que a disputa pelo governo do estado vai se embolar. Deve-se pelo visto esperar por uma fragmentação até agora não imaginada para essa disputa.

Amorim não está mais no auge como personagem das disputas eleitorais rondonienses, mas – podem anotar – é competitivo, experiente e muito afoito nesse tipo de jogo. Principalmente no cenário do interior. E tem cacife ($$$) para aparelhar as necessidades mais necessárias à campanha.

 

DRAMA

O PT rondoniense vive um grande drama diante das eleições que se aproxima. Animado com pesquisas que mostra a recuperação do partido em nível nacional, time petralha rondoniense já está sonhando com um renascimento no estado. E para repetir o milagre da fênix teria de receber com banda de música o retorno de Fátima Cleide ao teatro político do estado. Ela saiu do cenário após desempenho eleitoral pífio em sua última participação e esse é o drama colocado diante dos que desejam seu retorno às disputas eleitorais rondonienses.

 

EFEITO LAVA-JATO

Os eleitores mais empedernidos do PT rondoniense podem causar enorme fissura nos eventuais candidatos contra o petismo, se Lula continuar na liderança das pesquisas para retornar ao comando do Brasil. Afinal não dá para negar: os grandes partidos com nomes tradicionais escalados para a disputa sucessória foram lançados à vala comum da Operação Lava-Jato.

 

FAZENDO ÁGUA

Pego no contra pé da decisão que pôs ponto final na blindagem dos governadores pelas Assembleias Legislativas o governador Confúcio Moura entrou numa grande depressão diante da tempestade do STJ contra ele. Observadores da “gestão” peemedebista avalia “um esperado aumento” na debilidade visível do governo em relação às demandas do estado, pois como efeito dos episódios recentes, Confúcio estaria demonstrando desinteresse até para cumprir a agenda de despachos. Em outras palavras, o governo que só vai terminar no próximo ano já estaria fazendo água.

 

TIMÃO

Segundo esses observadores, quem na teoria está tocando o barco cada vez mais desgovernado é Emerson Castro, o chefe da Casa Civil e o vice-governador Daniel Pereira. A união dos dois começa a ser chamada no mundo político de “Dupla do Calafrio”, pois não tem nem competência, nem autoridade para a tarefa. Isso na verdade não faz diferença. Para quem vê o governo de forma independente não há outra conclusão: mesmo quando Confúcio tinha o timão do barco, o governo já era uma bagunça geral. Aliás, é por isso que o próprio Confúcio está, politicamente, indo a pique.

 

ROLANDO LERO

Não chega a ser um “febeapá” e nem por isso deixa de ser algo parecido com “scatch” do antigo humor da “Escolinha do Professor Raimundo”. Na sexta feira o “palco” foi comandado pelo deputado Hermínio Coelho (agora no PDT) tentando colocar um punhado de (rárárárá) de líderes ligados ao saudosismo da falecida Madeira Mamoré contra uma decisão do Judiciário reconhecendo como domínio da União aquele sítio.

 

BOCA FECHADA

O mesmo Hermínio capaz de gritar palavras de ordem em se tratando dessa mera reminiscência do passado é aquele deputado permanentemente mudo com a denúncia de que o chefe de seu partido no estado é um dos maiores sonegadores existentes por aqui. Será difícil, muito difícil, especialmente com o andamento se seu processo de suposto desvio na Câmara Municipal numa maracutáia com a participação do (ainda) vereador Marcelo Reis, ganhar uma eleição de Deputado Federal. Se até puder ser candidato, será difícil até mesmo renovar o mandato.

 

BALEIA AZUL

Aliás, no plenário da Assembleia sempre tem deputado agindo como o Rolando Lero da antiga “Escolinha” falando besteiras na esperança de mostrar ousadia demais. Agora foi Hermínio com a Madeira Mamoré, contestando no blá-blá-blá uma decisão da Justiça Federal. Daqui umas semanas vai ser outro parlamentar deitando falação sobre “A Baleia Azul”. Com certeza nós, contribuintes, estamos pagando um preço caro demais para o horroroso desfile desse “Febeapá caboclo”.

 

OUTRA VEZ

Por pouco os moradores de Porto Velho não permaneceram enganados em relação à famigerada novela sobre seu saneamento básico. Mais um erro da Coordenadoria de Comunicação da prefeitura coloca a gestão de Hildon Chaves em situação de vexame. E como das outras vezes o chefe da Coordenadoria foi obrigado a divulgar que “errou”.

 

NO ESQUECIMENTO

Não houve ultimato. A Caerd (estatal que cuida (?) do saneamento básico) não tem que privatizar ou licitar a concessão de água e esgoto no município, como se disse. De acordo com o recuo da informação oficial da prefeitura, o prazo de 45 dias é para que a equipe da Prefeitura analise os contratos que estabeleceram a pactuação para a execução de obras de água e esgoto em Porto Velho por meio de recursos do governo federal. Isso não significa muita coisa ou, pelo contrário, significa que a capital rondoniense vai continuar jogada ao léu.

 

RECONHECIMENTO

Na nota de confissão de erro, a prefeitura reconhece que a Caerd “não cumpriu com nenhuma das cláusulas da pactuação e tanto o governo, quanto a prefeitura concordam que a empresa hoje seja inviável operacionalmente, o prazo de 45 dias soa como algo ingênuo, irrisório diante do problema.”

Nada de novo, outra vez. Se em mais de 100 dias, e com ordem expressa do prefeito, não se conseguiu tempo viável para livrar espaços públicos (incluindo praças centrais) de camelôs, vendedores de pirataria e contrabando, quanto tempo será verdadeiramente viável para resgatar quase sem anos da falta de saneamento básico para a cidade?

 

DIFICULDADES

Tem uma explicação o anúncio das promoções feitas até no jornalão do grupo para a venda de passagens rodoviárias a preços reduzidos. A primeira promoção anunciada visava atender servidores da segurança pública interessados em participar de um congresso dessa categoria anunciado para um estado vizinho.

Agora fazem promoções de passagens de baixo custo em linhas intermunicipais, especialmente no Cone Sul. Tudo isso balizando uma perda que seria de mais 10% do mercado de passagens. É preciso lembrar que a Itapemirim (era um das maiores empresas do setor no mundo) faliu. E seu dono também foi senador importante pelo Espírito Santo. Reconhecido como um dos maiores grupos em Rondônia, o gigante dos transportes estaria em sérias dificuldades.



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