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Porto Velho,  qui,   23/novembro/2017     
política

Operação Imprevidência colocou “Turma do Quibe” na mira da PF

13/12/2016 09:22:32
Por Gessi Taborda da Costa
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FILOSOFANDO

Diga a verdade de vez em quando para que acreditem em você quando mentir.JULES RENARD (1864/1910), escritor e dramaturgo da França, o mais representativo do teatro naturalista.

 

GANÂNCIA E COBIÇA

A ação da Polícia Federal desencadeada ontem é o assunto do dia entre a população de Porto Velho. Afinal, a condução coercitiva do irmão do prefeito à superintendência da PF para prestar depoimento, sinalizou de forma clara uma reação séria das autoridades às investigações sobre os muitos desmandos da gestão de Mauro, agora popularmente chamada de “A Turma do Quibe”.

Com a condução coercitiva de Gilson Nazif rompe-se completamente a antiga embalagem ética com a qual Nazif sempre se apresentou ao eleitorado para conquistar seus mandatos sucessivos na vida pública. O (ainda) prefeito está a caminho de fechar sua passagem pela prefeitura jogando-se na vala comum dos gestores da capital que sucumbiram à ganância e à cobiça.

 

ANTECIPAMOS

Quando a coluna registrou – com muita antecedência – que a “Turma do Quibe” acabaria entrando na alça de mira das investigações de combate à corrupção e aos rombos praticados na gestão dos recursos públicos; os áulicos de Nazif, incluindo aqueles com responsabilidade de fiscalizar o Executivo, se fecharam em copas.

É uma pena que entre esses que compartilharam das benesses distribuídas pela “Turma do Quibe”, alguns conseguiram se reeleger vereadores, numa demonstração de que o eleitorado ainda não atingiu a necessária maturidade para separar o joio do trigo.

 

TIRAMBAÇO

Certamente as investigações sobre as tramoias denunciadas por tanto tempo na gestão municipal – com destaque para o IPAM – chegará a outros personagens (inclusive vereadores reeleitos e ex-vereadores) que apoiaram o prefeito que sai em tudo; exatamente pela cobiça e a insaciável escolha do enriquecimento rápido e fácil.

O próprio prefeito Nazif está na mira do tirambaço a ser desfechado por novas operações da Polícia Federal. Quem vai acreditar numa lorota de que Mauro Nazif não sabia (e aprovava) dos métodos condenáveis e antirrepublicanos adotados pelo seu irmão nos negócios obscuros dessa gestão mequetrefe que certamente serão investigados?

 

QUEDA VISÍVEL

Ontem se ouvia entre personagens do cenário político rondoniense opiniões nada lisonjeiras aos métodos de operação da “Turma do Quibe”.

Aqui, dizia-se, “tentou-se imitar o Rio de Janeiro (Mauro é nascido no Estado do Rio) onde o pessoal cobrava a “taxa de oxigênio” para os contratos firmados no âmbito do município”. E isso sem se falar de supostas “mesadas” até para facilitar e agilizar negócios, como aluguéis de prédios sem nenhum edital de licitação ou concorrência.

Fontes do mundo político comentavam que Mauro ainda não percebeu o tamanho da encrenca em que está metida sua agonizante gestão. Até semana passada o político do PSB (presidente do Diretório estadual) espalhava entre seus correligionários seu pretensão de disputar as eleições de 2018.

 

HORIZONTE AMEAÇADO

Terá sorte – como já comentou a coluna – se com o decorrer das investigações não ir parar (juntamente com seu irmão Gilson) na cadeia. A encrenca não está circunscrita apenas ao IPAM onde quase 80 milhões foi para o beleléu.

As investigações de outros ralos por onde se esvaiu uma enorme quantidade de recursos do erário vai arrebentar não só com a vida política (até então tida como brilhante) desse ur não será apenas no ralo da publicidade como imaginam alguns olheiros da política.

 

AVESTRUZES

O novo capítulo revelando como a decadência política rondoniense é cada vez mais profunda, através da Operação Imprevidência desencadeada pela PF, serviu também para reforçar as críticas da coluna à classe política do estado, sempre amorfa e sem coragem de tomar posição diante desses fatos.

Nenhum politico do segmento legislativo se manifestou sobre essa nova tragédia moral, nem mesmo diante da prisão de um personagem soturno, acostumado a atuar livremente no mundo político com a proteção de certos “tycoons” rondonienses. Essa sempre foi a trajetória notória de Ayres do Amaral, desde de quando passou a atuar na esfera do Poder com o respaldo do falecido Jerônimo Santana, onde deu início ao acumulo de grande riqueza através de negócios em segmentos como segurança privada e propaganda.

 

ASSUNTOS AMENOS

Nem na principal casa política rondoniense, ou seja, a Assembleia Legislativa, a operação da PF detonando nichos de corrupção em Porto Velho e no interior, motivou qualquer deputado a falar sobre o assunto.

Nossos deputados, como se vê, preferem dedicar-se a assuntos mais amenos, como a entrega simultânea e indiscriminada de centenas de láureas que deveriam homenagear personagens singulares, do que repercutir fatos dessa gravidade ética e política.

A vulnerabilidade dos políticos rondonienses – incluindo seus maiores caciques – à tempestade das investigações de corrupção em âmbito do estado e também do país (Lava Jato) é assunto descartado entre deputados federais, estaduais e outros personagens políticos de relevo em Rondônia.

 

SINALIZAÇÃO

Os fatos registrados em mais essa operação da Polícia Federal deve servir de balizamento para o novo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. Está mais do que justificado o cuidado com a escolha dos integrantes do secretariado para a gestão que começa em janeiro.

Uma escolha precária pode dificultar a governabilidade de que o prefeito eleito vai precisar para fazer os ajustes em favor da retomada do crescimento econômico do município e das reformas politicas fundamentais no âmbito da gestão municipal.

 

BALIZAMENTO

Diante de tais circunstâncias nunca é demais lembrar que a prisão de Ayres do Amaral – esse sujeito que sempre manteve influência na área pública, encantando políticos de diversos matizes, é outro alerta para quem se cerca de personagens “rápido no gatilho”.

Quem cai no canto da sereia de personagens movidos pelo patrimonialismo, especialistas em montar “esquemas” para o desvio de recursos públicos acaba, quando menos espera, vendo seu capital político ir para o fundo do poço, isso sem contar o risco de cair na malha de alguma operação policial, como evidencia agora essa ação da PF.

 




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