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Porto Velho,  dom,   24/janeiro/2021     
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Prefeito quer aumentar tarifa de ônibus porque a frota agora ficou igual à de antes

11/05/2016 12:50:01
Gessi Taborda
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FILOSOFANDO

“Meu século foi muito digno. As famílias eram famílias, a polícia era polícia. Hoje, não tem mais nada”. Dercy Gonçalves (1907/2008). Atriz, humorista e cantora brasileira, oriunda do teatro de revista. Originária de família muito pobre. Nasceu no interior do Rio de Janeiro. Foi reconhecida pelo Guiness Book como a atriz com maior tempo na carreira em todo o mundo, atuando por 86 anos.

 

PENSANDO BEM

Alegria de petralha é que nem bolsa família, dura muito pouco. No plenário do Senado eles estavam puto com o Renan. Dava para ouvir na televisão as batidas do coração daquela loura vagaba e escrota.

 

MALDITA

É até difícil imaginar a existência de uma herança mais maldita. O PT vai deixar uma conta superior a 250 bilhões de reais para Temer pagar na sua curta gestão. Tudo isso é para funcionar como uma arapuca: o fracasso do governo Temer pode significar, imaginam os petralhas, a eleição de Lula em 2018. Eles só se esquecem da ação da Lava Jato. Se condenado, Lula nem deve sair candidato.

 

PERNA CURTA

Estranho a deputada Mariana ficar de bico fechado até agora. Ela deve uma explicação não só ao povo de Candeias do Jamary, mas a todos os rondonienses. Sem explicação a bela tucana vai passar à história como mais uma política mentirosa, como se fosse uma tremenda vagaba... Afinal, pergunta-se: aonde foi parar o dinheiro destinado, segundo a própria Mariana, a estruturação dos serviços de Saúde do vizinho município de Porto Velho???

 

PERTINENTE

Essa é uma pergunta mais do que pertinente: Por que um vereador ganha mais que um professor? Alguma coisa, como se vê, está muito errada. E mesmo assim, até agora ninguém derrubou o aumento concedido pelos próprios vereadores a eles mesmos. Uma vergonha. Tomara que o eleitor de Porto Velho demita a maioria dos atuais edis.

 

DO MESMO JEITO

Ninguém nega que o deputado Maurão de Carvalho vai se firmando como um nome competitivo para a disputa do governo do estado em 2018. Seria mais fácil se ele não tivesse entrado no PMDB e, assim não tivesse de escamotear o estrago feito pela gestão do governador Confúcio Moura em oito anos mandando em Rondônia.

Além de economia quebrada, continuamos com tudo a fazer. Estou falando de obras concretas e reais, não míticas como as que a publicidade do governo “inventa que existem" enganando o povão. Confúcio praticamente não fez nada para desenvolver Rondônia.

Quem lê o blog do governador pensa estar diante de um pinochio, falando mentiras sempre. É especialista em bravatear. Esse mundo confucionista será desmoronado por políticos interessados em tirar o PMDB do comando estadual. Como Maurão conseguirá defender esse tipo de gestão?

 

TEATRO DO ABSURDO

Patacoada política como a promovida por Waldir Maranhão tentando por fim ao processo de impeachment não deveria surpreender ninguém. Afinal, poucos segmentos da vida foram mais acanalhados do que a política.

Nunca tantos despreparados, broncos, desprovidos da arte de se fazer política estão hoje nas casas parlamentares de todo o Brasil. Então desse ninho aonde um sujeito caricato como Waldir Maranhão chega ao comando da Câmara dos Deputados essas peças dignas do teatro do absurdo são perfeitamente previsíveis e normais.

 

COM ARTE

No passado, o bom político era o sujeito eloquente. Capaz de fazer discursos em tom solene ou mesmo na linguagem popular. Os broncos, como esse Maranhão, tinha o saudável hábito de ficarem calados e longe do protagonismo. Serviam apenas para votar.

A plateia ficava satisfeita em assistir as sessões dos parlamentos para testemunhar a arte dos ocupantes da tribuna esgrimindo com maestria a retórica inteligente.

 

EM RONDÔNIA

Aqui na Assembléia Legislativa rondoniense nomes de jovens políticos – em sua maioria debutantes – brilharam na primeira legislatura, como foi (só para dar um exemplo) Tomás Correia. Poucos tinham a petulância de aparteá-lo sem receber uma resposta carregada de mordacidade. Para a assistência as sessões não eram demoradas diante da vivacidade dos ocupantes da tribuna parlamentar.

 

VIROU MARTÍRIO

Mas a arte acabou. Hoje é praticamente um martírio assistir de cabo a rabo a sessão parlamentar. Não é fácil ver parlamentares de nomes exóticos, sem conhecimento para dominar até temas corriqueiros, tentar alinhavar algumas frases para expor conceitos ocos e ideias idem. E tudo isso numa embalagem de total falta de conhecimento do regimento parlamentar.

 

ATÉ NA CÂMARA

Para ficarmos no âmbito de Porto Velho, podemos relembrar nomes de políticos tidos como verdadeiros príncipes da retórica. Na Assembleia tínhamos não apenas o Tomas Correia. Mereciam destaque Amizael Gomes da Silva, Jacob Atalah, e muitos outros. Até na Câmara Municipal os manejadores da retórica existiam para valorizar o debate parlamentar: gente como Lucindo Quintans ou como a deputada Raquel Cândido. Bem diferente dessa realidade empobrecida de um parlamento que perdeu sua significância.

 

CONSEQUÊNCIAS

Waldir Maranhão, autor do maior mico na história do parlamento brasileiro, é uma das consequências desse universo político cheio de personagens que não dominam a arte de argumentar e mesmo assim se imaginam muito capazes, a ponto de desconhecer a necessidade de um bom assessoramento.

Certamente o deputado do bigodinho tipo bailarino de bolero que tentou acabar com o processo do impeachment com um canetaço deve não só perder o cargo na mesa diretora da Câmara dos Deputados. Seu próprio mandato de deputado “não vale mais um dólar furado”. E tudo isso por não ter sido convenientemente assessorado para não dar o tiro no pé que disparou para agradar os petralhas, na tentativa de salvar Dilma Roussef.

 

INARTICULADOS

Os políticos de hoje (salvo as raríssimas exceções) sequer sabe falar em público. Alguns têm até medo de palanque. Ganham eleições em campanhas caríssimas onde o voto não é “conquistado”, mas sim, comprado. Tanto que os comícios foram extintos das campanhas eleitorais.

A consequência direta desta mudança é que o exercício da retórica, antes privilégio do político em campanha ou na atividade do mandato, passou ao estrategista político. Geralmente profissionais do mundo da comunicação e do marketing. E isso é nada mais do que enganação perigosa, como tem revelado agora a Lava Jato.

 

CONTINUA IMPORTANTE

A retórica é, dizem, coisa de político “das antigas”. Bobagem: a retórica continua fundamental no processo político. Agora só duas são utilizadas. Os partidários do lulopetismo argumentam que impeachment é sinônimo de golpe. Os que são contra afirmam tratar-se de um dispositivo previsto na Constituição Federal. Afinal, na prática, o mundo político, como tudo na vida humana, não passa de um embate sobre pontos de vista distintos baseados em interesses pessoais e de grupos.

 

RETÓRICA DA RUINDADE

Trazendo esse assunto para o âmbito da realidade de Porto Velho, nesse momento estamos diante de duas faces da moeda de um mesmo problema: o transporte coletivo urbano.

O prefeito anuncia reajuste na tarifa com aquela conversa de que agora a frota desses ônibus está no número ideal para atender a população, o que é uma deslavada mentira. Simplesmente, agora a frota está do tamanho de antigamente. O sistema continua ilegal, pois o contrato emergencial caducou. Nazif continua ruim demais. Sem retórica.



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