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Porto Velho,  sex,   28/fevereiro/2020     
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Em pouco mais de um ano, gestão de Nazif acumula denúncias de superfaturamento, pagamentos indevidos e super-salários

11/02/2014 15:03:03
Gessi Taborda
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GOVERNO PERDIDO

Ontem precisei comprar umas coisinhas no “Atacadão”. E mais uma vez senti como o prefeito Mauro Nazif está batendo cabeça, sem produzir nada de concreto para tirar a cidade do abismo a que foi jogada pelo seu antecessor, o tal Bob Ali Babá. Seja pela BR-364 ou pela rua paralela ao Atacadão, chegar àquele hipermercado é um martírio, pelas vias cada vez mais esburacadas e barrentas.

Um ano de total ineficiência. A cidade e seus moradores colocados num segundo plano. Ora, se o prefeito não se preocupa em tapar os buracos de uma via de tamanho trânsito, numa área onde a cidade recebeu um investimento do tamanho do “Atacadão”, como deve tratar as ruas mais periféricas e sem estruturas enormes da iniciativa privada?


MUITO DIFERENTE

Esse prefeito do PSB nem parece aquele candidato cheio de fórmulas mágicas para fazer de Porto Velho “uma das mais importantes capitais” do norte Brasileiro.

Passando um pouco mais de um ano de seu mandato, nada de concreto foi realizado nesse sentido. Até agora, só promessas e justificativas estapafúrdias para mais de um ano de fracasso.


DENÚNCIAS

Em pouco mais de ano a administração (??) de Mauro Nazif acabou sendo pontilhada de denuncias, às vezes pelo MP outras pelo TCE, de superfaturamento em licitações; de pagamentos indevidos (até por coisas prosaicas, como a decoração natalina), de supersalários para certos cargos; da falta de remédios nas unidades de saúde, da falta de conclusão de obras e, pasmem, até da falta de papel higiênico em escolas.


MOLA PROPULSORA

Enquanto isso, de desenvolvimento, ninguém fala nada. Até parece que o assunto tão defendido por Mauro na campanha de 2012 não consta mais da pauta desse prefeito já altamente desgastado por grande parte da opinião pública.

Ora, o desenvolvimento é a mola propulsora para garantir o progresso da cidade. Do jeito como vem agindo a administração (??) de Mauro está claro que as fórmulas mágicas que apresentou no período da campanha eram apenas bravatas. Se continuar como foi até agora, a (pseudo) gestão de Mauro vai ser, isso sim, responsável por mais longos anos de atraso de Porto Velho.


IMPROVÁVEL

Se o prefeito Mauro resiste a realizar até as sindicâncias determinadas pelo Ministério Público para se saber exatamente o tamanho do rombo deixado por seu antecessor em obras transformadas nos chamados elefantes brancos (como os “viadutos”) é improvável que ele consiga atrair investimentos privados para aumentar a capacidade de geração de empregos em nossa cidade.

Quem, em sã consciência, vendo como está a entrada da cidade com suas horrendas vias marginais, terá coragem de investir em projetos industriais ou comerciais nessa nossa Porto Velho?


GESTÃO PERDIDA

O prefeito, com aquela sua cara de paisagem, tem procurando os meios de comunicação para fazer mais e mais promessas. Às vezes deixa para seus apaniguados esse papel de arautos. Como foi com seu irmão, Gilson (premiado pelo nepotismo) o anúncio de “70 quilômetros de asfalto de qualidade” (nós já vimos esse filme, não é?), enquanto outro avisa sobre a aquisição de novos carros para uma secretaria que ninguém sabe e ninguém.


DESBUNDE

Para o colunista, cansado de ver esses truques de madame, o ano perdido da gestão de Nazif representará, no mínimo, mais de 5 anos de atraso para o desenvolvimento de Porto Velho.

Mesmo que Mauro Nazif desbundasse quem perdeu a confiança em sua capacidade de gerir a coisa pública, não conseguiria recuperar o prejuízo da “entresafra” com aumento no desemprego e na dívida social existente,


ASSUNTO ESQUECIDO

Por mais que, para muitos, não faça mais parte da realidade, o analfabetismo no Brasil ainda é assustador. Relatório recente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aponta que o Brasil aparece em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos, entre 150 países avaliados.


MILHÕES

Além disso, a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo IBGE em 2012, mostra que a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos no país. É um número por demais expressivo. Deveria motivar medidas das autoridades para reduzir drasticamente esse índice, motivo de vergonha do Brasil perante o mundo.



EM RONDÔNIA

Por aqui as coisas sobre esse descalabro não são tratadas de maneira diferente. Os números sobre o analfabetismo rondoniense são escamoteados pela administração pública. Eles não aparecem no tal “Portal da Transparência”. Ao certo, ninguém sabe de alguma ação específica dos governos (no nível estadual e municipal) para combater esse tipo de analfabetismo.



RODOVIÁRIA INSEGURA

Preferindo adotar métodos exóticos de gestão, a prefeitura gasta uma grana alta do contribuinte portovelhenses para manter um enorme pelotão de “agentes” trabalhando a favor da indústria da multa.

Não fosse isso, Porto Velho teria sua Guarda Municipal, semelhante a outras cidades médias ou capitais, e não simples “agentes de trânsito” que só sabem preencher multas.

Se tivéssemos a Guarda Municipal, certamente não receberíamos tantas reclamações sobre o aumento da insegurança na decadente rodoviária de Porto Velho. Ali é mais um local que depõe contra a administração, revelando sua incompetência.



CIDADE HUMILHADA

Como entender que um local com tamanha circulação de pessoas seja, como acontece hoje, ponto de desocupados, pedintes e usuários de drogas fique sem a presença de agentes públicos de segurança? Bom, a resposta não é difícil. Isso acontece porque a prefeitura continua mais interessada em multar cidadãos usuários do trânsito do que se preocupar com a segurança pública em espaços da municipalidade, como é o caso da rodoviária.
A manutenção desses agentes na linha de produção da fábrica de multas, enquanto não se garante segurança em logradouros públicos da municipalidade é um ultraje à cidade de Porto Velho, que se vê humilhada cada vez que chega um visitante na degradada rodoviária.



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