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Porto Velho,  qui,   23/novembro/2017     
reportagem

Morre Dona Lael, mãe do jornalista Gessi Taborda, aos 83 anos

18/03/2013 07:04:35
Por Aldrin Willy
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A senhora pequenina, de face alva e bochechas róseas, tinha de determinação o que lhe faltava em tamanho.  



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Foi no trabalho duro, na retidão de caráter e na devoção a Deus (era membra de carteirinha da Assembleia) que Lael Batista Taborda assentou os pilares de uma vida digna. Esse foi o exemplo que passou durante toda sua existência ao único filho, Gessi Taborda da Costa, o menino que, mais tarde, veria transformar-se no jornalista famoso. No coração da mãe Lael, o filho não ocupava apenas lugar de destaque, mas era a razão própria de seu viver.

Mineira da minúscula Itambacuri, nascida a 05 de março de 1930, Dona Lael cresceu na região de Governador Valadares, no leste do estado. Casou cedo com Antônio Taborda Neto, o esposo de que cuidou até o final da vida. Também jovem teve seu rebento, aos 21.

Na vida profissional, Dona Lael era exemplo de dedicação. Reconhecida por seu talento sem igual na culinária, trabalhou em grandes firmas na capital mineira, como a gigante da siderurgia Mannesmann. Anos depois, migrou para o estado de São Paulo, onde passou por companhias de igual envergadura, como a Freios Varga (atual TRW Automotive).

Já idosa, voltou à terra natal, onde viveu algum tempo em Contagem, na grande Belo Horizonte. Há cerca de 13 anos, resolveu mudar-se. Veio, junto com o marido, para Porto Velho, morar perto do único filho. Seu Antônio partiu antes, em 2006, quando contava 76 anos. Até o derradeiro minuto, mostrou-se a fiel companheira. No domingo, 17/3, por volta das 9h30, Dona Lael cerrou os olhos para sempre. Devotou seu último suspiro ao incondicional amor que dedicou ao filho e a família. 

O sepultamento será às 11h desta segunda-feira (18/3), no Cemitério Parque Recanto da Paz (na BR-364, em frente à Unir), onde será enterrada ao lado do marido.

Em sua página pessoal, no Facebook, o jornalista Gessi Taborda, com a qualidade que lhe é peculiar, guardou algumas linhas para exprimir sua comoção:

E MINHA MAE PARTIU NESSE DOMINGO

Minha mãe partiu hoje. Do seu lado estava sua nora, a Conceição. Ela partiu antes nesse domingo, antes que eu pudesse despedir. Eu tinha decidido que estaria lá no hospital para mais uma visita. Mas o destino já estava traçado. Ela partiu antes, não me esperou, não me disse adeus. Agora, só agora, me dei conta de que estou por minha conta. Agora, sem pai e sem mãe, a minha conta não se fecha. A partir de agora a minha alegria está concentrada na família, nos meus filhos Aldrin e Roger; na Conceição, nos meus netos e na minha filha distante, a Janine, lá em Pirassununga.

A tua perda, mãe, me traz uma grande dor. Se não fosse a certeza de que ela pôs fim ao seu sofrimento, seria difícil superar. Não escondo as desavenças que tanto tivemos, mesmo assim a senhora sempre foi um exemplo de vida dignificante que ajudou a moldar o meu caráter.

Sua lembrança, mãe, está guardada no mais íntimo do meu coração, do tempo em que eras perfeitamente bela e maravilhosa e eu era a criança orgulhosa de ser seu filho.

Sim, já tínhamos sido uma só alma, na mais perfeita forma de amor permitida aos humanos. Agora, nessa comunhão espiritual, digo-lhe que guardarei no cômodo do meu coração, naquele que somente a gente entra, as lembranças ao teu lado, sorrindo e te amparando, certeza que sempre te amei sabendo que também me amou.”




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