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Coluna do Taborda: mais um debate sem nenhum proveito

24/10/2012 04:12:18
Gessi Taborda
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SEM DEMOCRACIA

Mais um debate sem o menor aproveitamento para aqueles eleitores que pretendiam ver qual dos dois candidatos – Mauro Nazif e Lindomar Garçom – estava mais afinado com as necessidades de Porto Velho, para garantia de anos melhores dos tidos com os oito anos da lamentável gestão do PT.
Outra vez, os dois candidatos se nivelaram no genérico e resvalaram sempre para o confronto pessoal. Se bem que, é verdade, os ataques partiam sempre de Mauro Nazif, tentando enquadrar Lindomar Garçom como um político menor, sem condições éticas de gerir a administração pública da capital.
Nenhuma novidade na agressão ao candidato do PV. Mauro nunca gostou de ser contestado. E ficou claro que ele foi ali, na TV Candelária, não para debater idéias, mas para revelar que, com ele esse segundo turno virou uma guerra, onde a tática de ridicularizar o adversário passou a ser aceita como arma poderosa.

FILMAGEM

O que começou como simples provocação, quando Nazif atribuiu a Garçom a responsabilidade pela nomeação de Agnaldo Nepomuceno na equipe de Roberto Sobrinho, acabou resvalando para a confissão de uma prática nada republicana, com a confissão do candidato preferido pelo Romário, de que mandou filmar o Garçom saindo de um encontro com dirigentes das empresas que exploram o transporte urbano da capital. Certamente “esse exercício de big brother” confessado por Nazif pode até se configurar como indício de crime.

FARSA

A coisa pegou fogo quando Lindomar pois fim à farsa de “dono da ética” sempre ostentada por Mauro Nazif. Revelou que a família do parlamentar tem rentáveis negócios com os “donos” do setor de transporte e também com poderosas empreiteiras ligadas ao complexo hidrelétrico do Madeira.
E respondendo os ataques, Lindomar considerou “uma mentira descarada” a história de que Mauro Nazif garantiu a destinação de milhões de reais para o social do município.

AGRESSÕES GRATUITAS

A conduta agressiva que predominou no tal debate demonstrou que as intervenções de Nazif, buscando desqualificar seu oponente, como se esse estivesse longe de atender os requisitos legais para disputar o pleito, mais se configurou como agressão à própria democracia, como desrespeito aos homens e mulheres que mantém a idéia do pleito como evento de importância didática; através dos confrontos inteligentes nas discussões dos graves problemas urbanos, econômicos e sociais da capital.
Os dois, tanto o médico como o político populista, além dos ataques pessoais, revelaram um bárbaro desconhecimento do vernáculo, assassinando a língua portuguesa pela absoluta falta de capacidade para construir períodos e frases respeitando os rudimentos da gramática.

VOCÊ VIU?

Você, morador de Porto Velho, nos últimos 30 anos é capaz de apontar alguma obra visível com a chancela de Mauro? Pela fala desse deputado que por diversas vezes tentou deixar o legislativo e ganhar um cargo executivo, há muitas coisas feitas nessa capital com o seu concurso. Inclusive uma tal de internet gratuita. Você é beneficiário desse serviço? Perguntei a dezenas de pessoas de diversos pontos da cidade e ninguém tem acesso a tal “Internet gratuita”.
Podemos deduzir que tanto um como o outro candidato, no cargo de deputado federal, colocaram emendas orçamentárias para Porto Velho e o estado. Isso não significa, entretanto que as obras públicas feitas por aqui são de suas autorias. Até porque não há a menor garantia de que o governo libere as tais emendas...
Então, tudo não passa de retórica, de blábláblá.

ATO CENSURÁVEL

Se Garçom já foi prefeito duas vezes, deputado idem, não deveria ser vítima, em função de sua performance no tal debate, da molecagem de rua, como registrou a mídia no dia de ontem. Ele foi ameaçado de agressão por pessoas que desfilavam estandartes do candidato apoiado pelo clã da Eucatur e chegou, sempre como se anunciou na mídia de ontem, a ter um comitê de campanha atingido por tiros, disparados de arma de grosso calibre.
É esse tipo de molecagem que acaba resvalando-se para a nossa realidade atual, nos hospitais sem leitos, sem médicos, sem equipamentos e sem remédios; está nas creches abandonadas com crianças doentes, desassistidas e famintas; e está no desrespeito aos aposentados, que a cada dia perdem um pouco daquilo que conquistaram com seu trabalho.

BAIXARIAS

A política dominada pelo discurso pobre, pelas exposições de baixarias, do diz-que-me-diz, acaba nas portas das escolas falidas por falta de assistência governamental; na falta de segurança; plano de governo fajuto, com um assistencialismo barato. A baixaria dos militantes do partido de Mauro, como denunciado na mídia no dia ontem, não é novidade em época de eleição. Já aconteceu numa disputa antiga, quando essa militância tentou impedir a distribuição do jornal Imprensa Popular e partiu para a agressão aos distribuidores do citado hebdô.
Quem age assim, antes da decisão final do povo, com tropa de choque e tudo, como respeitará alguém quando estiver investido do Poder? Quem incentiva a baixaria no debate político dá um deplorável exemplo para o nosso povo!



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