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Porto Velho,  dom,   29/março/2020     
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Ninguém assume paternidade da corrupção desentranhada pela Termópilas

23/10/2012 04:09
Gessi Taborda
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CONFÚCIO E LANTERNA

A polêmica iniciada entre o senador Ivo Cassol e Confúcio sobre a enxurrada de corrupção em que vai se chafurdando a administração pública rondoniense, cada um procurando esquivar-se de responsabilidade pelo que aconteceu e só veio à tona graças à “Operação Termópilas” da Polícia Federal, acaba colocando em xeque a capacidade do governador Confúcio de executar todas as propostas, as boas intenções, manifestadas quando estava disputando o governo rondoniense.
A luta contra a corrupção foi um solene compromisso do médico Confúcio. Mas, como acentuou o senador Ivo Cassol, os corruptos presos pela Polícia Federal nessa operação “Termópilas” eram pessoas do “staff” do atual governo. E para complicar ainda mais, o ex-governador e atual senador Ivo Cassol anunciou que novas prisões e novos escândalos estão para estourar no governo do PMDB.


LUZ APAGADA

E assim, tudo ficou como a conhecida estória da lanterna dada a um cego, para que pudesse iluminar o seu caminho no período noturno.

O cego, claro, desconfiado, perguntou: “Para que me serve uma lanterna se sou cego”? Respondeu o amigo: “Para, quando estiver na estrada, ninguém esbarrar ou atropelar você.” Satisfeito com a explicação, lá vai o cego com a lanterna caminhando na escuridão.
De re­pente, sofre um grande esbarrão e cai. Irritado, brada com seu agressor involuntário: “Você não viu a luz da lanterna, seu idiota”? A resposta veio de imediato: “Sua lanterna está apagada”. O cego ficou mu­do e entendeu que, devido ao fato de não enxergar, não tinha como perceber que as pilhas da lanterna haviam se esgotado.


SEM VER

A história acima serve para ilustrar o quanto o governador de Rondônia, Confúcio Moura, está cego para a realidade política que o cerca. Sem um projeto de governo que empolgue os cidadãos que votaram nele, segue com uma lanterna na mão, mas apagada, incapaz de iluminar o tamanho do abismo à sua frente.
Em 2014, sem uma lanterna bem usada agora para reformar convenientemente o governo, vai difícil escapar da grande escuridão do abismo sucessório.

PARECIA “O NOVO”

Até a posse, Confúcio Moura parecia ser a pessoa mais ou menos certa para ser “o novo” na política rondoniense, principalmente pelo seu passado. A prisão de gente intimamente ligada o governador, bem como de personagens outros do primeiro escalão, confirma a tese de que muitos aderiram ao governo que ai está em busca de benesses desse mandatário do PMDB.

DEFESAS INÚTEIS

Um governador capaz de grandes articulações não utiliza para defender seus posicionamentos um escriba mequetrefe, principalmente quando o objetivo é refutar denúncias feitas no âmbito do Senado Federal, por um de seus membros.
Pelo menos quando a defesa foi feita pelo suplente de senador (atualmente no exercício do cargo) Tomas Correia poderia ser encarada como a química iluminando os caminhos do governante, mas lamentavelmente o “amigo” parece não ter mais a capacidade de enxergar por onde anda.

ESBARRÕES

A fraqueza do governo de Confúcio se manifesta sempre nas substituições confusas e sem criatividade para animar a gestão. O governador Confúcio substituiu seu chefe da Casa Civil, colocando no lugar de Juscelino o dr. Marco Antonio, um nome respeitável especialmente no segmento empresarial da Educação.
Certamente, nessas circunstâncias, Marco Antonio terá pouca utilidade para um governador que vem sofrendo fortes esbarrões do segmento que pode inclusive cortar o seu caminho para 2014. O governo tem de se “curar” da cegueira e ver a necessidade de mudar sua articulação política e sua gestão, procurando impedir que as vaticinações de Cassol, sobre novas prisões e novos escândalos não se concretizem.

SEM BRINCADEIRA

O espertíssimo senador Ivo Cassol não brinca em serviço, em momento algum. Confúcio não deve esquecer que Ivo Cassol foi o estopim da “Operação Dominó”. Gente calejada nos embates políticos enfrenta hoje processos e estão inviabilizadas para a vida pública após as denúncias graves nascidas da arapuca das filmagens montada pelo ex-governador.
Confúcio tem conhecimento de sobra para perceber que sua gestão é confusa e sem criatividade. É isso que vem gerando insegurança política em seu governo, a ponto de existir hoje quem aposte no seu afastamento. Dizem que o governador Confúcio é dessas pessoas que, por fidalguia, quer agradar a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo. E por isso as constantes mudanças em seu secretariado acabam não sendo solução para coisa alguma.

PROCELAS DE 2014

Essa incapacidade de segurar com força suficiente o leme do barco até nas pequenas tempestades já começa a dar sinais de que o PMDB terá grandes dificuldades de navegar na disputa de 2014. E nesse quadro de tormenta, Ivo Cassol quer ancorar o seu projeto político de retorno triunfal.
Engraçado é que Confúcio Moura não está sendo espremido, na verdade, por Ivo Cassol ou até pela oposição da Assembléia Legislativa. O governador do PMDB está sendo espremido pelos próprios áulicos.

INDEFINIDOS

Pelo menos um terço do eleitorado chegará ao dia da votação para escolha do prefeito de Porto Velho indefinidos. Com candidatos de densidade eleitoral equivalentes, ambos com um discurso longe do estadismo, o eleitor se vê temeroso de passar o cheque em branco para um militante médico, que disputou várias vezes o Executivo sem conseguir, especialmente pelos erros cometidos com alianças com gente gosta do malfeito.
O eleitor, principalmente aquele freguês de debates na TV, assusta-se também com a insegurança do outro candidato, o que já foi duas vezes prefeito, com a maneira canhestra de responder às provocações do opositor. O grande número de indecisos é a dificuldade de avaliar qual é o menos ruim. Os dois candidatos têm capital político para a disputa. No caso do médico, o mais emblemático é a certeza de que atrás da cortina tem cobra no assunto ponto para dar o bote.



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