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Porto Velho,  sáb,   25/novembro/2017     
artigos

A dificuldade de se colocar o discurso em prática

23/6/2012 17:02:48
Gessi Taborda
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CORRUPÇÃO ÀS PAMPAS

Ironicamente, o governador Confúcio Moura não está conseguindo fazer valer o discurso usado em sua campanha, de combate sem trégua à corrupção e falta de transparência na gestão pública do estado rondoniense. Até na insignificante Secel (onde o governo colocou o “comunista” Chicão), surge agora a revelação de uma maracutáia que pretendia sangrar os cofres públicos em algo acima dos 16 milhões de reais.
A marotagem só não deu certo porque o Tribunal de Contas do Estado conseguiu suspender a tempo a “esperteza” do secretário, que verificou a existência de irregularidades graves e formais, na processo licitatório.
Ora, num estado carente de tudo, o Chicão queria torrar, em nome da promoção “Cedel em movimento: Esporte, Lazer e Saúde”, essa grana preta.

MEXA-SE CONFÚCIO

Afinal, qual o cabedal desse Chicão, para se tornar o executor de programa tão caro, num estado onde o esporte simplesmente engatinha? Até recentemente esse moço era o desconhecido chefe de gabinete do então vereador Kruger Darwich. E de repente, após a derrota do Kruger, o rapaz assalariado na Câmara Municipal, sai do baixo clero e vira secretário de Estado.
E estão não é a primeira babaquice urdida na inútil Secel. Até quando Confúcio ficará inerte diante dos ataques perpetrados contra sua gestão por integrantes de seu “staff” principal? Será que o governador vai continuar mantendo na cúpula de sua gestão esse pessoal ávido para torrar o dinheiro público de qualquer maneira? Ou será que dessa vez o tal Chicão vai ter de procurar outra sinecura para garantir o seu lazer pessoal?
O governador não deveria continuar erodindo seus antigos trunfos políticos. Esses nomes que chegaram ao governo ungidos por uma esquerda cômica, deveriam ser afastados imediatamente ao se enrolar em teias de negociatas, descobertas pelo TCE.

CHUMBO GROSSO

A avaliação do governo de Confúcio Moura não é nada animadora. O niilismo adotado por Confúcio e seus áulicos não leva em conta os sonhos de milhares de rondonienses que acreditaram numa nova prática política a partir da eleição de 2010. São tantas arapucas tentadas nesse quase dois anos de governo que ninguém se anima a fazer uma previsão otimista sobre o governo peemedebista, nem mesmo os dirigentes do PMDB rondoniense.
E já se houve nos corredores do Poder Legislativo que o desgaste do governo vai alimentar uma ação mais dura de investigação contra as várias denúncias de desvios nessa gestão, podendo culminar com aberturas de CPIs e ações contundentes de investigação.
A decisão do governo de suspender o pagamento de emendas destinadas aos municípios (provocando uma revoada dos prefeitos que já tinham até mesmo licitado obras) pode ser o início da saraivada de chumbo grosso sobre o governador.

TAMANHO

Ao empurrar com a barrica os problemas existentes nas diversas secretarias e no próprio DETRAN, a cada dia Confúcio Moura vai tornado-se uma miniatura política, sem conseguir a tão desejada integração com a sociedade (afinal, o slogan não é “Um Governo de Cooperação”?). Se não fizer uma logo uma correção de rumo, levando para o governo nomes de escol, quando chegar em 2014, o “novo caminho” deverá ser, isso mesmo, Cassol de novo.
Uma enquete realizada esses dias no site www.imprensapopular.com demonstra a existência de um enorme índice de descrença e decepção habitando corações e mentes dos rondonienses em relação ao nosso governador.
Para evitar dissabores identificáveis no horizonte político da Assembléia, o governador precisa melhorar sua conversação com sua base de sustentação, ampliando inclusive o bloco no segmento político e da mídia, para evitar grandes sustos que estão a caminho.

GOZAÇÃO

Se a política rondoniense não fosse rica em exemplos surrealistas, a confirmação de que o empresário Mário Português, dono da Distribuidora Coimbra, vai mesmo disputar as eleições municipais da capital rondoniense, não passaria de uma mera gozação, de uma caricatura da refrega eleitoral.
Sua presença num programa televisivo feito dentro da receita dos releases oficiais apenas confirmou que ali estava um personagem sem qualquer representação política na cidade, sem nenhuma participação ao longo dos anos em que está por aqui em qualquer seara ligada a partidos ou associações. O hoje milionário Mário Português não foi representativo até agora nem mesmo nas entidades do comércio, onde tem seu grande marco.

AMOR, BLICAS!

Essa conversa de que o miliardário homem do comércio rondoniense está encarando esse processo político movido pelo amor a esta cidade e a sua gente mais parece a patacoada de alguém que entra na vida senil e precisa arrumar alguma coisa para ocupar sua vida quase sem sentido.
Sem nunca ter feito política – nem mesmo a classista – Mário Português me parece estar entrando numa furada, numa caminhada solitária e não irá a lugar algum com essa conversa de que a cidade precisa não é de um prefeito e sim de um gerente. Como alguém pode se achar capacitado para conquistar um cargo político, simplesmente por ser um empresário bem sucedido, com muitos empregados, etc, etc.

VALOR DA PREFEITURA

Que motivos verdadeiros levam esse homem a enfrentar um desafio desse tamanho na esperança de assumir o comando de um orçamento gigante, como soem ser o de Porto Velho??? Afinal, quanto vale a prefeitura da capital rondoniense. Tem gente que chega a um ponto que se considera o dono do mundo. Costuma dar zebra, principalmente se houver cobranças sobre os insondáveis mistérios do comportamento do universo fiscal. Se é que isso possa atrair os Sherlocks de plantão.

COLOCANDO OS PINGOS

Alguém precisa colocar ponto final nessa enganação feita pela prefeitura, com relação ao “viaduto” da Jatuarana. Depois de uma longa paralisação, o prefeito-factóide do PT faz tudo para entregar a obra antes das eleições. Primeiro é preciso restabelecer a verdade. Aquilo nunca foi, na verdadeira expressão do vocábulo, um viaduto. O prefeito insiste em vender gato por lebre. O que se faz ali é uma simples elevação de nível.
E como não é viaduto, não servirá, claro, para abrigar pobres moradores de rua. E tem mais: ali não é uma obra custeada com recursos próprios da municipalidade. Tem a grana do PAC. Ninguém tem coragem de dizer, ao que parece, que a gestão petista mente descaradamente sobre o “viaduto” de faz-de-conta. Nem mesmo quem se diz candidato de Oposição.



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