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Porto Velho,  qui,   9/julho/2020     
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Coluna do Taborda: Almir Suruí, o índio sem apito

18/10/2011 10:56:41
Gessi Taborda
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ÍNDIO SEM APITO 

Almir Suruí (foto) é bem o exemplo daqueles índios que há muito deixaram de querer apitos e passaram a preferir os “sonhos de consumo” dos brancos. Transformado num líder multimídia, ele viaja mais do que um cidadão do mundo para falar do desleixo do homem branco de Rondônia e da Amazônia em eventos reunindo a nata mundial dos ecochatos e multinacionais do conservacionismo, segmentos interessados em manter nossa região como o jardim do Éden contemporâneo.

Pois é, agora o Almir Surui, segundo sua assessoria de imprensa (índio antenado é assim, tem até assessoria especializada de comunicação), vai receber o prêmio de liderança da Fundação Bianca Jagger de Direitos Humanos. Essa escolha é um reflexo do relacionamento do chefe índio com o Google. A partir de 2009 os índios suruis receberam aparelhos smartphones e passaram a documentar seus costumes e os abusos ambientais enviando o material para o Google Earth.

SEM CONVERSA 

Pelo menos em Porto Velho o DEM não quer conversa com o PSD. O partido controlado no estado por José de Abreu Bianco dá preferência ao PMDB na formação de uma aliança eleitoral para o próximo ano. Seria mesmo pura inocência imaginar o DEM portovelhense assumir uma postura contrária aos interesses do PMDB. Afinal, eles participam do governo de Confúcio Moura, inclusive comandando o importantíssimo Iperon, onde está um antigo braço forte do atual prefeito de Ji-Paraná.

COSTUME ALIMENTAR 

O gordo secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Williames Pimentel, revelou ontem um alimento do qual não abre mão: “Eu particularmente tenho o açaí na minha mesa toda a semana e valorizo muito esta fruta, pelo sabor e seus benefícios”. Talvez esteja ai um dos segredos de sua resistência que nem mesmo uns dias de cadeia conseguiram abalar. É uma pena que, pelo preço, não são todos que podem ter uma mesa farta de açaí, como esse robusto secretário que só não emplacou no governo de Confúcio porque seu nome estava envolvido em denúncias cabulosas que surgiram em rede nacional de TV.

CONSÓRCIO É LOTERIA 

Aumentou quase 60% o número de consorciados interessados em adquirir um carro no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O brasileiro, que não é disciplinado financeiramente, prefere entregar o seu dinheiro à empresa que oferece o consórcio e assim se obrigar a uma poupança forçada. A questão é que poupa, mas não recebe rendimento. Apenas, fica habilitado a ser sorteado e ganhar o carro. Isso não é poupança, mas loteria.

VALORES DEFASADOS 

Se a Corregedoria de Justiça do estado estiver atenta e interessada em evitar prejuízos para o erário rondoniense deverá determinar aos cartórios de registro de imóveis a contestar os valores dos negócios que estão sendo feitos com vários empreendimentos na capital, flagrantemente em desacordo com os do mercado, conforme explicou à coluna uma fonte desse segmento. Com valores defasados na hora de realizar os procedimentos e taxas cobradas pelos cartórios, o prejuízo acaba ficando para a sociedade como um todo.

A LIDERANÇA PRESERVADA 

Orestes Muniz, presidente regional do PMDB, não gosta nem de ouvir falar da idéia de inscrever seu nome na disputa pela prefeitura de Porto Velho, no próximo ano. Não há, é claro, qualquer restrição ao seu nome e os pretensos candidatos do PMDB até adiariam suas pretensões em favor de Muniz que hoje, além de importante causídico, é grande empresário do setor de refrigerantes (leia-se Dydyo). Orestes já foi deputado federal e vice-governador. Disputou o governo e não foi feliz, até porque não teve o apoio de Jerônimo Santana, na época o nome de maior expressão do PMDB.

O projeto de poder do PMDB não termina com Confúcio Moura. Um nome como o de Orestes é um trunfo a ser preservado para reforçar o partido na hora que estiver em jogo o poder estadual ou até a disputa pela cadeira de senador.

Agora, na disputa pela prefeitura de Porto Velho, o deputado Zequinha Araújo continua como o de maior potencial eleitoral da sigla para uma disputa que no cenário atual vai revelando nomes nivelados entre si. A entrada de Davi Chiquilito no partido pode até ter significado para a disputa proporcional, mas não muda nada na estratégia para concorrer à prefeitura.

O PROJETO É ESSE 

O PSD chega com um projeto de eleger prefeitos nas principais cidades do Estado visando também uma maior exposição do 55, número do partido. A disputa municipal está diretamente atrelada à sucessão em 2014. Em Porto Velho o nome do deputado José Hermínio terá todo apoio da direção estadual e nacional para o difícil enfrentamento. E ao contrário dos “escribas” inimigos do ex-petista (quase todos ligados direta ou indiretamente ao time comandado pelo prefeito petista), o colunista crê que Hermínio é um candidato competitivo, desde de que comece já a mexer o doce profissionalmente.


AVESTRUZ

A Câmara Municipal de Porto Velho deu ontem mais uma demonstração de desapreço à opinião pública e ao contribuinte da capital rondoniense. Diante das enxurrada de denúncias sobre a orgia publicitária da prefeitura nessa gestão do PT, que desde 2009 vem torrando dinheiro público em propaganda sem a menor necessidade, senão a da autopromoção, os vereadores preferiram realizar – com uma hora de atraso – uma sessão insossa, sem a menor importância, apenas para votar uma moção de aplausos, manobra eleitoreira do suplente de vereador Cabo Anjos para agradar policiais e repórteres que cobrem esse setor – e ficarem caladinhos diante das denúncias cabeludas contra o lamentável prefeito da cidade.




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