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Coluna do Taborda: desse jeito nunca chegaremos lá

14/10/2011 11:35:08
Gessi Taborda
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ASSIM NÃO CHEGAREMOS LÁ

Odeio não ser tão otimista em relação ao nosso futuro como os propagandistas do governo e das instituições públicas desse nosso país. Estou falando isso por ter lembrado das greves recentes e especialmente da paralisação da Unir e o pouco esforço para por um ponto final nisso, por parte de quem tem o poder de decidir. Ora, como poderemos construir uma verdadeira Nação, capaz de liderar o pensamento científico no mundo se essas coisas acontecem aqui, nos confins do país. Ora, se Januário, o reitor, tornou-se incompatível em relação aos universitários e grande parte da comunidade acadêmica, porque essa ginástica para mantê-lo no cargo. 

No último dia 10 terminou a divulgação dos vencedores do Prêmio Nobel. Não houve surpresas para os brasileiros. São 110 anos do principal prêmio internacional da ciência sem que o país tenha nem sequer um único escolhido. A irrelevância brasileira na premiação sueca é um retrato da desimportância histórica da educação e da pesquisa científica na agenda da elite política e econômica da nação, a despeito dos discursos em contrário.

SÓ NO PANAMÁ 

Nessa semana um comerciante do ramo da educação superior andou espalhando por ai ter recebido um galardão em nome de sua faculdade lá no... Panamá (rararara!) como se isso tivesse alguma importância. A qualidade acadêmica do Brasil é uma piada (de mau gosto). Na semana passada, o Brasil conseguiu colocar uma universidade – a Universidade de São Paulo – entre as 200 melhores do mundo, segundo ranking elaborado pela Times Higher Education (THE), uma das mais respeitáveis instituições internacionais de avaliação da qualidade acadêmica. A USP figura, porém, numa modesta 178.ª colocação. É pouco para um país que é a sétima maior economia do mundo. Imagine qual seria a colocação desse “Forrest Gump” de Rondônia se suas faculdades tivesse de enfrentar uma avaliação séria.

NO SÉCULO 20 

Mas se o nosso país consegue emplacar apenas uma universidade na lista das 200 melhores do mundo, quando poderemos ter nessa pátria mãe gentil um verdadeiro desenvolvimento de século 21? O desenvolvimento do país se baseia, em pleno século 21, na indústria do século 20. Petróleo, mineração, siderurgia, têxteis, bancos e bebidas fazem a fortuna dos brasileiros mais ricos. Nenhum deles ganhou dinheiro com as novíssimas tecnologias da informação e da biologia – como ocorre, aliás, com a economia do Brasil de um modo geral.
Será que a elite (??) política e econômica de Rondônia ainda imagina que vamos ter uma educação competitiva com uma Universidade dirigida por alguém que em anos não conseguiu sequer construir um restaurante universitário? Será que alguém acredita ser possível fazer uma revolução de qualidade na educação pública do estado com uma chefia que sequer conseguiu um diploma de nível médio? 

O FIM DA POBREZA 

Está decretado o fim da pobreza no estado de Rondônia. E se alguém estiver feliz como pobre não adianta se esconder. Na decisão de erradicar a pobreza, o nosso governo vai até os recônditos da floresta se necessário for para levar aos pobres arredios todas as bondades do Plano FutuRO (essa é, revisor, a grafia correta), apresentado ontem à imprensa, com lançamento para o dia 19. 

Tem gente achando impossível existir em Rondônia gente tão miserável, que precise de mais um programa para sobreviver, além do Bolsa Família e outros semelhantes do governo federal. 

Mas, como disse o governador a realidade é outra nesse estado de grande beleza, extraordinário desenvolvimento e reconhecida riqueza, como destacou nosso amável dr. Confúcio. Só que para botar areia na nossa farofa, o IBGE andou afirmando ser de quase 500 mil o número de pessoas paupérrimas nessa Rondônia tão rica. Ora, para o IBGE é praticamente um terço da população. 

Bom, isso vai acabar. Com o Plano FutuRO o governo pretende atender essa parte da população educação, saúde, segurança pública, lazer, esporte, garantia de renda mínima, alimentação e até geração de trabalho. Pelo visto, será um grande negócio ser muito pobre no estado de Rondônia.

NÃO É RELIGIÃO 

O estado de Rondônia não considera que repassa recursos públicos para algumas seitas religiosas. Mas admite, segundo disse ontem ao colunista importante CEO da gestão atual, destinar alguma coisa perto dos 3 milhões de reais por ano para entidades assistenciais ligadas às seitas poderosas como a Assembléia de Deus. Ué! Essas igrejas não deveriam praticar esse assistencialismo com os milionários recursos de que dispõem? Afinal, esse não é o ensinamento bíblico. Alguém fiscaliza a aplicação desses milhões retirados dos cofres públicos em nome da convivência tranqüila e pacifica dos políticos sempre de olho nos votos das “ovelhas”?

CANDIDATO GARANTIDO 

O vereador Cláudio Carvalho não esconde de ninguém que será lançado candidato a prefeito pelo PT da capital rondoniense. Ele crê que Roberto Sobrinho, o prefeito, seria cabo eleitoral de sua candidatura e que Fátima Cleide não tem nenhuma chance para conseguir a indicação partidária. À coluna Cláudio chegou a confessar recentemente existir apenas um voto garantido à Fátima entre os petistas do diretório municipal. O apoio dado pelo prefeito ao seu nome na disputa da sucessão em 2012 servirá com um dos testes do projeto visando garantir o nome de Sobrinho como candidato do PT ao governo em 2014.

OPINIÃO DA MULHER 

Conceição Mesquita Taborda, fisioterapeuta formada pela São Lucas, fez questão de lembrar ao colunista, seu marido, o Dia do Fisioterapeuta, ocorrido ontem. Para a dra. Conceição – que continua com sua atividade no segmento educacional do governo – a profissão cresceu cientificamente, em termos de especialidades, técnicas e métodos, valorizando a fisioterapia com foco na prevenção de doenças e promoção da saúde. Argumentando ser indiscutível a importância do fisioterapeuta na melhoria das condições de saúde da população, Conceição destacou o apelo às autoridades rondonienses para ampliar a integração do fisioterapeuta aos núcleos de apoio em saúde da família, como já ocorre na maioria dos estados brasileiros.

É ESTELIONATO 

O instrumentista boliviano com cidadania brasileira, Júlio Yriarte, ficou mais feliz em conseguir, recentemente, passar no exame da OAB-RO do que com o bom emprego que arrumou na assessoria do prefeito Bob Sobrinho, colocado como uma espécie de vice-líder do alcaide na Câmara Municipal, onde tem assento dentro do plenário. A alegria de Júlio está plenamente justificada. 

No mercado do ensino superior praticado pelas faculdades pagas – aqui mesmo em Rondônia – há esse estelionato material que são os cursos de Direito caça-níqueis, que tomam cinco anos de vida e muitos reais do bolso dos estudantes, produzindo a cada semestre enxurradas de bacharéis incapazes de escrever a mais simples petição, mas portando, orgulhosos, um canudo inútil. 

Assim o registro na Ordem seria uma garantia de qualidade para quem busca um advogado que o represente. Yriarte, a quem elogiei muitas vezes pela qualidade de sua música e de seus arranjos, merece os parabéns por ter conseguido o verdadeiro sinal de aprovação num exame justo para o exercício de sua profissão. Talvez possa até devolver o “prêmio” recebido do prefeito custeado com o dinheiro público.




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