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política

Deputado Hermínio: Título de cidadão rondoniense não deve ser bolacha

12/6/2011 02:23:40
Por Hermínio Coelho (*)
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Não tenho como não começar esta minha explicação sem citar Efésios 6:11 “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo”. E, de fato, sendo como sou católico e praticante da fé, um homem religioso de família e de princípios, sabem todos os que me conhecem, que nada está tão distante de mim quanto desejar atacar a religião, aliás, qualquer religião.

Inclusive por minhas convicções democráticas, porém, como se sabe, o diabo usa a Bíblia a seu favor e, para meu espanto, aparece na imprensa, numa clara distorção das minhas palavras, a declaração de que “Deputado petista afirma que entre 80 padres deve ter, pelo menos, um pedófilo”.

Trata-se, efetivamente, de uma tentativa inútil de me colocar contra a igreja e contra os padres e pastores apenas por ser uma pessoa que zela pelos seus princípios o que, aliás, é o oposto do que me acusam. O que houve para tentarem me atingir assim? Apenas a minha posição, franca e honesta, de ser contra o projeto de lei do deputado Valter Araujo, que visava conceder títulos honoríficos de cidadão rondoniense por atacado, ou seja, a 76 pastores e membros da Assembléia de Deus como parte da comemoração dos 100 anos da igreja no Brasil.

Como parlamentar é minha obrigação zelar pela concessão do título mais importante do Estado e ponderei que seria preciso analisar caso a caso. Não é correto, nem lógico, distribuir um título tão importante em grande quantidade e sem examinar cada um dos que recebem. E, independente de ser religioso, ou não, quando se opta pela quantidade aumenta a probabilidade de se homenagear uma pessoa que, amanhã, apareça de forma negativa manchando o Estado e o título.

Não é o fato de ser pastor ou padre que faz a diferença, mas, como todo homem mesmo a serviço da religião, é passível de cometer erros. E não é preciso senão consultar os jornais do passado para verificar que se repetem. A questão, portanto, é que o título de cidadão rondoniense é uma honraria que deve ser fruto de uma análise demorada das pessoas a quem se concede e, até para não ser vulgarizada, não deve ser concedida em massa e sem um exame profundo do homenageado.

Não é o fato de ser religioso que faz ninguém merecedor da honraria e sim o trabalho reconhecido, o mérito relevante em prol de nosso Estado. Retirar do contexto da discussão o que foi dito e afirmar que disse que “em cada 80 padres deve haver, pelo menos, um pedófilo”, é desvirtuar completamente minhas palavras e fugir da questão central que é a de que não se pode e não se deve conceder o título de cidadão rondoniense em massa e sem que as pessoas que o recebam, por mais religiosas que sejam, o façam por merecer.

Isto somente é explicável pelo comportamento pouco cristão de certas pessoas que, mesmo usando a Bíblia e fingindo-se religiosos, se comportam como verdadeiros fariseus. Aqui vale encerrar com a advertência de Jesus que disse: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno Os hipócritas religiosos de nossos dias cumprem seus deveres religiosos externos perfeitamente, mas, permitem que pecados como o orgulho, a inveja e o ódio floresçam por dentro duas vezes mais do que vós".

Esclareço para os puros de coração, de vez que, para os maldosos, qualquer palavra minha será mal interpretada por não comungar, jamais, com a desonestidade até mesmo intelectual.

(*) É deputado estadual, religioso, homem de princípios e verdadeiro.



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