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A QUALQUER MOMENTO: povo de Itapuã do Oeste ameaça bloquear Usina de Samuel

8/12/2010 18:20:30
 
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“Infelizmente, terminaram as tentativas de negociação”. Assim o prefeito João Testa (PMDB) informou a população numa reunião na Câmara de Vereadores de Itapuã do Oeste, o fim das tentativas de diálogo com diretores da Eletronorte S/A. Na pauta do prefeito que já foi nove vezes a Brasília e vive levando “bolo” dos diretores da estatal, está à tentativa de resolver o problema da ponte do Rio Jamari, obra inacabada que faz parte de um acordo de compensação social por parte da usina de Samuel.

A reunião foi na tarde desta terça-feira (7) e reuniu diversos vereadores e setores da sociedade civil organizada de Itapuã para serem traçadas novas estratégias de ação contra a Eletronorte S/A, já que seus diretores continuamente se negam a conversar com a população do município atingido pelo lago da Usina. E não é só a ponte que o município cobra.

Também querem uma energia elétrica de qualidade e pleiteiam um novo acordo de compensações sociais e ambientais para a cidade. Na gestão anterior, o ex-prefeito Robson assinou um acordo no valor de cerca de três milhões de reais com a empresa e deu quitação ao débito agora questionado. Um péssimo acordo, diga-se de passagem.

Entre as deliberações não está descartada o fechamento da Br 364. O trancamento dos portões de entrada para a Usina Hidrelétrica também foi discutida. A maioria dos vereadores presentes concordou com o recrudescimento das ações.

PONTE INACABADA

A obra abandonada e que é objeto de insatisfação popular está localizada no Rio Jamari, bem próximo da sede do município de Itapuã do Oeste que fica a 100 km da capital de Rondônia.

Construída através de convênio com a Eletronorte como forma de compensação social à comunidade atingida pelo lago da Usina de Samuel, o esqueleto de concreto está há seis anos aguardando conclusão. Na época, os sitiantes da região viram um lago surgir e acabar com o acesso terrestre à BR 364 e município. Todos ficaram ilhados, do outro lado do lago.

A chamada "Ponte da Integração" foi uma conquista da população em 2001. Mas assim como hoje, o beneficio não veio de “mão beijada”. Houve diversas manifestações populares, inclusive já naquela época com o bloqueio da BR 364 e invasão das instalações da Eletronorte. A reivindicação e a devida compensação justificam-se pelo fato de que o município ser um dos mais atingidos pela alagação causada com a construção da Usina Hidrelétrica de Samuel, deixando os moradores que moram do outro lado do Rio Jamari ilhados dependendo de uma balsa para que os mesmos possam ter acesso ao município. A balsa é paga pela Eletronorte, através de um contrato mensal de cerca de 50 mil reais.

Atualmente, com as cabeceiras corroídas e parte de sua estrutura já no fundo do lago de Samuel, a obra da ponte é um símbolo do descaso dos “donos” de Usina em relação às propaladas compensações sociais e ambientais para as comunidades atingidas.

PAPO FURADO

Para a construção da ponte, a Eletronorte cedeu recursos em torno de mais de R$ 2 milhões. Em 2004 a obra ficou pronta, faltando apenas o aterro das cabeceiras. Porém, quando as obras de aterro foram efetivadas, a estrutura não agüentou e uma das pilastras se rompeu ocasionando que a ponte pendesse em umas de suas pontas. Por conta disso iniciou-se um jogo de responsabilidade entre a Eletronorte e a empreiteira da construção a SPA. A Eletronorte alega, conforme laudo dos técnicos da empresa, que havia falha na fundação da obra. A briga entre empresa e construtora já dura alguns anos.


Desta forma, agindo como pessoas irresponsáveis, os diretores da empresa cerceiam o direito da população e deveriam ser responsabilizados criminalmente pelas agruras sofridas pelo povo da região. “Já houve caso de filho morreu no colo do pai do outro lado do lago após um acidente. Era noite e o homem gritava por socorro. A balsa não atravessou e o cidadão viu seu filho morrer. Gostaria de ver se fosse o filho de um bacana lá de Brasília” afirmou um pequeno agricultor que mora do outro lado do rio.

OUTROS PROBLEMAS

Entre outros problemas enfrentados pela comunidade, elencados pela própria Eletronorte num relatório assinado por dois engenheiros da empresa, estão:

Na zona rural – elevação em cerca de 4 metros do nível freático máximo e mínimo, afogamento das raízes dos vegetais com danos para a agricultura e floresta, dificuldade de escoamento de 80% da produção agrícola em razão de se encontrarem do lado esquerdo do lago.

Na zona urbana – Encharcamento periódico de ruas e terrenos, elevação exagerada dos nível da água dos poços domésticos e o que é pior, inundação das fossas sépticas que promoveram a contaminação dos poços utilizados para abastecimento de água potável para a população. Até o cemitério da cidade foi interditado na época.

O maior problema que a população enfrenta atualmente é que uma negociação “mal-feita”, entre o prefeito da época, empresário Robson Oliveira em conjunto com os vereadores e a Eletronorte gerou um termo de quitação das quitações com o repasse de apenas R$ 2.730.000,00, valor irrisório que não correspondia aos danos causados.

Hoje, a prefeitura luta por um novo acordo com a Eletronorte no valor de trinta e um milhões de reais, dinheiro necessário para ser feita a drenagem da cidade, construção de postos de saúde e outras benfeitorias que vão mitigar os impactos causados pela Usina.

VAI PARAR

“Estão pagando para ver, estão brincando com vidas humanas, estão agindo como verdadeiros moleques irresponsáveis. Vão ter o que merecem” disse uma fonte do Rondoniaovivo.
“E vai ser mais rápido do que imaginam, podem esperar que vai ter troco. Vamos mostrar que aqui tem gente com hombridade suficiente para lutar por seus direitos” finalizou o lider comunitário.

FONTE: RONDONIAOVIVO




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