Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  ter,   10/dezembro/2019     
política

Barrado pela Ficha Limpa, Carlão de Oliveira, pai do vereador Jean, sofre nova condenação

13/9/2010 19:36:57
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



A sentença foi publicada no último dia 6. Os outros réus cumprirão as penas em regime semi-aberto e com prestação de serviço à comunidade. 


 
O ex-presidente da Assembléia Legislativa, Carlão de Oliveira, não poderia ter recebido notícia pior. Mais uma nova condenação da Justiça, desta vez numa sentença do Juiz Daniel Ribeiro Lagos, condenando-o a 9 anos e 7 meses de cadeia, pela prática do crime de peculato.

Dessa vez o juiz descartou a possibilidade de manter Carlão fora do xadrez. Diferentemente de outros “companheiros” de gestão na Assembléia Legislativa, também condenados, cumprirão a sentença com penas alternativas e, inicialmente, no regime prisional semi-aberto.

Também foram novamente condenados Moisés José Ribeiro de Oliveira, Haroldo Augusto Filho, Terezinha Esterlita Grandi Marsaro, Luciane Maciel da Silva Oliveira, José Lacerda de Melo e Edson Marques da Silva Filho.

Moisés de Oliveira é irmão do ex-presidente da Assembléia. Atualmente ele está em Rondônia envolvido na coordenação da campanha de Gebrim, político filho do ex-deputado Haroldo e irmão de Haroldo Augusto Filho, um dos condenados.

Recentemente Carlão manifestou angústia com a sua situação, pois para ele “outras pessoas que souberam tirar proveito pessoal da situação” não foram sequer molestados pelo judiciário e pelo menos, desabafou, “conseguiu um cargo numa corte” rondoniense.


FUTURO NEGRO

Carlão de Oliveira vem colecionando condenações da Justiça, conseqüência das investigações da “Operação Dominó”, feita pela Polícia Federal, oportunidade em que passou mais de três meses na cadeia.

No dia 28 de abril desse ano, no 2º plenário do Tribunal de Justiça, Carlão viu confirmada a pena de 10 anos e 8 meses, a ser cumprida em regime fechado.

Ao final de 2008 o ex-presidente da Assembléia já tinha contra si várias condenações que, somadas, ultrapassavam os 50 anos de prisão. Numa situação dessas é impossível não imaginar o ex-presidente da Assembléia atrás das grades.

Nem por isso o ex-deputado se afastou da política. Sem condições pessoais de voltar ao palco das disputas eleitorais, Carlão acabou jogando na vida pública o próprio filho, Jean Oliveira, que promoveu uma das maiores campanhas em Porto Velho e elegeu-se vereador.

Agora o esquema de Carlão tinha um novo e poderoso naipe no jogo: ele mesmo. A idéia era lançar o filho Jean a deputado federal numa dobradinha com o próprio Carlão, candidato a deputado estadual. O passado de Carlão foi o entrave fatal desse esquema. A lei do Ficha Limpa derrubou a jogada de Carlão. A saída foi tirar o filho da disputa de federal para a de deputado estadual.

É importante explicar que esta nova sentença não põe Carlão Oliveira na cadeia imediatamente. O ex-presidente pode recorrer da decisão do juiz Daniel Lagos em liberdade. Todavia, como disse um importante advogado de Porto Velho, “o castelo de Carlão de Oliveira não resistirá por muito mais tempo”.


PODE INFLUIR

Essa nova condenação do ex-presidente da Assembléia pode influir mais uma vez nos seus planos, criando obstáculos maiores às pretensões políticas desenhadas para o seu filho.

Na nova sentença do Juiz Daniel Ribeiro Lagos os réus Moisés José Ribeiro de Oliveira, Haroldo Augusto Filho e Terezinha Esterlita Grandi Marsaro terão o cumprimento da pena pelo regime prisional INICIAL semi-aberto; aos réus Luciane Maciel da Silva Oliveira, José Lacerda de Melo e Edson Marques da Silva Filho o cumprimento da pena será pelo regime prisional INICIAL aberto.

É importante informar que estes réus já sofreram condenações anteriores. Dessa vez, o jornalista Alexandre Badra, que foi condenado na 2ª Vara Criminal, pelo juiz Valdeci Castellar Citon, a seis anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto para início do cumprimento da pena e perda e funções públicas, não foi citado nesse processo.

Uma fonte com bom trânsito na seara de Carlão de Oliveira afirmou que o ex-presidente da Assembléia está reavaliando seus conceitos e estaria pronto “a contar na Justiça o papel de cada deputado” na sua gestão, desmascarando aqueles “traidores” que hoje afastam-se dele como “bicho de bicheira”. Pode sobrar até para um certo “paraíba” hoje muito bem posto na vida.



Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: