Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  ter,   22/outubro/2019     
política

Desesperados, deputados gastam cada vez mais o dinheiro do povo com propaganda

21/6/2010 01:26:33
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



Do jeito como eles torram o dinheiro, certamente a Assembl√©ia patrocinaria at√© campeonato de jogo de bot√Ķes. 



Clique para ampliar
Quem acompanha a enxurrada de propaganda da Assembl√©ia Legislativa de Rond√īnia, percebeu h√° muito tempo a enorme contradi√ß√£o entre os deputados que (segundo eles pr√≥prios) economizaram milh√Ķes devolvidos (segundo eles tamb√©m) para o Executivo e a vergonhosa queima do dinheiro p√ļblico nessa publicidade destinada √† promo√ß√£o pessoal dos pr√≥prios parlamentares.

O mais interessante √© ver isso acontecendo diante dos olhos do Minist√©rio P√ļblico, sem a menor rea√ß√£o conhecida deste √≥rg√£o que deveria impedir o desperd√≠cio do suado dinheiro do contribuinte, numa campanha que, salvo melhor ju√≠zo, fere a legisla√ß√£o sobre propaganda oficial e mente √† opini√£o p√ļblica assenhorando-se de a√ß√Ķes de feitas por √≥rg√£os federais, das quais os parlamentares locais n√£o tiveram preponder√Ęncia.


CAP√ćTULO NEGRO

Os gastos de propaganda promovidos pela gest√£o de Neodi Carlos, o presidente da Assembl√©ia, gerou j√° no seu in√≠cio muitas reclama√ß√Ķes e den√ļncias nebulosas at√© mesmo de parlamentares sem, contudo, ter alguma conseq√ľ√™ncia investigativa, principalmente das institui√ß√Ķes com poderes para isso.

Certamente este dever√° se converter num cap√≠tulo negro para os pr√≥ximos dirigentes do poder legislativo estadual que, como se espera, assumir√£o o compromisso de resgatar a transpar√™ncia nos gastos do dinheiro p√ļblico.

Neodi Carlos nunca explicou nada sobre a utilização de moeda podre para garantir a participação no certame licitatório da agência que passou a comandar a conta de publicidade da Assembléia.

O presidente da Assembl√©ia nunca levou em considera√ß√£o as v√°rias den√ļncias feitas por alguns deputados, como Valter Ara√ļjo e Miguel Sena, sobre o m√©todo adotado pelo dono da tal ag√™ncia para distribuir entre ve√≠culos da m√≠dia local o bolo do dinheiro p√ļblico destinado a pagar a publicidade do legislativo.

A publicidade da Assembl√©ia √© ainda um cap√≠tulo mais negro quando esconde da opini√£o p√ļblica o imenso volume de dinheiro consumido, as mentiras deslavadas contidas nas pe√ßas publicit√°rias de comprovada incompet√™ncia, a ponto de n√£o disfar√ßar o caradurismo de colocar os deputados estaduais como importantes coadjuvantes no processo da ‚Äútransposi√ß√£o‚ÄĚ que Lula mandou para as cucuias com o seu veto.


SUSTENTAÇÃO DA MENTIRA

Ningu√©m sabe quantos milh√Ķes foram gastos at√© agora pela gest√£o de Neodi Carlos (um pol√≠tico que sempre pertenceu ao baixo clero e acabou sendo escolhido como presidente pelas articula√ß√Ķes do ent√£o governador Ivo Cassol) para sustentar as mentiras e as afirma√ß√Ķes enganosas dessa legislatura, que pretende ser a melhor de todos os tempos de Rond√īnia.

Ali√°s, nessa propaganda custeada com o dinheiro do contribuinte, os deputados rondonienses s√£o apresentados como os melhores do Brasil, √ļnicos pol√≠ticos que devolvem dinheiro, como se o Legislativo fosse tamb√©m um instrumento de arrecada√ß√£o de tributos.

O papel da sofrível agência responsável pela publicidade da Assembléia sempre esteve envolvida em polêmica, não só pela destinação nada republicana da verba à sua disposição, como pela supressão do brasão oficial do poder legislativo por uma alegoria de péssimo gosto, numa suposta extrapolação legal contra o símbolo oficial do poder legislativo.


VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL

Rond√īnia √© um dos poucos estados em que o poder legislativo usa o dinheiro p√ļblico para fazer massiva propaganda nos diversos segmentos da m√≠dia e em especial na televis√£o e nos jornal√Ķes.

Para alguns advogados consultados por Imprensa Popular, a verba de publicidade √† disposi√ß√£o do Poder Legislativo ‚Äún√£o existe para a promo√ß√£o pessoal dos deputados‚ÄĚ e muito menos para ‚Äúpatrocinar eventos de car√°ter esportivo, de lazer‚ÄĚ ou de qualquer outra coisa do g√™nero.

Alguns desses advogados foram da opinião de que a publicidade da Assembléia, como está colocada nos comerciais da televisão e também os publicados nos jornais, são uma autêntica farra que viola os princípios constitucionais da impessoalidade na publicidade oficial.

Certamente é fácil identificar na publicidade da Assembléia uma disfarçada propaganda eleitoral fora de tempo. Não se sabe por que, até este momento, ninguém fez uma avaliação judicial sobre essa enxurrada publicitária da Assembléia que pode ser, salvo melhor juízo, enquadrada como improbidade administrativa.


JORNALZINHO

A produ√ß√£o publicit√°ria da Assembl√©ia com recursos p√ļblicos n√£o fica apenas nos an√ļncios veiculados pelas diversas m√≠dias. N√£o satisfeitos com essa gastan√ßa, a gest√£o chefiada por Neodi Carlos apela para outros tipos de produ√ß√£o, como um jornalzinho feito no papel mais caro, impresso em policromia, com o √ļnico objetivo de enaltecer as a√ß√Ķes (???) dos atuais deputados. √Č claro que tudo isso bancado com o dinheiro p√ļblico sem que o p√ļblico na verdade saiba detalhes sobre quem leva a bolada para sua impress√£o e distribui√ß√£o.

Na opini√£o do advogado Fernando Maia, que cuida da assessoria jur√≠dica de Imprensa Popular, a publicidade da Assembl√©ia (como das demais institui√ß√Ķes p√ļblicas) deveria servir apenas para a presta√ß√£o de contas com a popula√ß√£o e n√£o poderia extrapolar a isso. Quando essa publicidade serve para a promo√ß√£o pessoal, para que as autoridades falem positivamente de si mesmas, estamos diante de uma propaganda ilegal.

Certamente os membros do Minist√©rio P√ļblico sabem melhor do que ningu√©m que o mandato de cada deputado √© do povo e que os deputados n√£o podem ficar se enaltecendo com a conta sendo paga com dinheiro p√ļblico. N√£o d√° para entender porque o Minist√©rio P√ļblico, federal ou estadual, simplesmente n√£o enxerga o que essa legislatura anda fazendo com o dinheiro do contribuinte no custeio dessa enxurrada de propaganda, onde at√© o patroc√≠nio de um programa de TV (‚ÄúTorcedor Meridional‚ÄĚ) √© vergonhosamente garantido.


ENGANANDO O ELEITOR

A publicidade paga pela Assembl√©ia para enaltecer os deputados engana o eleitor e consome um volume desmedido dos recursos p√ļblicos. Essa a√ß√£o dos deputados √© mais uma prova do desespero dos integrantes dessa legislatura com o prov√°vel vatic√≠nio das urnas.

Bem que o Minist√©rio P√ļblico Eleitoral poderia, em respeito aos eleitores de Rond√īnia, fazer um processo investigat√≥rio para confirmar se, com essa avalanche de publicidade, os deputados da mesa diretora n√£o est√£o fazendo propaganda eleitoral antecipada.

Certamente se os atuais deputados estivessem numa confortável situação eleitoral, não teriam necessidade de torrar tanto dinheiro numa propaganda em comerciais de televisão que saem praticamente em todos os intervalos da televisão local e em publicidade de página inteira nos jornais domesticados.



Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: