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Editorial: Críticas injustas e improcedentes

3/5/2010 15:00:05
Jornal Imprensa Popular
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Ao se fazer um comparativo entre Ivo Cassol e o que foram os governos anteriores, constata-se que ele foi competente e visionário. 


 

Logo após Ivo Cassol ter passado o governo ao seu vice, João Cahulla, para atender a exigência da legislação eleitoral, desincompatibilizando-se para poder disputar uma cadeira no Senado Federal em outubro, surgiram em pontos isolados do estado pichações supostamente custeadas por núcleos radicais de opositores do então governador, com frases de efeito do tipo “Cassol nunca mais!”.

Isso confirma, mais uma vez, a intransigência daqueles que permaneceram irreconciliáveis com o grupo político liderado pelo ex-governador e principalmente com sua capacidade de liderança e estilo de fazer política.

Foi esse estilo desabrido de fazer política um dos causadores – entre outros motivos – da enorme disputa que precisou enfrentar na seara jurídica para defender o mandato, legitimamente conquistado junto à população, até decisão final de que não havia, contra os mesmos, prova alguma de sua participação no esquema de compra de votos que custou o mandato de Expedito Júnior como senador.

E agora, antes mesmo de começar a campanha, o ex-governador já é denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por propaganda antecipada, supostamente feita numa entrevista dada (ainda como governador) a uma emissora de TV da capital. Isso deve servir de alerta para políticos com tendência a falar aquilo que lhe vêm à cabeça sem medir as conseqüências de suas declarações.

Mas esse é outro tema. O que pretendemos colocar aqui, diante das pichações raivosas e radicais realizadas nesse momento contra o ex-governador, certamente movidas pela paixão eleitoral, é que as críticas injustas e improcedentes não tisnarão, como pretendem seus autores, a imagem de um político visionário e competente, que levou o estado de Rondônia a um momento tão positivo, ao recuperar o prestígio do estado no país e devolver ao povo sua melhor alta-estima.

Antes de encerrar o seu governo, Ivo Cassol enfrentou uma manifestação radical no segmento da educação, promovida e organizada por um sindicato (Sintero) controlado pelo PT.

O objetivo era desgastar o máximo a figura política de Cassol e ao mesmo tempo servir de biombo para catapultar o nome da presidente da entidade, Claudir Mata, no seu sonho de tornar-se deputada federal pelo PT. Com esse comando, o movimento chegou ao radicalismo de tentar invadir o próprio Palácio do Governo na esperança de conseguir ali um mártir.

Não é nosso objetivo falar desse confronto nesse espaço. Até porque ele terminou com o pessoal do magistério praticamente aceitando a proposta do governo, realçando o objetivo político da greve.

Ivo Cassol assumiu o governo rondoniense arrasado pela traumática experiência de antecessores como Valdir Raupp e José de Abreu Bianco, períodos em que as famílias rondonienses viveram momentos de infelicidade, por decisões que levava intranqüilidade e incertezas aos servidores públicos e à classe produtora do estado.

Enquanto no governo de Valdir Raupp o degradante espetáculo de servidores sem receber em dia o seu salário virou rotina, a corrupção na máquina do governo gerou grandes escândalos (Frangogate, o desvio da Ceron, etc., etc.); no governo de Bianco o maior fantasma foi adotar o desemprego, com a demissão de cerca de 10 mil servidores públicos, num momento em que a economia no estado estava próxima da estagnação. Isso levou famílias à humilhação e ao desespero com entes-queridos apelando até para o suicídio.

Graças ao governo Cassol esses tempos são passados e não deverão voltar.

O ex-governador superou a herança maldita recebida de seus antecessores.

Ao passar o governo para João Cahulla, o cenário de Rondônia é completamente outro. O estado vive um momento de pleno emprego; as obras estruturantes consolidam e criam novas perspectivas para a população tanto no interior quanto na capital.

Mesmo não gostando de Cassol, é fácil constatar que o governador João Cahulla vai completar o mandato de um governo que transformou a administração desmoralizada e decaída garantindo que o destino de grandeza e de prosperidade para os rondonienses não é mais, como foi nos governos anteriores, uma simples falácia.

Na nova realidade de Rondônia, fruto do governo de Ivo Cassol, os servidores públicos recebem salários dentro do mês trabalhado, as empresas estão contratando mais e por salários melhores, os investimentos públicos e privados solidificam nossa economia e assim, muito diferente do passado, a implementação de políticas de infra-estrutura (como água e esgoto tratados) é uma coisa real, em construção acelerada.

Quem poderia imaginar uma Rondônia com o Centro Político e Administrativo capaz de causar inveja a outros estados do país? Quem poderia imaginar tantas estradas estaduais asfaltadas como agora?

Quem poderia imaginar que verdadeiros elefantes brancos, como era o caso do Hospital Regional de Cacoal e do próprio Teatro Estadual de Porto Velho, seriam concluídos um dia depois de tantos governos que foram absolutamente opostos à Cassol?

Por tudo isso não se pode negar: Ivo Cassol cometeu erros, mas diante de suas obras boa parte das críticas feitas à sua administração é improcedente.

Queira Deus que na próxima gestão do estado, a iniciar-se em 2011, tenhamos alguém que trabalhe para plena cidadania do povo de nosso estado. Alguém que não seja ligado aos responsáveis pela década perdida anterior a Cassol.

Publicado na edição nº 129, de 29/4 a 30/5/2010.




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