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Porto Velho,  qui,   19/setembro/2019     
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Presidente e vice da Câmara são agredidos em desocupação de área invadida

6/4/2010 20:23:34
Por Aldrin Willy
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Na manhã desta terça-feira, algumas autoridades puderam sentir na pela o drama vivido pela população. Durante a execução de uma ordem judicial de reintegração de posse pela Polícia Militar, em uma área na zona norte da capital, à qual os posseiros chamam de “Bairro Roberto Sobrinho”, alguns parlamentares da capital tentaram mediar acordo com a PM, para que a ordem não fosse cumprida.

Entre eles, estavam o deputado Euclides Maciel (PSDB) e os vereadores José Hermínio (PT) e Eduardo Rodrigues (PV), presidente e vice da Câmara Municipal de Porto Velho.

Apesar dos esforços dos políticos e do apelo comovido das famílias que ocupavam a área, os policiais militares não arredaram e cumpriram a determinação da Justiça.

A área já vinha sendo ocupada há pelo menos quatro anos. No início deste ano, os proprietários legais do terreno — uma fábrica ceramista e o espólio (conjunto dos bens que são deixados por alguém ao morrer) de Foaud Darwich Zacarias — conseguiram na Justiça a reintegração de posse e os invasores foram comunicados que teriam de deixar o local. O prazo final para desocupação foi marcado para 5 de março, mas foi prorrogado.

Depois de alguns dias, contudo, a Justiça determinou, por meio de liminar, que a desocupação da área fosse efetuada pelas autoridades, o que se deu na manhã de hoje.

A execução da ordem judicial não foi nada fácil. Com truculência, os policiais resolveram fazer cumprir o desejo da Justiça e puseram abaixo os barracos. Os parlamentares tentaram amainar os ânimos, mas foram, eles mesmos, os primeiros a sentir a determinação da Polícia.

Resultado: Euclides Maciel levou um tiro de borracha na perna; José Hermínio foi agredido e acabou derrubado; e, no ápice, Eduardo Rodrigues foi preso sob a acusação de tentar obstruir o trabalho da Polícia.

Rodrigues foi levado à Central de Polícia e, mais tarde, liberado após assinar um termo circunstanciado (relato de ocorrência envolvendo delitos de menor potencial ofensivo – contravenções penais e crimes cujas penas não sejam superiores a dois anos).

Na saída, o vereador contou o que teria acontecido: “Depois que começou aquela confusão, fui questionar um policial que tratou com grosseria e ignorância o vereador Cláudio da Padaria. O PM não gostou e disse que iria me prender. Eu disse se você vai me prender por questionar esse comportamento, isso é problema seu”.

Rodrigues negou que tenha chamado de “policial de bosta” o PM que o prendeu.

“Jamais usei na minha vida esse termo. Quem estava junto comigo lá viu que eu jamais falei isso. Se ele falasse outra coisa, eu até podia concordar. Mas esse termo eu nunca usei e nunca vou usar na minha vida”, disse.




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