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Porto Velho,  sáb,   19/outubro/2019     
reportagem

BOMBA RELÓGIO: Previdência dos servidores do Estado vai quebrar em 2012, alerta especialista

6/4/2010 19:04:06
Por Aldrin Willy
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Estudo apresentado por técnico do Ministério da Previdência Social mostra que sistema de aposentadorias dos servidores de Rondônia será deficitário a partir de 2012. E o pior é que o estado não tem como arcar com o prejuízo. 



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Uma informação apresentada, durante palestra no Tribunal de Contas do Estado, pelo coordenador geral de Auditoria, Atuária, Contabilidade e Investimentos Otoni Gonçalves Guimarães (foto), do Ministério da Previdência Social, deixou perplexos os servidores estaduais. A aposentadoria tão aguardada está ameaçada.

Segundo Gonçalves, a partir de 2012, o sistema previdenciário estadual passará a apresentar déficit.

De início, serão logo de cara mais de R$ 18 milhões no vermelho. E no decorrer do tempo, esse número tende a piorar a cada ano: R$ 113,5 milhões em 2013, quase R$ 160 milhões em 2015 e estrondosos R$ 327,2 milhões em 2020. A conta não pára por aí. Chegará a seu ápice em 2032, quando o rombo já terá superado a casa dos R$ 550 milhões.

Os cálculos fazem parte de avaliação atuarial (cálculo securitário) sobre o equilíbrio financeiro do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (IPERON) e integram projeções feitas pelo atuário carioca Adilson Costa, em documento apresentado ao presidente da instituição, César Licório.

DESMANDOS DO PASSADO

A situação alarmante vivida pelo Iperon tem, entre suas causas, um rombo gigantesco deixado por governos passados nos cofres da instituição. É no que acredita César Licório, ex-secretário da Educação, hoje à frente do instituto.

Em evento realizado no final de 2007, Licório mostrou o tamanho do problema: R$ 3,6 bilhões (isso mesmo, quase quatro bilhões de reais). Isso há três anos. Hoje, esse buraco negro é bem maior. Contabilizados juros e correções, já ultrapassou a gigantesca cifra de R$ 5,1 bilhões, de acordo com o cálculo atuarial.

Segundo o presidente do Iperon, o desfalque começou quando administradores públicos de gestões anteriores deixaram de repassar aos cofres do instituto as contribuições previdenciárias dos servidores, apesar de as terem descontado em seu contra-cheque. Mais do que um problema contábil, a prática constitui um crime contra os servidores que vêem agora seu futuro ameaçado por conta das falcatruas de políticos espertalhões.

SÓ POR MILAGRE

Em busca de uma luz no fim do túnel, a diretoria do Iperon tem procurado alternativas para capitalizar a previdência pública. Uma das opções em discussão, indicada pelo atuário Adilson Costa, seria a criação de dois fundos previdenciários. “Um capitalizado, plenamente equilibrado financeira e atuarialmente, e o outro em extinção, onde as despesas com o pagamento dos benefícios previstas no período são, além da contribuição normal, complementadas com receitas orçamentárias”, explica o técnico.

Em termos mais simples, isso significa dizer que sobrará, novamente, para o contribuinte a cobertura do rombo resultante dos sucessivos assaltos à Previdência dos servidores do Estado. O problema é que, no quadro atual, segundo especialistas, o tesouro estadual não tem condições de pagar essa conta. A alternativa que vem sendo apontada como possível solução é o uso dos recursos a que o estado fará jus em função do complexo hidrelétrico do Madeira. Mas tudo ainda é muito incerto, dizem os técnicos ouvidos pela reportagem.

Sobre a responsabilização dos gestores culpados pelo atual desfalque nas contas do Iperon, pouco se fala. Informações obtidas por Imprensa Popular dão conta, entretanto, que a questão é objeto de antigas investigações conduzidas por órgãos como Ministério Público e Tribunal de Contas. Se alguém vai ser punido, devolvendo o dinheiro, bem, aí já é outra história, cujo final é quase sempre trágico – para o contribuinte.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




Comentários (1)
desespero

Era só o que nos faltava. Além de enfrentar todos os problemas inerentes à máquina pública de nosso estado, agora corremos o risco de ficarmos na mão na hora em que mais vamos precisar... É muita sacanagem!

Juraci Magalhães - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 6/4/2010 19:14:31  [IP: 187.4.126.***]
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