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Porto Velho,  dom,   29/novembro/2020     
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Lixo, escuridão, matagal e urubus compõem o cenário em conjunto administrado pela Caixa

6/4/2010 18:55:58
Por Edson Lustosa
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Apesar do cenário de caos, nenhuma providência efetiva é tomada e os moradores seguem penando, apesar do pagamento das pesadas taxas de condomínio. 



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“O inferno é aqui” diz o menestrel Gilberto Gil em sua memorável canção Pessoa Nefasta. Parece ter-se inspirado nos conjuntos administrados pela Caixa Econômica Federal, erguidos com recursos públicos do Programa de Arrendamento Residencial, na zona sul de Porto Velho. O Residencial Novo Horizonte, que faz frente para outros dois, o Areia Branca e o Riviera, apesar de ser mais novo, vive os mesmo velhos problemas.

Para pegar ônibus, seus moradores têm que cruzar um longo trecho até a portaria de um dos outros dois conjuntos, na mais absoluta escuridão, uma vez que até hoje não foi implantada iluminação pública na rua João Paulo I. E os ônibus por ali param onde bem entendem, pois não há placas e muito menos abrigos nas paradas. O desrespeito aos usuários do transporte coletivo é completo.

ÁGUA PODRE

A água que chega às torneiras das casas é escura. Carregada de ferro. Mancha roupas e deixa encardida a louça do banheiro. Mas não adianta reclamar. Depois de muito pleitear que a situação fosse corrigida, os moradores conseguiram que fosse contratada uma empresa de análise química e tratamento de água. Tal consultoria resultou num aviso que foi distribuído de porta em porta sugerindo que os moradores mudem o sistema de encanamento das suas caixas d’água e coloquem filtros na entrada da água – que já deveria vir tratada – para suas casas.

E se há algo de podre no ar não é apenas isso: um abatedouro vizinho ao conjunto exala um cheiro insuportável, que se soma ao das lixeiras dos conjuntos. Existem batelões em que deveriam ser colocados os sacos de lixo ainda inteiros e amarrados – o regimento interno obriga os moradores a entregarem assim seu lixo – só que os funcionários da empresa Capital, contratada pela Logos Imobiliária, que faz as vezes de síndica do condomínio, rasgam os sacos em busca de latinhas, que são amontoadas expostas à chuva e se transformam em viveiro de mosquitos.

LIXO À DERIVA

O lixo mais pesado é amontoado em volta da lixeira, que está sempre com a porta quebrada e escorada por uma ripa, e fica ali aguardando por semanas, até que uma caçamba seja contratada para recolhê-lo. Enquanto a caçamba não vem, são excelente abrigo para ratos e outras pragas.

Quando os conjuntos foram construídos, não foram feitas calçadas.

O matagal toma conta, aumentando a insegurança dos moradores, que, além do risco de serem surpreendidos por assaltantes escondidos pelo mato e pela escuridão, têm que andar pelo meio da rua, disputando espaço com os caminhões que passam em alta velocidade, vindo da estrada do Areia Branca para a rua Campos Sales, ou no sentido inverso.

O problema da rua João Paulo I é agravado pela obra inacabada da colocação de suposto encanamento d’água, orgulho dos entusiastas do PAC e que rendeu aos diretores da Companhia de Água e Esgoto de Rondônia (CAERD) a condecoração da Ordem Marechal Rondon, mais alta distinção honorífica do Estado, mas que já teve seus dias de glória.

A valeta aberta a mando da Caerd foi mal recoberta e em alguns trechos simplesmente se encontra aberta. Os moradores têm saudades do tempo em que a rua era completamente asfaltada.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




Comentários (1)
Descaso

Sou morador do conjunto areia branca e lá tambem vivenciamos esse certo tipo de descaso. Precisamos com urgencia a construção das calçadas pois quando precisamos utilizar a via publica a pé temos que andar disputanto a pista com os veiculos. A limpeza tambem deve ser observada pela administradora do conjunto pois existe muito lixo e sujeira espalhada e algumas vezes os funcionarioss da referida empresa fazem esse serviço de limpeza relachadamente pois aparentemente não existe uma fiscalização. O criame de ratos e barratas vem crescendo assustadoramente pois encontram um ambiente propicio.

DARIO BEDIN - P. Velho/ RO.
Enviado em: 13/4/2010 09:33:49  [IP: 187.4.67.***]
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