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Porto Velho,  seg,   9/dezembro/2019     
reportagem

Pagando o valor mínimo na fatura do cartão a dívida nunca acaba

6/4/2010 18:53:59
 
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Especialista explica a armadilha do pagamento mínimo no cartão de crédito. 


 

Muitos leitores de Imprensa Popular têm procurado orientação sobre “a dívida que não diminui” mesmo quando o pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito é religiosamente feito. Diante de tanto interesse nesse assunto, especialmente dos leitores da edição on-line (www.imprensapopular.com) fomos procurar um especialista no assunto para explicar, de forma didática, essa verdadeira armadilha que assusta tantos consumidores. 

Quem costuma pagar o valor mínimo do cartão de crédito deve ficar muito atento à taxa de juros cobrada pela administradora do cartão e ao percentual do valor financeiro mínimo a ser pago. Os dois valores são muito semelhantes, de forma que pagar somente o valor mínimo pode fazer com que a sua dívida se prolongue por mais de três décadas. É o que disse Emerson Castelo Branco, economista que se dispôs a explicar o assunto. 

Segundo ele, não há uma regra quanto aos valores mínimos cobrados, nem quanto à taxa de juros cobrada pelas administradoras de cartões de crédito, mas os valores percentuais aproximados são: pagamento mínimo representa aproximadamente 15% da dívida total do cartão e a taxa de juros, por volta de 13% ao mês. 

Utilizando-se essas taxas, imaginemos uma dívida de R$ 1.000,00 no cartão de crédito. A parcela mínima cobrada neste caso será de R$ 150,00, restando R$ 850,00, sobre os quais incidirão 13% de juros ao mês, deixando um saldo para o próximo mês de R$ 960,50, ou seja, após o pagamento da parcela mínima, a dívida caiu em somente R$ 39,50. 

DÍVIDA DE 30 ANOS 

Desta forma, se o devedor se propuser a quitar a divida pagando somente os valores mínimos todo mês, a dívida só será quitada em 30 anos e 6 meses, com um montante de R$ 3.797,35. Claro que esta hipótese é absurda, pois ninguém aceitaria pagar as parcelas mínimas por tanto tempo. Mas, caso fosse efetivamente feita, os prazos e valores seriam os aqui apresentados. 

Por isso, diz Emerson, evite pagar o valor mínimo apresentado pela administradora do seu cartão de crédito. Caso o faça, observe na fatura os valores discriminados. Assim, você verá que o valor pago no mês passado se assemelha muito ao valor financeiro cobrado a título de juros e assim, entenderá porque os economistas insistem em aconselhar que não se pague somente o valor mínimo da fatura do cartão de crédito. 

SEM RAZÃO 

Bem que as administradoras de cartões de crédito poderiam reduzir as taxas de juros que não perderiam nenhum valor expressivo, diz o economista. 

Em sua opinião, estas empresas têm várias fontes de receita: “Além do ganho com juros, as administradoras ganham também com o aluguel das máquinas de cartão de crédito, com os percentuais cobrados das vendas realizadas por cada ponto de venda que possui as tais máquinas e, por fim, com a anuidade cobrada dos portadores de cartões de crédito. Assim, não vejo razão para que as taxas de juros continuem girando próximo a 435% ao ano” destacou Emerson Castelo Branco Simenes. 

O governo tem reduzido consistentemente a taxa Selic, o que faz com que o rendimento de aplicações também sejam reduzidos. Esta redução incide também em prestações de imóveis comprados por meio de financiamento habitacional. Contudo, há muito tempo as taxas cobradas pelas administradoras de cartões de crédito permanecem praticamente estáticas. Faz-se necessária uma intervenção do governo para que esta situação se altere, caso contrário, mais e mais titulares de cartões de crédito continuarão inadimplentes e com o nome no Serasa, concluiu o economista.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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