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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
reportagem

Vereadores ainda não sabem onde foi parar o dinheiro da compensação das hidrelétricas

6/4/2010 18:23:04
 
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Os vereadores são os fiscais das contas do Executivo Municipal. Todavia nem sempre essa é uma tarefa fácil, principalmente quando o assunto é a destinação de dinheiro doada pela iniciativa privada. 



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Nunca o município de Porto Velho recebeu tanto dinheiro como ocorre agora, na gestão do prefeito Roberto Sobrinho, do PT. Isso graças às chamadas verbas compensatórias, repassadas pelas empresas que formam os consórcios construtores das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau.

Nesse mar de dinheiro que tanto intriga os vereadores da oposição e aqueles que agem de forma independente, mesmo sendo de partidos da base do prefeito, a grita de que “o volume de dinheiro” que teria entrado até agora nos cofres da prefeitura não corresponde à pífia gestão de Roberto Sobrinho, sobretudo pela obras iniciadas e não acabadas e pela penúria alegada na maioria das secretarias para onde vereadores de Porto Velho encaminham demandas populares.

DESVIO MILIONÁRIO

Ainda no final do ano passado o deputado estadual Tiziu Jidalias, líder do governo com base eleitoral em Ariquemes, garantia que até aquela data pelo menos 70 milhões dos cerca de 200 milhões de reais dessas compensações teria simplesmente evaporado sem qualquer explicação ou preocupação do prefeito municipal de Porto Velho.

O deputado garante que fez um minucioso estudo sobre os recursos destinados pelos consórcios das hidrelétricas através da CPI das Usinas, presidida por ele. A revelação do parlamentar, é claro, não agradou ao grupo político do prefeito. Alguns vereadores preferiram, como o próprio prefeito, preferiram criticar Tiziu, sem contudo explicar o que foi feito com os 70 milhões desaparecidos, de acordo com o parlamentar.

Esta avalanche de dinheiro contribuindo para abarrotar os cofres da prefeitura de recursos não conseguiu, até agora, pôr ponto final em situações prosaicas que mostram como a gestão municipal se desenvolve emoldurada em incompetência e falta de planejamento.

Recentemente o vereador DJ Moisés, do Partido Verde, num de seus rápidos pronunciamentos, lamentava que a Secretaria Municipal do Transporte e Trânsito, acusada de não fazer nada para tirar do caos o setor, não tinha “nem mesmo uma lata de tinta para pintar faixas e lombadas”, numa demonstração de falência e incapacidade de cumprir com suas obrigações.

SITUAÇÃO INSUSTENTÁVEL

Esse quadro politicamente insustentável, que acabou ampliando o tamanho da bancada de oposição ao prefeito na Câmara Municipal, acabou levando o próprio presidente da Câmara Municipal, José Hermínio, umas das mais importantes lideranças política do PT da capital rondoniense, a tomar posições de independência em relação ao prefeito, liderando convocações do chefe do Executivo e de seus secretários para comparecer à Câmara dando explicações sobre todos os descaminhos apontados pelos demais vereadores.

Na opinião do deputado Tiziu Jidalias, a situação incompetência administrativa na prefeitura não é mascarada apenas com muita propaganda na televisão, onde procura-se vender a imagem de uma cidade onde tudo anda às mil maravilhas, mesmo que a realidade seja outra.

Na verdade o deputado que denunciou o sumiço de 70 milhões até agora do dinheiro cedido pelos consórcios das Hidrelétricas, acabou dando dicas de como se maquia o gasto dessa fortuna extra-orçamentária que acaba não entrando na contabilidade real, “porque paga serviços e compra produtos sem a competente licitação pública”. Ele contou, por exemplo, que a arborização da Avenida Jorge Teixeira, por exemplo, é um desses casos onde o dinheiro foi torrado sem nenhum planejamento. “Certamente que alguém está muito feliz com essa montanha de dinheiro que entra na prefeitura e não é usada para resolver problemas que afligem o povo”, disse o parlamentar.

FROTA DE LUXO

Enquanto a maioria dos vereadores fala sobre “a falência da saúde”, em unidades que sempre falta recursos humanos e remédios, e demonstram preocupação com a incidência de doenças como dengue e até tuberculose, tudo sempre justificado pela falta de recursos, é visível o crescimento da frota de caminhonetas de luxo, a maioria Hillux, da prefeitura, numa clara demonstração de que pelo menos para quem tem cargo de confiança, as mordomias proporcionadas pelo município são imbatíveis.

Vereadores da oposição também não conseguem coletar os “números reais” dos gastos da prefeitura com publicidade e promoção da gestão do prefeito petista.

O vereador Cláudio da Padaria, um dos críticos mais diretos do prefeito, acha estranha que uma cidade “onde a prefeitura vive se desculpando da falta de dinheiro “para trocar lâmpadas queimadas” se gaste tanto em carros de luxo e na publicidade que retrata uma cidade de sonhos, completamente diferente da realidade de Porto Velho. Para ele “o prefeito” é no mínimo um homem de muita sorte, pois diante de tanto desmazelo não entra na alça de mira de instituições importantes como o Ministério Público que, certamente tem todo interesse em defender os anseios da população.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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