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Porto Velho,  dom,   24/janeiro/2021     
reportagem

Jogador de time da capital que discriminou bandeirinha da Fifa pode ficar fora dos gramados

6/4/2010 18:10:43
Por Aldrin Willy
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Zagueiro do Cruzeiro Esporte Clube de Porto Velho, teria dito à assistente Márcia Lopes que lugar de mulher é atrás do tanque. Por isso, pode ser suspenso por até dois anos. 



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O zagueiro Ely Emerson de Brito é alvo de uma denúncia da Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Estado de Rondônia (TJD-RO), segundo a qual teria dito palavras preconceituosas contra a bandeirinha Márcia Lopes, única do estado credenciada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol).

Durante partida disputada no último dia 14 de março entre o Cruzeiro Esporte Clube de Porto Velho e o Ariquemes Futebol Clube, pelo campeonato estadual, o zagueiro cruzeirense não gostou da marcação de um pênalti contra sua equipe pela assistente de arbitragem Márcia Lopes.

No fim do primeiro tempo, o número três do Cruzeiro resolveu tirar a limpo o lance que ele julgou injusto. A assistente, contudo, não deu trela ao jogador e pediu que se retirasse para o vestiário. Foi o suficiente, segundo a denúncia apresentada ao TJD-RO, para Brito sair das estribeiras e destilar todo seu preconceito.

De acordo com a acusação, enquanto seguia para o vestiário, Brito teria exclamado: “Cala tua boca, me respeita, vai para casa lavar suas roupas, vai lavar louça, lugar de mulher é na cozinha”.

Diante da atitude do jogador, classificada como anti-desportiva pelo procurador do TJD-RO Natanael Galvão Pereira, Ely Emerson de Brito recebeu cartão vermelho ao retornar dos vestiários.

O zagueiro não se conteve. Tomado pela fúria, avançou sobre o trio de arbitragem e precisou ser contido pelos companheiros. “Vou te pegar, você não é homem não?”, teria dito o jogador, que continuou: “Vamos resolver as coisas. Porque chamou a policia? Você tem que ir pro tanque mesmo”. E, segundo a denúncia, só não agrediu alguém porque foi segurado.

Se condenado pela Justiça Desportiva, o cruzeirense poderá ficar até dois anos sem pisar nos gramados, o que, para um jogador que já passou dos 30, pode significar o fim da carreira.

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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