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Porto Velho,  sáb,   7/dezembro/2019     
política

Sucessão estadual vem mais uma vez do interior e capital continua sendo o fiel da balança

6/4/2010 18:01:20
 
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Os principais candidatos têm o interior como origem, mas o eleitorado de Porto Velho, o maior do estado, será decisivo. 


 

Tirando o candidato do PT Eduardo Valverde, praticamente todos os outros pretendentes ao cargo de governador de Rondônia têm origem política no interior do estado. Expedito Júnior e João Cahulla nasceram para a vida pública em Rolim de Moura. O ex-deputado federal Confúcio Moura começou sua vida pública em Ariquemes, onde estava na prefeitura em se segundo mandato.

Pela sua importância, não por ser a capital do Estado, mas por ter o maior colégio eleitoral de Rondônia, pode-se dizer que a sucessão estadual passará por Porto Velho. Estrategicamente, a vitória de qualquer candidato dependerá do eleitorado porto-velhense.

Se Porto Velho pendesse para o único candidato de expressão com domicílio eleitoral na capital (Eduardo Valverde), todas as demais pré-candidaturas se desequilibrariam e poderia dar qualquer um dos nomes no Palácio Getúlio Vargas no próximo ano.

Afinal, Confúcio Moura deixa o comando de um dos mais importantes colégios eleitorais (a chamada região da Grande Ariquemes) do estado, com uma alta aprovação pelos dois mandatos à frente da prefeitura da cidade.

Expedito Júnior também é nome consagrado pelo eleitorado da sua região, Rolim de Moura. E bom registrar que quem está à frente da associação dos municípios do estado é um prefeito parente seu.

VANTAGENS

No momento o ex-senador Expedito Júnior lidera a preferência do eleitorado. Em suas andanças pelo estado na busca de formar uma aliança em torno de suas pretensões Júnior estaria buscando passar a impressão de que teve de se afastar de Ivo Cassol porque ele “barrou” sua candidatura ao governo.

Na verdade o governador bem que tentou manter com Júnior a mesma aproximação da eleição que os dois disputaram juntos.

Expedito sempre quis ser governador e agora, depois de ter o mandato de senador cassado não achou sensato disputar novamente o cargo, na condição de segundo voto de Ivo Cassol. Mesmo sob o risco de uma capitulação, Júnior optou por caminhar em direção ao pedestal mais alto, liderando o partido de José Serra em Rondônia.

Certamente o fato de estar no partido que terá um dos mais fortes concorrentes à Presidência da República pode garantir a Expedito Júnior uma estrutura de campanha que até hoje não teve.

ASSEDIADO

Embora noviço, como candidato, nas disputas eleitorais, João Cahulla será um dos candidatos mais assediados pelas lideranças do Estado e certamente sua participação no pleito valorizará em muito a disputa e garantindo a decisão apenas num segundo turno.

Cahulla tem muita facilidade de se aproximar do eleitorado e conseguirá, graças ao declarado apoio de Ivo Cassol, uma crescente adesão à sua candidatura, sobretudo porque passa a ter o controle político da máquina administrativa do Estado.

Ivo Cassol vinha trabalhando desde a metade do seu segundo mandato de governador na construção da imagem de Cahulla como o seu sucessor, dando-lhe tarefas que foram transformando João Cahulla no “pai das realizações” de boa parte das ações do governo no Estado, especialmente aquelas voltadas para a classe produtora interiorana.

O então vice-governador (companheiro antigo de Cassol) sempre soube externar o seu reconhecimento a Cassol sem nunca se oferecer para substituí-lo, na esperança que receberia, na hora certa, o convite para essa missão. 

Publicado na edição nº 128, de 28/03/2010.




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