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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
reportagem

Pesquisa revela que consumir sardinha ajuda a reduzir morte de neurônios

7/1/2010 21:39:54
 
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Com a descoberta, é possível dizer que o cérebro é capaz de se regenerar, o que é extremamente importante, já que crises prolongadas de epilepsia podem lesionar os neurônios. 


 

Um estudo realizado em ratos no laboratório da Disciplina de Neurologia Experimental da UNIFESP - e que integra uma das linhas de pesquisa do Instituto Nacional de Neurociência Translacional - verificou que o ômega 3 é capaz de regenerar neurônios. A pesquisa aponta para a possibilidade de, no futuro, se criar drogas que possibilitem a regeneração cerebral de pessoas com epilepsia e alguns tipos de demências.

Para a realização da pesquisa, 20 ratos adultos foram separados em quatro grupos distintos, com livre acesso a água e comida. Ao primeiro grupo, chamado de controle sadio, foi administrado placebo. Ao segundo, que também era composto por animais sadios, foi incluído em sua dieta ômega 3. Nos grupos 3 e 4, formados por ratos com crises de epilepsia, foi administrado placebo a um e, ao outro, o ômega 3. A quantidade do ácido graxo administrado aos ratos foi compatível com a quantidade de ingestão de peixes recomendada a seres humanos, que é de três vezes por semana.

Após 60 dias ininterruptos de tratamento, a análise do tecido cerebral dos ratos mostrou que o ômega 3 foi capaz não apenas de minimizar a morte de células cerebrais dos animais com epilepsia, como também capaz de regenerá-lo, com a formação de novos neurônios. "Com a descoberta, é possível dizer que o cérebro é capaz de se regenerar, o que é extremamente importante, já que crises prolongadas de epilepsia podem lesionar os neurônios", explica o neurocientista Fúlvio Alexandre Scorza, chefe da disciplina e coordenador da pesquisa.

PRIMEIRA DESCOBERTA

Em 2008, Scorza e sua equipe de pesquisadores já haviam verificado que esse ácido graxo - encontrado em maiores concentrações no salmão, no atum e na sardinha - ajudava a prevenir a morte neuronal em ratos com crises de epilepsia. Isso, graças ao seu potencial de aumentar a produção de proteínas que capturam a entrada do cálcio no neurônio e, conseqüentemente, diminui a morte dessas células. "Observamos, também, que o ômega 3 agiu como antiinflamatório no tecido cerebral dos animais com processo inflamatório crônico por conta das crises epiléticas", explica.

Após os resultados encontrados, estudos sobre o efeito da adição do ômega 3 na dieta de crianças com epilepsia refratária - de difícil controle - estão sendo conduzidos por médicos da UNIFESP e da USP de Ribeirão Preto. Entretanto, segundo o pesquisador, o principal tratamento da doença ainda é medicamentoso e a adição do ácido graxo na alimentação desses pacientes é apenas coadjuvante para tentar minimizar as crises.

PARASITA É O PROBLEMA

Caracterizada pela alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, a epilepsia pode ocorrer sem uma causa aparente ou devido a traumas na cabeça ou durante o parto, tumores cerebrais e abuso de álcool e drogas. Sua incidência varia entre 1% e 2%, sendo mais freqüente nos países em desenvolvimento, onde ainda são comuns casos de desnutrição, doenças infecciosas, principalmente por falta de saneamento básico adequado, e assistência médica deficiente.

No Brasil, a principal causa da epilepsia ainda é a neurocisticercose, doença causada pela ingestão acidental dos ovos da Taenia solium - popularmente conhecida como solitária - presentes em verduras mal lavadas, água contaminada ou carne de porco crua ou mal cozida.

TRATAMENTO

O Programa de Intervenção Interdisciplinar em Obesidade para adolescentes do Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) terá continuidade. O próximo grupo iniciará os trabalhos em janeiro de 2010 e as inscrições, para jovens entre 15 e 19 anos, estarão abertas de 13 de janeiro a 12 de fevereiro de 2010.

Os interessados deverão agendar entrevista por telefone: (11) 55720177, com June, Aline, Raquel ou Fabíola. Rua Marselhesa, 535 Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz). O tratamento é gratuito, mas a Universidade não se responsabiliza por custos com transporte e alimentação.




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