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Imprensa Popular nas ruas: Neodi vai na contra-m√£o do natal

23/12/2009 18:42:26
Imprensa Popular
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O presidente da Assembl√©ia poderia aproveitar a √©poca prop√≠cia do natal para desistir logo da constru√ß√£o da nova sede da Assembl√©ia, aventura repudiada por quase todos os rondonienses. 



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O mês de dezembro sempre traz consigo um clima de comemoração e festa. E esse sentimento toma conta de todos os setores: nas casas a presença das árvores e das luzes do Natal dão um colorido especial em nossas vidas; o comércio fica mais alegre com a decoração em vermelho e verde e com o aumento nas vendas. Dentro das empresas são realizados os jantares de confraternização e os amigos-secretos. As ruas ficam tomadas pelos enfeites natalinos... Enfim, é a época de celebrar!

Lamentavelmente, ao chegarmos ao fim do ano de 2009 não é este o cenário visto quando se olha para a Assembléia Legislativa de Rondônia. Chega a ser um paradoxo. Afinal, a presente legislatura foi escolhida pela população para resgatar a péssima imagem deixada no legislativo pelos deputados da legislatura anterior, como protagonistas ou coadjuvantes da cinematográfica “Operação Dominó”, realizada pela Polícia Federal.

Ao contrário de uma legislatura acima de qualquer suspeita, o comando do Poder mais representativo da democracia termina o ano, em Rondônia, eivado de suspeitas e acusações levantadas por membros da própria Assembléia e com um enorme índice de desaprovação por parte da população.

É tão exdrúxula a realidade do legislativo estadual que não é difícil colher depoimentos de pessoas considerando o “tchurma” da “Dominó” mais responsável e mais transparente que a “tchurma” de hoje.

Há vários assuntos na gestão do legislativo sobre os quais a população exige amplo conhecimento e cobra profundas investigações de quem de direito, sobretudo do Ministério Público Estadual, esse órgão que parace se extasiar na mudez diante das muitas denúncias da farra que certos ordenadores de despesas promovem com o dinheiro público no Estado.

Mais do que as denúncias sobre métodos nada republicanos ou ortodoxos no relacionamento com fornecedores, prestadores de serviços (especialmente na área de publicidade e de informática), na gestão de pessoal (onde só “deitam e rola” quem tem ligação direta com o gabinete principal da Casa), ou mesmo na contratação altamente lesiva ao erário de transporte aéreo (que ganham mesmo sem voar) feita por um deputado tucano; as que sobressaem neste final de ano são as ligadas à decisão do chefe daquele Poder de construir uma nova sede para a Assembléia Legislativa.

Sobre nenhuma delas o Ministério Público Estadual, inexplicavelmente, se pronunciou até agora. O interessante é perceber que enquanto essa instituição estadual responsável pela defesa do cumprimento das leis e também do erário parece sentir-se confortável na inércia, seu congênere, o MPF, tem atuado diuturnamente abrindo processos contra políticos que se envolveram ou praticaram supostos delitos de corrupção no exercício de seus cargos.

A mais recente enquete de Imprensa Popular em seu site (
www.imprensapopular.com) na Internet, mesmo sem ser uma sondagem com o rigor científico, demonstrou que há um repúdio quase generalizado da população à construção do novo prédio da Assembléia Legislativa, fato considerado como “uma negociata” pelo deputado estadual Alexandre Brito, numa de suas manifestações à imprensa, no dia 11 de dezembro.

A enquete (encerrada no dia 13) mostrou que 91% dos participantes consideram a aventura da construção da nova sede, pela qual o deputado de Machadinho, Neodi Carlos se bate intransigentemente, como apenas uma maneira de desperdiçar dinheiro público. Apenas 9% dos participantes foram favoráveis à nova sede da Assembléia, por acreditar que atual não atende às necessidades dos parlamentares.

Se o presidente da Assembléia fôsse realmente um político capaz de entender a vida pública como oportunidade real para se fazer grandes coisas no campo da ética e da democracia, certamente não iria na contra-mão do natal e anunciaria, ainda antes do final do ano, sem esperar o resultado do projeto de resolução que tramita na Casa para sepultar de vez esse ralo de gastança, a desistência de construir o novo e suntuoso prédio para um parlamento que tem toda a estrutura física e espaço para funcionar bem, se seus integrantes trabalhar com um minimo de interesse pela maioria da sociedade rondoniense.

O presidente Neodi Carlos, mesmo ocupando a maior função do parlamento, ainda não entrou no que se considera o alto clero da política.

É um político ao qual ainda falta muito traquejo para ser levado a sério nessa seara tão cheia de filigranas. O presidente da Assembléia parece não ter percebido ainda que o tempo está passando e que agora não dá mais para conduzir a casa como se os demais deputados fosse meros offices-boys de luxo, até agora impedidos de exercer na plenitude suas prerrogativas, como a de controlar o ponto dos servidores lotados em seu gabinete.

O regime criado pelo presidente da Assembléia, que trouxe do Paraná um feitor para reduzir o papel dos deputados não participantes da mesa ou do esquema do presidente não está sendo mais a solução para as vontades de Neodi. Ao manobrar para construir a colossal nova sede do Legislativo, o presidente deixou de ser levado a sério pela maioria e certamente irá impedí-lo pelos meios legais possíveis de dar início ao carro-chefe com o qual o insosso presidente da Assembléia pretendia alanvacar sua presença na vida pública do Estado, de sorte que acabasse sendo uma opção segura para os lances mais importantes da disputa eleitoral.

Não há mais como impôr a seus pares suas vontades. A insistência em manter um paranaense no mais alto cargo da Assembléia não é apenas uma maneira de desprezar os valores locais, as nossas melhores cabeças. É, também, uma maneira de dificultar o entendimento fundamental para superar as crises do parlamento.

Não se governa um parlamento sem o diálogo, sem o respeito à controvérsia, sem a decisão colegiada. E até agora dá para se depreender que há, ali, um poço de falsidade, de farsa e (nas palavras de um próprio deputado sobre a construção da nova sede) de falcatruas.

Ora, quem preside um parlamento do tamanho de uma Assembléia Legislativa não pode esperar conseguir entendimento quando deixa escapar publicamente acusações sérias a seus pares, como aconteceu em relação ao deputado Silvernani Santos e ao deputado Maurinho Silva. Certamente muitas outras pessoas pularão do barco do presidente, pois se ainda estão lá é porque estão mais preocupados com sua geografia bancária pessoal do que com o interesse público dos moradores de Rondônia.

Vamos aguardar e quem sabe o próprio presidente não aproveita o espírito natalino para celebrar um novo compromisso com o povo rondoniense, no qual deveria demonstrar acreditar, pondo fim a todas as ações que vão contra o desejo dessa mesma população, mesmo que essas aventuras possam se converter em dutos que irrigam ainda mais a fortuna pessoal de alguns especialistas em sugar o erário.




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