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Porto Velho,  qui,   19/setembro/2019     
reportagem

Indústria das bicicletas reagiu positivamente no 2º semestre

7/12/2009 22:09:55
 
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Mas a reação não foi o suficiente para zerar a queda de 30% nas vendas registrada no primeiro semestre de 2009. 


 

Qualquer análise que venha a ser feita sobre o comportamento do mercado de bicicletas durante o ano de 2009 deve levar em consideração dois momentos: 40% das vendas são realizadas no primeiro semestre e 60% no segundo, sendo que a maior percentagem dos negócios fica concentrada no último trimestre do ano.

Uma vez apresentada a sazonalidade, vejamos: os primeiros seis meses do ano foram bem abaixo da expectativa levando o setor a registrar uma queda em suas vendas da ordem de 30%. “A indústria foi altamente castigada, uma vez que iniciou 2009 com estoques extremamente altos. Tínhamos nos preparados para vender muito no último trimestre de 2008 já que o mercado estava altamente comprador e anunciava vendas recordes. Qual não foi nossa surpresa, quando fomos surpreendidos pela crise econômica mundial”, declara o vice-presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Eduardo Musa.

Segundo ele, o comércio – que também havia se preparado para terminar com vendas excelentes e estoques baixos – também foi pego de surpresa. Houve cancelamento de encomendas, mas o estoque era alto para toda a rede (fornecedores de peças e partes, indústria e varejistas). Com isso, o primeiro semestre de 2009, que tradicionalmente é mais fraco sofreu ainda mais. No início de julho, o mercado começou a apresentar uma pequena melhora, que deve resultar em crescimento de 5% até dezembro de 2009.

Musa conta que o crescimento poderia ter sido maior, mas a indústria não se preparou para um reaquecimento na proporção que aconteceu, a partir do mês de setembro. “No levantamento de perdas e ganhos, porém, deveremos terminar o exercício com uma queda de 9% quando comparado ao volume de negócios registrados em 2008”, diz. Em unidades, o setor deve terminar 2009 com 5,2 milhões de bicicletas comercializadas, ante as 5,8 milhões vendidas em 2008.

INFORMALIDADE

No entender do vice-presidente do SIMEFRE, Eduardo Musa, além da crise econômica, outros fatores influíram negativamente no desempenho do setor em 2009. Apesar de ser um produto “verde” (ecológico), ele não foi beneficiado com incentivos do governo, “muito pelo contrário”. “O setor que tem grande parte dos fabricantes atuando na informalidade, sofreu também este ano com a implementação da substituição tributária em vários estados e o aumento da fiscalização, seja ela, tributária ou do Inmetro nas bicicletas infantis”, explica Musa.

Segundo ele, o dólar baixo favorece as atividades das montadoras, mas atrapalha os fabricantes de partes e peças, que concorrem diretamente com os produtos importados da China, os quais chegam no mercado brasileiro com preços bastante competitivos.

EM 2010

Eduardo Musa diz que a indústria de bicicleta trabalha com perspectiva de fechar 2010 com vendas 5% maiores do que as registradas em 2009. Em outras palavras, o setor retornaria aos 5,5 milhões de unidades comercializadas. “Visualizamos um cenário macroeconômico muito positivo, com dólar baixo e o nosso produto está entrando na moda. Hoje existem várias ações de fomento que beneficiam o setor e tudo indica que é um caminho sem volta”. Além disso, a bicicleta continua sendo o sonho de consumo das crianças em relação a outros brinquedos e também dos adultos (muitos utilizam como meio de transporte).

Um grande desafio que tem pautado a indústria da área nos últimos anos e que permanece é a falta de infraestrutura logística e os incentivos às inovações tecnológicas para peças, componentes e produto final. “O nosso País continua um grande importador de componentes”, afirma Musa.





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