Anuncie:  

Debate do Mês

Data: 20/5/2011

Que benefício trará para o povo a ida de deputados rondonienses para Santa Catarina?



Colunistas
Receba as matérias do site em seu e-mail

Cadastrar
Cancelar Cadastro

 

Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
reportagem

Produção de motos em 2009 sofre queda de 26%

7/12/2009 15:26:19
 
Comente     versão para impressão     mandar para um amigo    



A indústria continua sofrendo os efeitos da crise econômica mundial. 



Clique para ampliar

A indústria fabricante de motocicletas continua sofrendo os reflexos da crise econômica mundial. Ainda hoje, os fabricantes trabalham com muita flutuação na produção e vendas, devido ao setor ainda sofrer fatores como: desemprego, queda na atividade industrial do País, falta de liquidez no mercado e dificuldades no crédito para financiamentos.

Segundo o vice-presidente financeiro do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Paulo Takeuchi, a produção de 2009 deverá ser da ordem de 1,6 milhão de unidades registrando uma queda de 26% sobre as 2.126.325 motocicletas fabricadas em igual período de 2008.

Para Takeuchi, o comportamento do mercado de motocicletas em 2009 foi sem igual. “Os ponteiros apontam para números negativos em todos os sentidos: produção, vendas à rede, vendas ao público e as exportações são todas inferiores ao desempenho registrado em 2008”, confirma.

Do total comercializado pela indústria durante o exercício de 2009, mais ou menos 1.620.000 unidades (previsão consumindo estoque nas fábricas) deverão ser fornecidas para o mercado interno, contra 2.035.319 unidades comercializadas de janeiro a dezembro de 2008.

As vendas externas, segundo Takeuchi atingirão, quando muito 55 mil unidades, que será praticamente a metade do volume exportado no ano passado. “O volume de produção obtido pela indústria em 2009 ficará 6% abaixo da previsão inicial. Havíamos previsto algo em torno das 1.700.000”, lembra ele.

De acordo com o vice-presidente do SIMEFRE, o setor observou que não existiu queda na intenção de compra de motocicletas neste ano de 2009. O que ocorreu foi uma restrição maior na concessão de financiamento aos interessados, com redução de prazos de pagamento e exigência de uma parcela de entrada maior do que era exigido antes de outubro de 2008.

Segundo Takeuchi, com a retração de mercado e os temores já comentados, “chegamos a ter mais de 50% de ociosidade nas fábricas em média. Alguns fabricantes ficaram semanas sem produzir”.

Um fator que impactou negativamente o setor e prejudicou os clientes foram às restrições ao crédito ao consumidor. Com capacidade instalada para fabricar 2,6 milhões de unidades ano, a indústria de motocicletas trabalhou em 2009 com produção 20% a 30% abaixo dos níveis registrados em 2008 até setembro.

PREVISÃO PARA 2010

Takeuchi diz que a indústria está trabalhando com uma previsão de que o mercado deverá reagir positivamente em 2010, mas ainda ficará inferior aos resultados alcançados em 2008. “Estamos planejando para o próximo exercício uma produção de 1.900.000 unidades, venda de 1.839.000 unidades no mercado interno e exportação de 64.000 unidades”.

A indústria de motocicleta está confiante, que de imediato com o fim da crise, o País retome o crescimento e assim a indústria voltaria a ter o mesmo desempenho que vinha obtendo anteriormente. “Para curto prazo teremos a injeção de mais de R$ 14 bilhões no mercado com o 13º. Salário, aliado a um aumento de emprego e renda em função do final do ano, uma vez que não temos sentido retração na intenção de compra por parte de nossos clientes”, finaliza.

FOTO: G1




Nenhum comentário sobre esta matéria

Mais Notícias
Publicidade: