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Porto Velho,  qua,   23/setembro/2020     
reportagem

Cirurgia para tratar diabetes é experimental

16/11/2009 17:32:37
 
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Esta foi a posição adotada pelo Conselho Federal de Medicina em sua plenária do dia 12. 


 

Em parecer exarado no último dia 12, quinta-feira, o CFM definiu que o tratamento do Diabetes Mellitus e da Síndrome Metabólica por meio da técnica cirúrgica de interposição ileal seja considerada ainda experimental. O CFM sugeriu ainda que seja criada uma CâmaraTécnica dentro da instituição para emitir proposta de Resolução específica sobre o assunto. A decisão é uma resposta a um pedido de informações encaminhado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS). 

No parecer, o CFM acatou na íntegra a conclusão de outro processo de consulta semelhante, que havia realizado no âmbito do Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO). “As cirurgias bariátricas ainda não atingiram o consenso esperado pela classe médica e pela sociedade. Novas técnicas têm sido propostas baseadas num melhor conhecimento da fisiopatologia e das alterações hormonais presentes em uma doença multifatorial. Tais técnicas, quando propostas, devem ser precedidas de um protocolo de pesquisa encaminhado a um Comitê de Ética e Pesquisa e aprovado pelo CONEP obedecendo aos pressupostos emanados pelo CFM e CNS, de preferência precedidos de estudos em modelos animais”, ressaltou o documento preparado pelo CRM goiano.

O levantamento que subsidiou o parecer do CFM indica ainda a existência de um trabalho de meta-análise, publicado em maio de 2009, sobre Diabetes Mellitus tipo 2 e cirurgia metabólica cuja conclusão é de que a operação para obesidade mórbida tem efeito restritivo e/ou neurohormonal sobre diabetes tipo 2 com redução da mortalidade e melhora na qualidade de vida. No entanto, a análise indica que, apesar dos resultados animadores, trata-se de um tema ainda em investigação necessitando, por isso, de regulamentação.

OBESIDADE

O CFM também realizou uma ampla pesquisa sobre as cirurgias para a obesidade mórbida e suas indicações. O levantamento identificou os procedimentos considerados aceitos do ponto de vista clínico e científico e avaliou a legislação sobre pesquisa em seres humanos e as orientações dos Conselhos de Medicina a respeito. A Resoluções 196/96, do CNS, e 1499/98, do CFM, vedam o uso de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica e determinam que esse reconhecimento será feito pelo Conselho Federal de Medicina para que sua prática seja oficializada no país.

Durante a pesquisa realizada, foram localizados em nível mundial 170 estudos em andamento, dos quais 69 ainda estão recrutando voluntários para se submeter aos mais diversos tipos de procedimentos em investigação (drogas, placebo, omentectomia, interposição ileal, etc). Do total, há 28 estudos experimentais na América Latina (três, no Chile; nove, na Argentina; e 16, no Brasil). Dos trabalhos realizados no país, oito já foram encerrados e existe o registro de cinco na Universidade de Campinas (Unicamp) e um na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).




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