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Porto Velho,  qua,   23/setembro/2020     
reportagem

Hidrelétricas do Madeira irão evitar novo apagão no Brasil

12/11/2009 20:47:26
 
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Para apromorar a eficiência energética, o setor espera um zoneamento hidrelétrico prioritário, atigindo regiões do Rio Tocantins e afluente do rio Amazonas. 



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Problemas com a energia elétrica, como o apagão que aconteceu na última terça-feira, trazem à tona questionamentos sobre a eficiência energética no Brasil. O governo procura, com as obras do Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC), aumentar a oferta para os próximos anos. Especialistas concordam com os novos empreendimentos, mas pedem atitudes mais urgentes.

Está prevista a construção de grandes usinas hidrelétricas e de energia alternativa, como as usinas Jirau, Santo Antônio e a nuclear Angra 3. O governo prevê investimentos no setor da ordem de R$ 274,8 bilhões entre 2007 e 2010 dentro do PAC, sendo que mais de 80% das obras estão em ritmo adequado de execução.

Para Ricardo Lima, presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), o apagão ocorrido na terça-feira, que pode ter sido provocado por falha de equipamentos das subestações de transmissão de energia, não apresenta ligação com a necessidade de aumentar obras na área energética. "Desde 2001, houve investimentos na área. O que deveria mudar seriam os encargos [que aumentaram 500% em oito ano] para o consumidor. E obras do PAC não devem mudar este cenário", explica.

Para aprimorar a eficiência energética, Lima comenta que as associações da área pedem que o governo crie programas para um zoneamento prioritário hidrelétrico, atingindo regiões como a do rio Tocantins e afluentes do rio Amazonas.

Ele também explica que uma matriz diversificada facilitaria a distribuição de energia, como construção de pequenas centrais hidrelétricas e eólicas. "Mas não é tão necessário, porque não há uma crise de energia e sim um déficit no transporte, ou seja, aquilo que consegue chegar aos consumidores." Na sua avaliação, no caso do apagão de terça-feira à noite deve-se investigar os motivos para o prolongamento do problema e, posteriormente, pensar em fórmulas para que não volte a se repetir.

O diretor executivo da consultoria Andrade & Canellas, Silvio Areco, concorda com a opinião de Lima sobre a demora na recomposição dos sistema. "Há uma equação (oferta e demanda energética) cumprida, o que questionamos, quando há falta de luz, é quando ela vai voltar".

Sobre a necessidade de obras para aperfeiçoar o sistema, Areco explica que não há como substituir a eficiência da usina de Itaipu. "Seriam necessárias 550 usinas de Jaguari (SP), para completar a produção da Itaipu", analisa. Ele acredita que é necessário uma flexibilidade da oferta, mas que tenham um planejamento. "Uma grande usina é importante, mas há que se pensar no custo e no impacto ao meio ambiente que o empreendimento deve ter", diz. Com relação as obras do PAC no setor, o diretor afirma que elas devem equilibrar um aumento do consumo que virá. "É um reforço ao sistema de transmissão."

BILHÕES PERDIDOS

O diretor comercial da Axxiom, empresa especializada em sistemas de integração e gestão cuja principal acionista é a Cemig, Miguel Sarmiento, disse que com um controle maior de energia, no caso com a solução que ambas empresas deverão implantar no Brasil, poderá otimizar o funcionamento das hidrelétrica e melhorar a demanda.A empresa é especializada em sistemas de integração e gestão cuja principal acionista é a CEMIG.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são perdidos R$ 7,5 bilhões com o roubo de energia, o conhecido "gatos", perda esta 10% do que é produzido no País. Sarmiento explica que com a rede inteligente poderão ser identificados estes problemas economizando energia. "Sempre vai ser preciso energia elétrica, o consumo vai crescer, mas o que devemos fazer é em vez de aumentar 10% da matriz energética, subir 5%."

A solução tecnológica da Axxon e SilverSpring ainda não foi lançada no Brasil, mas Sarmiento adiantou que há interesse de 10 companhias de distribuição de energia do País.

Ainda, em abril deste ano, a Aneel realizou a consulta pública (nº 15) para obter subsídios e informações para implantação da medição eletrônica em baixa tensão, esta consulta é um modo de se evitar que aconteça falhas na geração de energia. Foram recebidas 33 contribuições, entre concessionárias, fabricantes, empresas internacionais, consultores e consumidores.

A troca dos atuais medidores pelos inteligentes permitirá o monitoramento de gastos de clientes à distância a cada 15 minutos, como os oferecidos pelas empresas mencionadas. Assim como o consumo de cada eletrodoméstico nas casas.

A mudança deverá possibilitar tarifas menores cobradas das distribuidoras para o consumo fora dos horários de pico, e a recomendação do conserto de aparelhos que estejam gastando mais energia do que o usual. Essas são algumas medidas para estimular o uso eficiente da energia. Sendo possível detectar falhas e evitar reação em cadeia.




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