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Porto Velho,  sáb,   26/setembro/2020     
reportagem

Se o MP não atua e a oposição se acovarda o prefeito pode mentir sem pudor

12/11/2009 20:30:13
 
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Na capital rondoniense a mentira não tem perna curta e nem incomoda uma instituição como o Ministério Público. E como a “oposição” se acovardou, o prefeito se tornou o dono da cena, que agora sonha em chegar ao governo do estado. 



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A maioria dos vereadores eleitos no ano de 2008 em Porto Velho, capital de Rondônia, pertenciam a partidos de oposição e ao grupo político do petista Roberto Sobrinho, o prefeito reeleito em cima dos milhões destinados a infraestrutura da cidade pelo governo federal, através do PAC. 

Ao firmar com o município uma espécie de parceria “caracu”, onde a administração de Roberto só entrou com a mais ínfima parte de tudo, o prefeito perdeu o pudor e se apresenta como autor, executor e idealizador de tudo que se faz nessa cidade. 

Na sua propoganda, até mesmo na implantação do complexo hidrelétrico do Madeira, a sua vontade e seu prestígio pesou.

BLINDAGEM INACREDITÁVEL

A
expressa vontade do eleitor por uma Câmara Municipal com uma oposição mais atuante, capaz de se contrapor ao autoritarismo popular do executivo municipal teve pouca valia. 

Antes de encerrar esse primeiro ano de mandato, a nova legislatura está quase toda rendida ao comando do único ator político com o domínio do palco. São pelo menos 12 vereadores, do total de 16, que aderiram totalmente aos desígnios do paço municipal e hoje mantém a Câmara no mesmo diapasão da instituição desmoralizada e fraca do passado, onde habitavam os sócios subornados com pequenos privilégios, os mesmos que acabaram apeados da vida pública no ajuste de contas que as urnas possibilitam.

Se Roberto Sobrinho continua navegando no poder da mais importante prefeitura de Rondônia sem qualquer Oposição política, também vive como o diabo gosta nas relações com instituições sempre severas, como soem ser os Ministério Público, estadual e federal. Essa blindagem inacreditável tem permitido ao prefeito da capital rondoniense usar o poder sem limites, como ator único e absoluto na cena política portovelhense.

MENTIRA É O INGREDIENTE

Roberto Sobrinho como administrador não é la essas coisas mas é um az na fabricação das cortinas de fumaça que escondem suas idiosincrasias e os fracassos da lamentável administração; fazendo uma propaganda sem o menor bom senso, onde as mentiras engendradas pelo marketing custeado com o dinheiro público, dá sempre o tom de pré-campanha do partido do prefeito e dele próprio.

Com a certeza de que não haverá nem mesmo desconforto a ser enfrentado pela sisudez do Ministério Público, do Tribunal de Contas e do arremedo de oposição politica, o marketing custeado com o dinheiro público pelo prefeito sustenta no imaginário coletivo a idéia de que todas as obras em andamento na cidade são iniciativas dessa gestão e de seu titular e não programas do governo federal, com recursos (em sua quase totalidade) também do governo do país.

Um exemplo claro dessa tática da cortina de fumaça criada pela gestão do prefeito de Porto Velho é a propoganda que se difunde nos grandes veículos (todos devidamente amestrados e amaciados com as gordas verbas públicas da publicidade municipal) sobre as obras dos viadutos nos principais entroncamentos da BR364 em seu trecho urbano.


Na propaganda da TV a idéia que se passa ao povo é de que tais obras viárias são da prefeitura municipal, de sua iniciativa, onde o governo federal tem apenas um papel secundário de coadjuvante. Quem vê a cara publicidade da prefeitura e depois passa pelas obras e vê, meio escondida, a placa afirmando que aquilo é “uma obra federal, executada pelo DNIT”, deve ficar sem saber o que pensar sobre a docilidade do MP em permitir que o prefeito gaste tanto dinheiro na mídia para veicular uma publicidade mentirosa que o coloca como o grande responsável por tais obras.

OBRAS QUE NÃO TERMINAM

Uma fonte com trânsito próximo ao núcleo de poder da prefeitura – que prefere não ser identificada – afirmou que não existe um ponto de equilíbrio entre a fiscalização e a transparência necessária, pela qual se pode revelar sinais de a corrupção e o superfaturamento não foram banidos. 

Consta que se ainda há alguma ponta de preocupação na esfera do Executivo Municipal é “por causa da renitente postura de alguns setores do Tribunal de Contas do Estado, onde certos expedientes são vistos com lupa” como é, ainda, o caso da viagem do prefeito e sua primeira-dama à Itália, que poderá não ter o “ok” daquela corte. 

Em relação ao MP, o sentimento que domina os setores mais importantes da municipalidade é o de que está tudo dominado pois “se alguma fiscalização for feita, será dentro de quatro paredes, numa política que manobra taticamente para não se estilhaçar os vidros fosco” da administração petista.

E assim, obras como o prolongamento da Pinheiro Machado, da Jorge Teixeira até a Rio Madeira não acabam nunca (ainda hoje se trabalha na implantação das guias, sarjetas e calçadas), enquanto outras sofrem de paralisia crônica, como é o caso do Mercado dos Produtores (na Baixa da União) onde esta gestão faz um nova e inexplicável reforma. E o que não falar da Vieira Caulla, onde se torrou tanto dinheiro público e nem assim, praticamente depois de cinco anos, a obra não acabou. 

Até a construção dos viadutos na BR-364, a prefeitura se diz a idealizadora.

 




Comentários (1)
Covarde

Quase 50% do meu salário é transformado em salário para custear as mordomias dos meus representantes, espero que o futuro não me traga Roberto Sobrinho como o meu Patrão, não sei o será de mim. SOS MP, TCE e TRE de Rondônia

JOSÉ REGINALDO GOMES - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 14/11/2009 01:14:29  [IP: 201.34.205.***]
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