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Porto Velho,  qua,   23/setembro/2020     
reportagem

Aprovação da Lei do Ato Médico causa medo e revolta em profissionais da saúde

2/11/2009 15:57:31
Por Aldrin Willy
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O Projeto de Lei vincula maior parte de procedimentos à indicação de um médico. 



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A fisioterapeuta Conceição Mesquita Taborda considera a aprovação, na Câmara dos Deputados, da Lei do Ato Médico uma afronta às demais classes de trabalhadores da saúde. Isso porque, segundo ela, a proposta cria uma reserva de mercado, restringindo práticas de outros profissionais da saúde, a exemplo de enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, etc.

Na realidade, apenas dois dos 14 conselhos de classe ligados à saúde são amplamente favoráveis ao projeto como ele está proposto. Segundo o psicólogo Ricardo Moretzsohn, o projeto de lei cria uma hierarquia entre médicos e outros profissionais da saúde.“Os médicos são nossos companheiros nas equipes de saúde, mas não podem jamais ser vistos como profissionais hierarquicamente superiores”, diz. 

“Da forma como o Projeto se encontra, ele limita ao médico a prescrição terapêutica. E o que é isso? É todo o encaminhamento que se dá ao paciente! Ficariam, todas as demais profissões regulamentadas da área da saúde, à mercê de uma designação médica. É corporativismo demais.”

Outro profissional contrário à Lei do Ato Médico é o enfermeiro Gilberto Linhares Teixeira. Para ele, o projeto é “retrógrado” e “possui artigos que submetem todos os atos e ações de outros profissionais de saúde ao médico”. Segundo diz, “isso significa que todos os profissionais de saúde só poderão agir sob recomendação de um médico”.

Contudo, há quem defenda o projeto. É o caso do urologista Luciano Carvalho. Ele justifica que a aprovação do projeto vai definir a atuação de cada profissional. “É fundamental para estabelecer muito bem onde cada um deve trabalhar, com limites e determinações”, diz. Mas quanto à polêmica sobre a criação de uma hierarquia entre médicos e outros profissionais da saúde, Carvalho desconversa, dizendo apenas que “o médico reconhece, entende e solicita a participação de outros profissionais. A regulamentação dessas normas jamais vai impedir o trabalho em equipe”.




Comentários (1)
Corporativismo puro

Acho que os médicos são a base e o centro da atenção à saúde. No entanto, nessa empreitada de socorrer as pessoas aflitas eles não estão sozinhos e nem podem querer tomar para si a exclusividade do cuidado com a pessoa humana. Por isso temos enfermeiros (que são quem de fato cuida dos pacientes) psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e tantos outros profissionais que, como os médicos, são também fundamentais para uma boa e correta prestação à saúde de todos nós.

Diego Souza - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 2/11/2009 16:24:52  [IP: 200.140.2.***]
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Médicos detentores do saber!?!?

Simplismente absurdo, nós evoluimos ou estamos em processo regressivo? Passamos pela multidisciplinariedade Estamos na era da equipe transdisciplinar, e agora os médicos ficam do alto ditando quem é quem e o que é o que para os demais agentes da promoção, prevenção e reabilitação da saúde???? é brincadeirinha né?????

walmilia - vilhena/ RO.
Enviado em: 3/11/2009 22:58:30
 [IP: 201.3.49.***]


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