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Porto Velho,  qua,   12/agosto/2020     
reportagem

Complô do silêncio na Assembléia tenta abafar denúncia do deputado Miguel Sena

26/10/2009 08:55:46
 
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Miguel Sena é deputado do PSDB (filiado recentemente) e membro da mesa diretora da Assembléia. Sua denúncia é abafada pelo complô do silêncio do próprio parlamento e do Ministério Público. 



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Até o último domingo do mês de outubro o resultado da enquete realizada pelo site www.imprensapopular.com mostrava de forma insofismável o interesse e também o desencanto de parte da população rondoniense sobre o comportamento dos deputados estaduais de Rondônia diante das gravíssimas denúncias formuladas mais uma vez pelo deputado Miguel Sena, um integrante da mesa diretora da Assembléia Legislativa de Rondônia.

Apesar de membro da mesa diretora e de titular de uma comissão que funcionou para verificar como se processava a distribuição da verba de publicidade da Assembléia, as denúncias do parlamentar sobre os desvios, os favorecimentos e a motivação política pela qual se lastreia as ações da agência de publicidade contratada pelo parlamento para cuidar de sua imagem; as denúncias de Miguel Sena acabam vítimas do mais vergonhoso complô do silêncio já articulado entre os parlamentares (e também no Ministério Público), numa demonstração inequívoca de que a maioria daquele Casa prefere abafar o caso.

A DENÚNCIA

O deputado Miguel Sena tem afirmado que a manipulação da verba de publicidade da Assembléia serve a vários interesses políticos escusos. Somente veículos da mídia devidamente cooptados aos interesses políticos de alguns deputados com cargos de maior influência na casa são agraciados com parte desses recursos. Aliás, para a população, saber quanto a Assembléia gasta a título de publicidade todo mês é um mistério indevassável.

Neste mês de outubro o deputado Miguel Sena revelou a existência de uma operação executada pelo próprio dono agência, Clayton Pena, baseada no suborno de donos dos veículos (o deputado falou de pelo menos uma dona de jornal) para trabalhar no sentido de montar um caixa 2, certamente para ser utlizado por algum deputado no próximo ano.

O deputado chegou a ameaçar tornar pública gravação da proposta criminosa do publicitário à dona do veículo de comunicação, se a Assembléia não tomasse providências para romper o contrato com a famigerada agência.

POVO INDIGNADO

Os resultados de enquete realizada por Imprensa Popular (www.imprensapopular.com) mostra a existência de uma grande indignação no seio do povo diante da postura de avestruz adotada tanto pela Assembléia como pelo Ministério Público estadual em relação à denúncia do parlamentar.

Enquanto 22% dos participantes da enquete acham que o deputado Miguel Sena não pode ficar simplesmente na denúncia feita da tribuna da Assembléia, em discursos, e deve formalizar a denúncia em órgãos de investigação, outros 26% entendem que o Ministério Público Estadual e a Polícia Federal devem investigar, de pronto, a denúncia que se tornou pública. Mesmo sem que ela seja formalizada pelo autor junto a esses órgãos.

Na verdade, o resultado da enquete demonstra também que a publicidade feita pela Assembléia Legislativa, paga com o dinheiro do contribuinte, praticamente não melhorou em nada a desgastada imagem do legislativo rondoniense.

17% dos participantes da enquete consideraram que este tipo de prática denunciada pelo deputado Miguel Sena é comum no parlamento estadual. Somado a esses, 9% dos participantes disseram que “a pouca vergonha” continua sendo a tônica da Casa. Para 13% dos que participaram existe evidências de que o “marqueteiro” da Assembléia nunca foi “boa bisca”.

SILÊNCIO CRIMINOSO

Certamente se o cenário político não fosse o de Rondônia, o deputado Miguel Sena seria instado pela comissão de ética da Casa a confirmar suas denúncias sob pena de responder por quebra do decoro parlamentar, correndo o risco de perder o próprio mandato.

A Assembléia Legislativa tem um xerife, o deputado Valter Oliveira, que é o corregedor. E nele que 4% dos participantes da enquete do jornal depositam esperanças de que a denúncia de Miguel Sena será devidamente apurada numa investigação que aponte quem estaria se beneficiando da suposta montagem desse caixa 2.

O silêncio sepulcral diante de uma denúncia formulada por um deputado componente da mesa diretora da Assembléia Legislativa de que recursos públicos (verba de publicidade) estão servindo para atividades criminosas de suborno e formação de caixa 2 é, na melhor das hipóteses, a confissão de que há verdadeiramente um complô para garantir a impunidade, mostrando ser pura balela o discurso de recuperação da moralidade e da transparência naquele poder.

Não exigir do deputado Miguel Sena a divulgação da gravação secreta que diz ter, comprovando as propostas de suborno para a construção do Caixa 2 é atestar para opinião pública que há deputados verdadeiramente de rabo preso com as falcatruas feitas com o dinheiro público, que paga a publicidade da Casa.

O complô do silêncio é geral. Ora, como o Ministério Público do Estado pode ficar surdo diante de uma denúncia tão séria feita por um parlamentar que faz parte da mesa diretora da Casa? É realmente de causar espanto, principalmente quando do Ministério Público Federal no estado rondoniense, as noticias sobre processos de políticos rondonienses envolvidos em máfias de licitações, em escândalos de vampiros e sanguessugas , são constantes.

Triste constatar que o Ministério Público Estadual não demonstra o menor interesse em investigar uma denúncia feita por um parlamentar, sobre desvios e corrupção praticada com o dinheiro público da própria Assembléia como se a rotina do roubo, do enriquecimento ilícito, do suborno, deva continuar como praxe na política rondoniense.




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