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Porto Velho,  qua,   12/agosto/2020     
reportagem

Produção mundial de alimentos precisa crescer 70% até 2060

21/10/2009 21:35:50
 
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Ninguém parece se sensibilizar, mas atualmente mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo. 



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O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito Humano à Alimentação Adequada, Olivier de Schutter, fez neste mes de outubro de 2009 um importante alerta para os dirigentes mundiais: a produção mundial de alimentos precisa aumentar 70% até 2050 para suprir a demanda crescente.

"Temos que enfrentar a situação", afirmou ao participar do seminário Exigibilidade do Direito Humano à Alimentação Adequada e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Brasília.

Durante a abertura do evento, ele lembrou que mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passam fome.

INVESTIMENTOS IRRISÓRIOS

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) calcula que apenas os países em desenvolvimento precisam investir anualmente US$ 44 bilhões em agricultura para alimentar sua população — calculada em 9 bilhões de pessoas até 2050. Atualmente, os investimentos são de US$ 7,9 bilhões.

Schutter destacou, entretanto, que o aumento da produção de alimentos representa apenas "parte da equação" que envolve a segurança alimentar. Para ele, a fome é uma questão "multifatorial", que exige a inclusão de temas como cooperação internacional no debate, além de mecanismos que exijam dos governos não apenas a ampliação, mas o monitoramento da produção de alimentos.

O representante da FAO no Brasil, José Tubino, avaliou que o mundo tem "desafios gigantescos" provocados por "crises simultâneas que geram grande volatilidade da situação mundial". Ele citou, como exemplo, as crises financeira e energética e perguntou se será mesmo possível continuar transportando alimentos "de um lado do planeta a outro", como muitos países ainda fazem.

"É preciso pensar em como incentivar a produção de alimentos, em como reorganizar o mercado das commodities, na situação dos recursos naturais, sobretudo no Brasil e na América Latina, e em bioenergia", ressaltou.

Para Tubino, o mundo terá que enfrentar "mudanças radicais", inclusive provocadas pelas alterações climáticas. A grande pergunta, segundo ele, é se é possível continuar produzindo alimentos da mesma forma como é feito atualmente. O representante da FAO cobrou ainda a criação de uma aliança internacional contra a fome.

FOTO: Condepress




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