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Porto Velho,  qua,   12/agosto/2020     
reportagem

Transplantes: adolescentes terão prioridades em receber órgãos doados

21/10/2009 21:35:01
 
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Na realidade, o grande problema a ser solucionado é o baixo número de doadores em detrimento à procura. 


 

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta, 21, que pessoas com menos de 18 anos passarão a ter prioridade para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária. Segundo o ministério, isso se dá devido à maior expectativa de vida desses pacientes.

A medida faz parte do novo regulamento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que será publicado em Diário Oficial nesta quinta. Entretanto, o ministério informou que as normas só passam a valer a partir do dia 1º de novembro.

De acordo com as novas regras, os doadores que tenham alguma doença transmissível poderão doar para pacientes que tenham o mesmo vírus. Segundo a coordenadora do SNT, Rosana Nothen, a meta é ampliar o número de doadores potenciais:

A morte encefálica é cada vez mais rara, porque as pessoas se cuidam mais, então temos que conviver com a questão da escassez. Assim sendo, temos que otimizar os procedimentos. Por isso a doação de pessoas com o mesmo vírus”, explicou.

Dessa forma, órgãos de um doador que tenha hepatite C, por exemplo, agora já podem ser transplantados em um paciente que também seja portador da mesma doença.

O transplante entre pessoas vivas também sofreu modificações. Antes era preciso autorização judicial. Com o novo regulamento, uma comissão de ética formada por funcionários do hospital onde será realizado o procedimento é que vai autorizar o transplante.

O ministério também pretende incorporar ao trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) a cirurgia de retirada e o processamento de pele, que é uma ação inédita no Brasil. De acordo com o Ministério, o transplante de pele é indicado para tratar de grandes queimaduras.

Para os que defendem essa decisão, há uma lógica em se priorizar os jovens na destinação desses órgãos doados. Ora, se uma criança, pessoa ainda em fase de crescimento, possui chances muito maiores de se adaptar a um novo órgão e a essa nova vida, porque não privilegiar?, afirmam os favoráveis à nova postura anunciada pelo Ministério da Saúde.

De nossa parte, entendemos que não se pode esquecer que existem pessoas com mais idade que devem possuir o mesmo direito. Na realidade, o grande problema a ser solucionado é o baixo número de doadores em detrimento à procura. O Brasil teria de criar mecanismos de estímulo à doação de órgãos para que esse tipo de escolha não tivesse de ser feita. Mas isso passa pela caridade pessoal de cada um, que pode, com a própria morte ou da dor da perda de algum familiar, fazer um gesto de amor ao próximo.




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