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Porto Velho,  qua,   26/janeiro/2022     
política

Eles sempre escaparam ilesos e agora, pasmém, estão ameaçados pelo PMDB

20/10/2009 02:53:00
 
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Os irmãos Donadon, um deputado estadual e outro federal, distribuiram informação à imprensa confirmando preocupação com as recentes declarações do chefe do partido, diante de declarada ameaça de que poderão ficar sem legenda para disputar as eleições de 2010. 



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Envolvidos nos escândalos mais sombrios da política rondoniense, os Donadons se mantiveram, até hoje como os políticos mais influentes do Cone Sul rondoniense e certamente os grandes colecionadores de vitórias eleitorais desse jovem estado amazônico.

O clã Donadon iniciou seu domíno na politica da região de Vilhena (cidade do sul de Rondônia, localizada na divisa com Mato Grosso) com o pai dos atuais deputados Natan Donadon (deputado federal) e Marco Donadon (estadual), quando este foi prefeito de Colorado do Oeste e se transformou no primeiro prefeito afastado do cargo por corrupção no estado rondoniense.

Até recentemente quem liderava a clã era Melki Donadon. Este era o nome ungido pela família para os maiores saltos na política. Foi prefeito de Colorado e de Vilhena e ali, como chefe políica, conseguia sempre eleger os parentes para os cargos de prefeito nas duas cidades mais importantes do Cone Sul.

INTOCÁVEIS

Os políticos da família Donadon são bem parecidos com os personagens da poderosa máfia italiana que operava nos Estados Unidos ao tempo de Al Capone. Aqui, em Rondônia, até agora eles se comportaram como “os intocáveis” e galgaram posições, enriqueceram-se extraordinariamente, responderam a vários processos, sofreram condenações e mesmo assim, nesse redemoinho de lama, em nenhum momento sofreram qualquer prejuizo sério, constrangimento, prisão ou devolução daquilo que desapareceu do erário quando eram responsáveis como ordenadores de despesas na administração pública.

Natan Donadon (hoje deputado federal) chegou a ser foragido da Justiça e ao contrário de ir para o xadrez foi paraol plenário da Câmara dos Deputados onde está até hoje, fazendo aquela politicazinha pequena do varejo mas acreditando ser um figura de expressão no cenário do parlamento nacional.

Marco, o irmão mais novo, continua deputado estadual contando sempre com a incapacidade dos membros do parlamento estadual em lidar com os corruptos do poder, de forma a puní-los por ferir o decoro e permitir rombos no dinheiro da Assemblía, ou seja, do povo.

Melki – que tambem sofreu setenças condenatórias na Justiça – está hoje sem cargo, depois de ter sido prefeito várias vezes, ainda não recebeu nenhuma punição pelos seus atos. Talvez a maior punição para este que era o mentor das ações de seu clã sinta-se punido, agora, pela sua inexorável perda de poder, quando viu finalmente seu time derrotado por um adversário meio debutante na politica, o novo prefeito de Vilhena, Jose Rover.

ESPADA DE RAUPP

Sem o antigo espaço que permitia a Melki praticamente impor suas vontades políticas, como um cacique na sua região, o ex-prefeito e mentor principal do clã Donadon decidiu deixar o PMDB ao ficar ciente de que não teria mais espaço para disputar o governo do Estado, cargo que sempre cobiçou e que tentou por outras legendas, sem sucesso.

Mas lá ficaram seus irmãos Marco e Natan, dois dententores de mandato, na certeza de que seguiriam suas vidinhas como sempre seguiram, sem sofrer nenhum tipo de arrocho. 

Parece que ambos estão prestes a confirmar a máxima popular de que o castigo acaba vindo, mesmo que a cavalo.

Os dois Donadons que até agoram escaparam de todas as ações da Justiça sem parar na cadeia poderão, conforme os próprios deixaram claro na informação que distribuiram á mídia, ficar sem legenda para disputar a reeleição aos seus cargos de deputados pelo PMDB.

E esta punição, ainda que tardia, anunciada nas entrelinhas pelo Senador Valdir Raupp, está causando frisson nos dois irmãos e em seus lambe-botas. Ambos se dizem indignados com as declarações de Raupp.

Mas, lamentavelmente, o senador que é o presidente regional do PMDB, não foi categórico no assunto. Apenas insinou que os dois irmãos deputados podem ser prejudicados na convenção do PMDB, em função da abrupta mudança de partido do mentor do clã, o ex-prefeito Melki.

Se na hora “h” o PMDB negasse legenda para manter os dois deputados na vida pública, certamente estaria prestando um grande serviço ao povo de Rondônia e aplicando a punião que a Justiça até hoje não conseguiu, mesmo exarando sentença que deveria culminar na prisão desses dois homens públicos, pelo envolvimento em esquemas de corrupção que nunca lhes causou maiores problemas, como se ambos fossem “intocáveis”.




Comentários (1)
raposas velhas

Duvido muito e só acredito vendo que um partido como esse PMDB, cuja história tem sido enlameada pela cúpula, vai puxar o tapete dessas raposas velhas... É mais acreditar em papai noel e coelhinho da páscoa.

Joãp Dias - Porto Velho/ RO.
Enviado em: 21/10/2009 13:42:13  [IP: 200.101.66.***]
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