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Porto Velho,  sáb,   25/novembro/2017     
entrevista

Ministro garante lançamento de programa de pesca para Amazônia

18/10/2009 14:56:22
 
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Altemir Gregolin, Ministro da Pesca e Aquicultura, disse ao participar de um programa de televisão produzido pelo próprio governo, que lançará no próximo mês um programa especial de pesca para a região amazônica. 


 

O ministro considerou que o Brasil precisa vencer o desafio de aumentar sua produção de pescado. “Hoje produzimos um milhão de toneladas de pescado e temos condições de produzir 20 milhões de toneladas. Poucos países do mundo têm o potencial do Brasil, com mais de oito mil quilômetros de costa e a maior reserva de água doce do mundo. Há enorme potencial de crescimento para a pesca, especialmente em águas profundas. Nosso esforço é para sermos um dos grandes produtores mundiais de pescado. A pesca de espécies nobres como atuns e anchovas, pode ser incrementada em todo o País”.

Para a região amazônica, na qual está inserido o Estado de Rondônia, o Ministro Altemir Gregolin garantiu que tem um plano especial, a ser lançado no mes de novembro desse ano de 2009. “Será o plano Amazônia Sustentável na Área da Pesca e da Aquicultura. Nossa contribuição é propor para a região a melhor alternativa de produção de proteína animal que é a de pescado. Temos espécies de primeira qualidade, como pirarucu, que chega a dez quilos num ano – não tem espécie a nível mundial que cresce tão rapidamente como essa – e uma série de outras espécies nativas. A marca Amazônia tem um apelo de mercado internacional fantástico. A atividade do pescado é mais rentável do que a produção bovina naquela região e com uma vantagem: preserva a floresta. Tem mais rentabilidade, inclusive, fizemos um levantamento, a produção de gado tem uma renda média de R$ 400 por hectare, não chega a mil. A produção de tambaqui em tanques escavados tem uma rentabilidade de R$ 8 mil por ano. Se for em tanques-redes, chega a R$ 100 mil por ano. Então, a diferença é de R$ 1 mil para R$ 8 mil por ano, em tanques escavados; ou R$ 1 mil para R$ 100 mil, se forem produzidos em tanques-redes”.

 

FALTOU APOSTAR

Ao aprofundar suas observações sobre os problemas que contribuiram, até hoje, para os péssimos números da pesca no Brasil, o ministro destacou que faltou ao país apostar nesse segmento como um itém importantíssimo para o desenvolvimento econômico.

Essa situação, na opinião do ministro precisa mudar agora e, como acredita, terá a grande contribuição da Embrapa. “A Embrapa Aquicultura e Pesca é uma questão estratégica. Se o Brasil ainda não é um campeão na produção de pescado, é porque o Estado brasileiro não apostou nisso nos últimos 40 anos. Se tivesse apostado, seríamos hoje tão competitivos nesta área como somos em produção bovina, de frangos e de suínos. A produção dessas carnes se consolidou. São competitivas porque o País apostou nisso. Criou um sistema nacional de crédito rural em 1967; a Embrapa em 1973; a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural, Embrater, em 1975. Gerou instrumentos de política agrícola que permitiram o desenvolvimento e a consolidação dessas cadeias produtivas. Isso não aconteceu com o pescado. Estamos construindo uma política de Estado, de longo prazo. A Embrapa Aquicultura e Pesca tem o objetivo de desenvolver e difundir tecnologias para tornar a produção de pescado competitiva”.




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