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Agentes de saúde participam de curso de terapia comunitária

10/10/2009 17:38:14
 
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A capacitação, ministrada pelas terapeutas Ana Lúcia Horta e Celina Daspett, iniciou na última segunda-feira e encerra neste domingo(11), no auditório do Sindicato dos Servidores do Judiciário(Sinjur), que está apoiando o evento 


 

Agentes comunitários de saúde de Porto Velho, que integram o Programa Saúde da Família(PSF), participam do curso de Formação em Terapia Comunitária (TC) promovido pelo Ministério da Saúde(MS). A capacitação, ministrada pelas terapeutas Ana Lúcia Horta e Celina Daspett, iniciou na última segunda-feira e encerra neste domingo(11), no auditório do Sindicato dos Servidores do Judiciário(Sinjur), que está apoiando o evento.

No curso, os agentes aprendem técnicas de terapia popular realizada em grupo. A técnica parte de uma situação-problema trazida por uma pessoa ou família em crise. Após a exposição do sofrimento ou da dificuldade, o terapeuta comunitário lança perguntas ao grupo, motivando a reflexão coletiva. Com a TC, os agentes não vão cuidar de doenças em si.

O foco da TC é criar um ambiente acolhedor onde o sofrimento que acompanha toda a situação de crise possa ser acolhido. “ Ao acolher a dor e permitir a troca de experiências de vida, é possível auxiliar na descoberta de saídas para a crise, utilizando os recursos latentes dentro da própria comunidade”, declarou Ana Lúcia Horta, acrescentando que a TC funciona como um grupo comunitário de ajuda mútua, onde todos são convidados a partilhar seus talentos,dores e saberes. 

Para Horta, aquele que foi ajudado sente-se melhor, vislumbra soluções para suas dificuldades, descobre competências escondidas e cria novos laços de respeito e afeto dentro da comunidade. “ Aquele que ajudou também cresce no processo, percebe a riqueza de sua experiência de vida e resgata sua auto-estima”, observa. 

Os temais mais freqüentes levados para discussão em grupo são conflitos familiares, nervosismo e estresse, violência doméstica e social, delinqüência juvenil, desemprego, pobreza, problemas de moradia, uso de drogas, doenças emocionais e psicossomáticas, situações abandono social, depressão, etc. 

Para a terapeuta, a TC promove a construção de redes sociais de apoio através de um processo simples e afetivo, estimulando a construção de uma nova teia de relações sociais solidárias, promovendo a inclusão e a resiliência. Com a força do coletivo, as pessoas aprendem a transformar a dor em crescimento e as carências em competências. 

A terapia comunitária surgiu em Fortaleza (CE) na década de 80, fruto do trabalho do psiquiatra, professor e antropólogo cearense, Adalberto de Paula Barreto. Barreto iniciou um trabalho de saúde mental em uma das 110 comunidades do Pirambu, a segunda maior favela do Brasil. A TC foi adotada como ferramenta terapêutica tanto pela Secretaria Nacional Anti-Drogas quanto pelo Ministério da Saúde, que está promovendo a capacitação de profissionais vinculados ao Programa de Saúde da Família (PSF). 

FONTE: Assessoria/PMPV




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