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Porto Velho,  qua,   17/julho/2019     
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Ernesto Melo tenta ressuscitar centro histórico de Porto Velho

2/10/2009 08:45:06
Por Aldrin Willy
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No antigo Mercado Público o compositor e puxador de escola de samba tenta reerguer a região como ponto cultural importante da cidade. 



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Há mais de 45 anos, funciona nas dependências do antigo Mercado Central, o antológico “Bar do Zizi”. Localizado no centro da capital, o lugar já foi o principal ponto de encontro da nata da intelectualidade e da boemia de Porto Velho, mas há alguns anos, em especial após o incêndio que lhe consumiu parte da estrutura, vinha sendo negligenciado, amargando uma lenta e sorumbática decadência. 

O golpe fatal foi dado justamente – quanta ironia – na obra que se dispunha a restaurá-lo. Em alguns minutos, pela madrugada, de um só golpe o prédio ancestral, com estreitas ligações à própria história de Porto Velho, veio abaixo, levando consigo parte de seu legado. 

A reforma virou então construção e, no lugar da edificação histórica, outro prédio foi erguido, simulando algumas linhas do original. Pronto, o agora “Mercado Cultural” foi entregue à cidade em maio desse ano. 

Pôde-se então perceber que além de não guardar mais nenhum resquício físico de sua história, o antigo Mercado foi “adaptado”, recebendo anfiteatro, praça de alimentação e estandes para o comércio. Nessa história, chama bastante atenção o fato de dinheiro público ter financiado a destruição do patrimônio histórico da cidade, perpetrada – o que é ainda pior – pela própria prefeitura. 

Ainda se esforçando para deglutir o estrago, aos poucos a comunidade volta ao cotidiano. E o Bar do Zizi, agora em novo ambiente, vai retomando sua vida. E é nesse esforço para trazer de volta a efervescência cultural ao centro da cidade que o cantor e compositor Ernesto Melo tem feito da calçada do Mercado Cultural o palco para suas apresentações. Sempre às sextas-feiras, depois das 19h, ele e o que há de melhor no samba de Porto Velho se reúnem para festejar a música e, por meio dela, cantar a história da cidade. 

O problema até agora, conta Melo, tem sido o público ainda pequeno. Mas isso ele atribui ao longo período em que a região central da cidade ficou deserta de atrativos culturais, o que contribuiu para afastar muita gente que havia se habituada a buscar boa música naquela região. 

“Perdeu um pouco o glamour, mas com essa revitalização, nossa esperança é que volte com mais força”, diz o sambista. “Nossa expectativa é de que em três meses, tudo isso esteja lotado”. 

A pouca atividade do próprio Mercado é um fator que dificulta maior procura. “Até agora, desde a inauguração, nenhum dos boxes funciona. As lojas temáticas estão vazias”, lembra Melo, defendendo a implantação de atrativos turísticos no lugar que hoje não é ocupado por ninguém. “Por que não botam ali uma chooparia ou artesanato, tudo já tem seu lugar, é só colocar aí dentro”. 




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