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Porto Velho,  qui,   6/agosto/2020     
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Empresas de ônibus tentam obter aumento na tarifa

2/10/2009 08:14:15
 
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Só duas capitais – Florianópolis e Campo Grande – cobram tarifa superior à paga pelos usuários do transporte coletivo da capital. Mesmo assim, fontes próximas do setor garantem que empresários já estão articulando junto a prefeito para obter um reajuste antes do final do ano. 



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A capital que reajustou mais recentemente a tarifa do seu transporte coletivo foi Natal, no Rio Grande do Norte. Lá o usuário do transporte coletivo paga agora, com o reajuste, uma tarifa de R$ 2,00. Fazia tempo que a tarifa naquela capital não sofria reajuste.

 

Em Porto Velho a situação é completamente diferente. Os empresários que operam o sistema de transporte urbano agem com a força do disfarçado monopólio organizado por eles e, assim, conseguem falar novamente em reajuste da tarifa mesmo sendo Porto Velho a capital com uma das mais altas tarifas de ônibus coletivo do país.

 

O superintendente da Associação Nacional de Transporte Público acha que “os argumentos em torno dos reajustes das tarifas” desse setor não podem ser entendidos por argumentos simplistas. Cada capital define quando reajusta a tarifa porque leva em consideração folha de pagamento da empresa de ônibus – os salários variam em cada cidade e os reajustes salariais também, explica ele –, combustível e manutenção.

 

Realmente não dá para saber se “os motoristas e cobradores de Porto Velho” estão entre os mais bem pagos do país, mas o fato é que seja com esse argumentou ou outro qualquer (e nesse qualquer, segundo se afirma, há sempre muita generosidade pela compreensão do poder concedente), os donos dos ônibus de Porto Velho sempre conseguem o reajuste pedido sem maiores resistência nem mesmo dos vereadores.

 

E esses empresários, de acordo com nossa fonte, estão prontos a pedir ao prefeito uma tarifa da ordem de R$ 1,50, “pois isso facilitaria até o troco” para os usuários.

 

LÁ FORA É DIFERENTE

 

Em São Paulo, cidade que tem mais de seis milhões de usuários por dia, a tarifa tem o mesmo preço de Porto Velho, R$ 2,30. Lá não existe aumento desde novembro de 2006 e o prefeito Gilberto Kassab garante que não haverá aumento esse ano. Na verdade, apesar de São Paulo não ter reajuste há três anos, a coordenadora do Índice de Custo de Vida (ICV) de São Paulo, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), Cornélia Nogueira Porto, diz que não há motivo para um reajuste.

 

Aqui em Porto Velho as tarifas subiram várias vezes nos últimos anos. Na opinião de economistas sérios, como é o caso de Silvio Persivo, “certamente não há motivo para se falar em reajuste, pois os empresários têm muita gordura para queimar”.

 

Prefeito nenhum gosta de conceder reajuste para o sistema coletivo de transporte. O problema é que os prefeitos são normalmente fáceis de serem manipulados, sobretudo se na conversa houver cifrões para animar as decisões.

 

O peso do transporte coletivo é muito maior para as famílias de baixa renda. Ou seja, as famílias mais pobres chegam a gastar algo próximo de 8% de sua renda com o transporte coletivo.

 

Ilustração: TeleTube 




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