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Porto Velho,  dom,   22/setembro/2019     
reportagem

Todo ano mil brasileiros têm o penis amputado

25/7/2009 19:24:38
 
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O câncer peniano pode ser evitado com higiene local. Com o avanço, além da perda do pênis, o doente poderá ter de amputar até as pernas. 


 

“O câncer de pênis é uma doença que mutila o homem, tanto na parte física, quanto na alma. São mil amputações por ano no país. Apesar disso, é um dos cânceres mais evitáveis que existe no mundo. É associado à falta de higiene na área genital”, esclareceu o médico Aguinaldo Nardi, coordenador de campanhas públicas da SBU.

 

O assunto começou a ser abordado pela classe médida brasileira dentro da Campanha Nacional sobre o Câncer de Penis, que começou no último dia 20, numa promoção da Socidade Brasileira de Urologia.

 

Cerca de mil brasileiros têm o pênis amputado a cada ano por causa do câncer. Mas, apesar de grave, a doença é fácil de ser evitada, bastando cuidados de higiene local. Se for diagnosticada no início, a lesão cancerosa pode ser removida sem sequelas. Em casos avançados, a doença pode levar, inclusive, à amputação das pernas.

 

Os primeiros sintomas são pequenas feridas que demoram muito para cicatrizar. “Toda lesão no pênis que não sara no prazo de 15 dias deve ser vista por um médico. Na fase inicial, o tratamento é muito simples, bastando tirar a lesão e o paciente fica curado".

 

FIMOSE E SEXO

Um complicador do problema é a fimose, que torna difícil a limpeza, o que só é resolvido com cirurgia. Outra medida importante para se evitar a doença, segundo o médico, é ensinar as crianças a higienizarem o pênis desde pequenas.

De acordo com o médico, um dos fatores que predispõem ao câncer de pênis é o HPV, um vírus transmitido em relações sexuais. Por isso é importante também estar atento à presença do HPV, que muitas vezes se manifesta como uma pequena verruga e que é contagiosa e provoca outro tipo de câncer, o de colo de útero feminino.

Para diagnosticar essas doenças, segundo Nardi, o melhor é procurar um urologista. Mas ele reconhece que o acesso ao especialista é difícil no sistema público de saúde. “Infelizmente o serviço público não dispõe de urologistas na quantidade que precisamos no Brasil. Ainda é muito difícil conseguir uma consulta com um especialista no SUS”.

Como solução, ele cita a implementação da Política de Saúde para o Homem, uma série de medidas propostas pela SBU, que deverá ser sancionada ainda este ano pelo governo federal. Entre as ações há a proposta de serem criadas unidades específicas para problemas masculinos, chamadas de Centro de Saúde do Homem.“O câncer de próstata mata tanto quanto o de mama”, exemplificou ele, citando outra doença que atinge em grande número os homens, com cerca de 50 mil casos por ano no país.

 Na capital de Rondônia, é o médico Francisco Novais quem lidera a campanha de alerta contra o câncer peniano. Representante da Sociedade Brasileira de Urologia (seccional Rondônia), Novais acredita que a campanha de prevenção é um importante passo em direção a prevenção à doença.

 

A informação é o que faz a maior diferença, diz o médico.




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