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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
política

Prefeito também aderiu à prática do patrimonialismo na vida pública

28/6/2009 15:47:38
 
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A verdade é que o prefeito está, como se afirma à boca pequena, cada vez mais rico. Ele nunca mais vai depender do salário de servidor da Assembléia para manter a vida. 



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Quem conheceu o prefeito da capital rondoniense, Roberto Sobrinho, no tempo em que ele tinha uma vida franciscana e sobrevivia apenas com o salário de servidor público da Assembléia Legislativa, não poderia acreditar que em menos de 15 anos a militância política iria mudar o seu perfil sócio-econômico, inserindo-o definitivamente na chamada classe média alta, com um patrimônio de causar inveja a todos os demais professores que não tiveram, como ele, as benesses da vida pública.

O hoje prefeito da capital certamente não vai mais ao bairro Quatro de Janeiro onde morou por vários anos numa casinha do estilo BNH que reformou com dificuldades. Hoje, morando numa mansão do Jardim das Mangueiras, o prefeito que se refestela nas mordomias do cargo e talvez, nas Hillux de luxo compradas com o dinheiro do povo, nem se lembra que há poucos anos seu veículo não passava de um fusquinha usado.

É difícil compreender porque uma pessoa tão ideológica (defensor de um pensamento revolucionário) mudou tanto ao assenhorear-se do poder.

 

PRESENTE DO FILHO

Tudo confirma a suspeita de que Roberto adotou de vez a visão patrimonialista do poder político. A última edição do jornal O Combatente (www.ocombatente.com) revelou que o prefeito conseguiu dar a um filho o primeiro estabelecimento comercial, no setor de gastronomia, do Porto Velho Shopping.

Na verdade é inegável que o poder tem beneficiado, e muito, a Roberto e sua família, além de amigos e demais apaniguados.

Há uma certa indignação de um grande segmento da população de Porto Velho, que se sente lograda com a situação de abandono da cidade pela gestão atual. Sobrinho, para ser reeleito, usou e abusou da propaganda oficial, das promessas e tantas outras práticas nada republicanas para convencer o eleitorado que agora percebe ter sido vítima de uma bem engendrada máquina midiática sustentada com o dinheiro arrecadado com impostos cada vez mais escorchantes.

 

PÚBLICO E PRIVADO

O poder não serve apenas para beneficiar o próprio Roberto e família. Os recentes episódios, deliberadamente escondidos pela grande imprensa, da prefeitura, como a insistência em patrocinar mais um trem da alegria, comprova que o tal burgo-mestre mantém a confusão deliberada entre o público e privado, permitindo o apadrinhamento de amigos, agregados, correligionários, num sistema de nepotismo disfarçado, direto ou indireto, em sentido estrito ou mais amplo.

A praga nefasta de dar cargo a incompetentes e despreparados está grudada na gestão de Roberto. É por isso que um incompetente como Jair Ramires está lá, mesmo depois de revelados os seus envolvimentos em escândalos que começaram lá em Ji-Paraná, de onde foi politicamente escorraçado.

O número de escândalos denunciados pela imprensa (sobretudo por www.rondoniaovivo.com) é mais do que suficiente para indicar algo grave na gestão petista da capital rondoniense.

O problema é que uma parte da Câmara Municipal de Porto Velho aceita manter uma convivência promíscua com esse Executivo, renegando o compromisso assumido com eleitorado, quando disputou a vaga nas hostes da Oposição.

Por isso não há o menor interesse em fiscalizar estes atos tenebrosos da Prefeitura e muito menos verificar os ralos por onde se esvai boa parte dos recursos que deveriam ser bem aplicados em favor da comunidade.

A Câmara Municipal age fora do foco do interesse da população. Os vereadores continuam sem entender que o povo está farto dessa posição submissa de seus representantes, permitindo que todo tipo de irregularidades praticadas pelo executivo municipal acabe sempre na impunidade e não tenha freios a tantas ambições pessoais.

Aqui cabe, também, um alerta a outros órgãos e instituições responsáveis pela vigilância dos atos praticados pelos titulares das administrações públicas. A denúncia é dever que os sistemas de fiscalização e controle precisam manter e ampliar.

Os meios de comunicação, ao transformar esses atos em escândalos, pela publicidade que ganham, cumprem a tarefa histórica de dar condições a que a estrutura pública se aprimore, que se respeite o dinheiro público e se valorize a escolha que os eleitores fizeram nas urnas.




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