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Porto Velho,  ter,   17/setembro/2019     
reportagem

Piratas continuam donos do pedaço no centro de Porto Velho

14/6/2009 22:28:21
Por Gessi Taborda
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A prefeitura gastou uma fortuna reformando o camelódromo, agora chamado de shopping popular, e mesmo assim o comércio pirata e de contrabando ainda infesta áreas importantes do centro comercial. 



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O prefeito de Porto Velho, o petista Roberto Sobrinho, nunca demonstrou coragem para enfrentar o comércio pirata e de contrabando que infesta as ruas de Porto Velho, especialmente na área central e em núcleos comerciais de bairros como o JK e o Eldorado.

Como se estivesse associado a este comércio ilegal, o prefeito chegou a entregar durante um longo tempo a chamada Praça dos Engraxates ao domínio dos camelôs.

Eles só deixaram aquela área pública quando a prefeitura terminou (com dinheiro vindo de Brasília, é bom que se diga) as obras de reforma e modernização do antigo camelódromo (resquício do falecido prefeito Chiquilito Erse), transformado no tal “shopping popular”.

No tempo de Chiquilito o camelódromo foi construído exatamente como uma alternativa para livrar o centro (especialmente praças e passeios públicos) da invasão dos camelôs. A tentativa não surtiu efeito.

Boa parte dos “ambulantes” e camelôs transferidos para aquele espaço abandonaram o local que se mostrou não ser atraente economicamente, pois não conseguiu a concentração de consumidores que se imaginava.

Muitos dos que foram agraciados com as lojinhas no tempo do Chiquilito voltaram a ocupar as calçadas dos dois lados da Sete de Setembro onde está o grande fluxo das pessoas que vem dos bairros para o centro da capital.

 

O PROBLEMA CONTINUA

A inauguração do tal shopping popular não resolveu o problema da invasão e apropriação do espaço público pelos camelôs.

Na verdade a marca da incompetência dos últimos prefeitos e do atual em resolver de vez essa questão está muito próxima da prefeitura. Na Comendador Centenho, área nobre da cidade, o comércio ilegal de produtos piratas e advindo do contrabando se estende até a rua Rio Branco, toma conta de parte da praça Jonathas Pedrosa e vai avançando pela avenida Sete de Setembro.

Na laderia próxima em direção à prefeitura, numa área de ruinas, o que existe é “uma mini feita paraguaia”, onde são vendidos games para Playstation, CDs, DVs, ventiladores, aparelhos de som entre outros aparelhos eletrônicos, tudo advindo do contrabando.

Na Sete de Setembro ainda há uma infestação de camelôs vendendo de DVDs piratas, redes, óculos, etc.

E não são apenas os camelôs que dominam o espaço público impedindo que pedestres utilizem seguramente o passeio público para transitar. Há, também, aqueles que montaram verdadeiras casas de sucos, pastelarias, chips de banana, que parmanecem ocupando o espaço público há anos sem qualquer tipo de restrição.

Esses ocupam vagas que poderiam servir para o estacionamento de veículos. Alguns, sabendo que a ilegalidade é totalmente tolerada pela prefeitura de Porto Velho chegam a espalhar cadeiras nas calçadas para seus clientes.

 

POLÍCIA

No final de maio e princípio de junho a Polícia andou fazendo blitz para coibir o comércio pirata. Mas preocupou-se apenas com a proliferação do comércio de DVDs e CDs piratas, sem legar em consideração as outras atividades do comércio ilegal.

O prefeito continua fechando os olhos para todas esses abusos, mesmo sabendo que é de sua competência fazer cumprir a lei.

Não se sabe porque o Ministério Público, aparentemente tão rígido, não toma nenhuma medida para exigir do prefeito da capital rondoniense que faça uma operação de retirada de todos os camelôs que tomam conta dos espaços públicos, principalmente depois que se gastou quase um milhão de reais na reforma do antigo camelódromo.

A verdade é que a omissão do prefeito leva quem se beneficia dessa situação a acreditar que tem “direito” de montar seu negócio na via pública ou nas calçadas da cidade. Em frente ao Ginásio Cláudio Coutinho, tomando literalmente a rua, uma dezena de barracas (algumas com luminosos) funcionam como lanchonetes e botecos onde adolescentes (uma parte estudantes do Colégio Carmela Dutra) compram de tudo, de bebidas a drogas, sem que as autoridades façam qualquer coisa para por um ponto final naquela aberração.

E como o prefeito de Porto Velho não demonstra o menor interesse em exercer sua obrigação de zelar pelo cumprimento da lei, tornou-se uma praxa nessa capital as pessoas abrirem, da noite para o dia, negócios a céu aberto, livrando-se de aluguel, impostos e demais obrigações exigidas do comércio formal.

Não é atoa que a maior frutaria de Porto Velho está localizada na avenida Jorge Teixeira, tomando conta da calçada pública que fica entre a Sete de Setembro e a Paulo Leal. Ali o comércio funciona 24 horas sem problema nenhum. Certamente alguém deve estar cobrando algum tipo de propina para que aquela “frutaria” permaneça tantos anos naquele local.

Foto: Paulo Andreoli / Rondoniaovivo.com




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