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Porto Velho,  seg,   16/setembro/2019     
política

Miguel Sena fala em pedir cancelamento do contrato com agência de publicidade da Assembléia

9/6/2009 16:54:28
 
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O deputado do PV disse que pode pedir investiga√ß√£o do Minist√©rio P√ļblico sobre suposto direcionamento da verba de publicidade do Legislativo para favorecer alguns ve√≠culos do r√°dio, da m√≠dia impressa e at√© de sites da internet. 



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No último dia 8, segunda-feira, o deputado Miguel Sena, do PV, apresentou aos seus colegas de parlamento o sistema de distribuição da mídia publicitária da Assembléia Legislativa, “para por fim às maracutáias e direcionamentos” que vinham sendo, segundo o próprio deputado sempre afirmou, “praticados pela Pna Publicidade”, agência contratada pela atual legislatura para gerenciar e distribuir a milionária verba que a Assembléia gasta todos os anos nesse segmento.

 

DEGRADAÇÃO

Os atuais deputados iniciaram esta legislatura substituindo um período em que a Assembléia Legislativa viveu em degradação total, onde o descalabro se tornou público graças a uma operação da Polícia Federal, a “Operação Dominó”, responsável pela prisão de diversas autoridades rondonienses.

Os eleitores fizeram sua parte, promovendo uma das maiores renovações que se viu até hoje no parlamento estadual em todo o Brasil. Imaginava-se que com esta manifestação das urnas a presente legislatura, os novos deputados fariam o resgate ético da instituição, recuperando sua credibilidade junto à opinião pública.

Os atuais deputados demoraram a definir, como ferramenta dessa recuperação, o uso da publicidade institucional. Houve marchas e contra-marchas para a escolha de uma agência de publicidade de Porto Velho, cujo dono sempre foi ligado ao grande escroque da mídia local (hoje foragido da Justiça) que passou a decidir quais veículos de comunicação seriam aquinhoados com os recursos milionários do chamado “poder do povo”.

Assim que a verba milionária passou a irrigar (de forma especial) as contas de alguns veículos de comunicação, começaram a surgir as primeiras denúncias de que o descalabro na manipulação desse dinheirama iria muito longe e mandaria de vez para as cucuias o chamado interesse público e a democratização na informação.

 

CONDUTAS IRREGULARES

As primeiras condutas supostamente irregulares na distribuição da verba de publicidade da Assembléia pela agência contratada, foram denunciadas ainda no princípio da execução do contrato, com a elaboração das primeira mídias. O matutino por onde o dono da tal agência começou sua carreira de “comunicador” em Rondônia passou a ser quinhoado com a maior parte do bolo publicitário, sem justificativa técnica para esse comportamento.

Afirma-se hoje que graças ao dinheiro da Assembléia destinado ao tal jornalão ele “ainda não faliu” e mantém ampliada sua sobrevida, mesmo às turbulências desse período em que seu dono tem de continuar foragido da Justiça.

Enquanto os “amigos” do dono tal agência sempre foram premiados com cotas acima do teto razoável da tal publicidade, aqueles que não caiam em suas boas graças eram simplesmente alijados do processo, tratados como párias sem direito mesmo a uma cota ínfima da tal publicidade custeada com dinheiro público. Na verdade, essa agência nunca distribuiu a mídia da Assembléia com isenção.

 

MECANISMO ARDILOSO

Não é difícil enxergar um suposto ardiloso mecanismo de cooptação de veículos em favor de alguns deputados da Assembléia, através do rateio da mídia pela tal agência de publicidade.

No princípio dessa legislatura o site de notícias O Observador adotou a tática de sempre, de ser ferrenhamente contra o presidente da Assembléia e a maioria da mesa diretora. Com essa tática foi demonizado pela cupula parlamentar. Mas acabou vencendo a queda de braço e hoje recebe uma verba alta da publicidade, segundo revelações de deputados como Valter Araújo, corregedor da Assembléia, e Miguel Sena, membro da mesa diretora.

Antes de mesmo de voltar a colocar a edição impressa de O Observador, segundo estes dois deputados, a agência de publicidade da casa já estava destinando dinheiro para o pagamento de mídia que (misteriosamente) teria sido veiculada no jornal que não existiu.

Não há explicação para as altas somas do dinheiro público destinado a fazer a alegria dos donos dos jornalões, das redes de TV e das rádios que fazem o jogo de interesse de quem dá as cartas na Assembléia.

A verdade é que até agora não se adotou o princípio da mídia técnica, aquela em que o volume de gastos com publicidade está proporcionalmente equilibrado com circulação e audiência dos veículos. Não há, no caso da publicidade da Assembléia, democratização, transparência e nem mesmo eficiência nos investimentos de publicidade.

Exemplo é este jornal que recebeu um centavo desse mídia, porque o dono da agência sempre preferiu manter um relacionamento de desprezo e perseguição pela insistência de não vendermos a consciência de Imprensa Popular.

 

FAZENDO SUA PARTE

O deputado Miguel Sena afirma ter assumido a responsabilidade para modificar esse sistema que era utilizado na transformação de veículos de comunicação em meros fantoches de interesses não republicanos de certos políticos.

Numa entrevista exclusiva a Imprensa Popular o deputado Miguel Sena reafirmou a denúncia de que “a Assembléia Legislativa estava mais de 40 mil reais para a rádio Rondônia FM, do ex-senador Odacir Soares”, muito mais do que a emissora recebia quando tinha um programa, comandado por Arimar Sá, que criticava especialmente o presidente da Assembléia.

Ainda nessa entrevista o deputado do PV afirmou que o dono da agência de publicidade “andou distribuindo publicidade aos veículos sem autorização” da mesa diretora da ALE. Esse “audácia” poderá gerar, de acordo com o parlamentar, “penalidades para a agência de publicidade”.

Miguel Sena não sabe, como disse, quem está avalizando as decisões do dono da tal agência, “mas certamente esse nome irá aparecer, pois o dono da agência não vai querer segurar o rojão sozinho”, destacou. E para concluir o parlamentar sublinhou: “Se a tal agência resistir a cumprir com o novo método de transparência e democratização da distribuição da mída, vou pedir o concelamento do contrato da Assembléia com ela”.

Com referência aos supostos desvios de dinheiro da publicidade para “beneficiar apaniguados ou integrantes de esquemas políticos”, Miguel Sena esclarece que irá pedir ajuda do Ministério Público na investigação dessa prática. “Eu vou fazer a minha parte, mesmo que isso não agrade a alguém”, concluiu.




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